Fé e Cidadania

Abas primárias

Checklist para a defesa da família

Num momento em que tanto se fala das ameaças e da necessidade de defender a família, as exortações apostólicas Familiaris Consortio (FC), de São João Paulo II, e Amoris Laetitia (AL), do Papa Francisco, podem oferecer uma autêntica checklist para verificarmos se estamos realmente comprometidos com essa luta, vivendo-a integralmente. Sem querer resumir toda a riqueza desses documentos, podemos elencar os tópicos a seguir: 

  •   Conhecer a situação e saber discernir a partir da sabedoria cristã (FC 4-8, AL 31-57): temos que entender os problemas com clareza, sem julgamentos esquemáticos ou ideológicos, deixando que a fé e a caridade orientem nosso agir; 
  •   Reconhecer o desígnio de Deus sobre a família e vivê-la nessa perspectiva (FC 1115, AL 8-18, 58-88), pois não podemos deixar de perceber a graça que recebemos na família e a missão que daí nasce;
  •   Educarmo-nos para o amor e a comunhão conjugal (FC 18-21, AL 89-164, 205-230), pois nossa sociedade não prepara para o amor e a comunhão, e esse despreparo é a razão de muitos casamentos falidos; 
  •  Acolher a todos os membros da família, com suas necessidades, fragilidades e riquezas: a mulher (FC 22-24), o esposo (FC 25), os filhos (FC 26, AL 188-190), os anciãos (FC 27, Al 191-193), os irmãos e demais parentes (AL 194-198); 
  • Abrir-se para o dom da vida e a fecundidade, não perdendo de vista os sentidos unitivo e procriativo da sexualidade humana (FC 28-32, AL 165-186);
  •   Apoiar tanto com o ensinamento moral quanto por meio da acolhida concreta os cônjuges em dificuldade (FC 33-35, AL 231-258);
  •  Assumir a educação dos filhos na família (FC 36-44, AL 259-290), sendo esta protagonista naqueles âmbitos que mais lhe competem (como a moralidade e a afetividade), mas também os acompanhando na vida escolar, na sociabilização entre amigos etc; 
  • Contribuir, como família, para o desenvolvimento da sociedade, onde se destacam as obras em prol dos pobres, a hospitalidade (FC 44) e a luta pelo reconhecimento dos direitos da família (FC 46); 
  •   Desenvolver uma autêntica espiritualidade conjugal e familiar (AL 313-325). Cabe a nós a pergunta: como, e até que ponto, nossas comunidades, paróquias e movimentos têm se engajado no trabalho a partir dessas proposições? A maior contribuição da Igreja para o fortalecimento das famílias é criar comunidades cristãs que formem bem e apoiem as famílias e seus membros. Se dermos esse testemunho para o mundo, o resto virá por acréscimo, nos tempos e desígnios de Deus. 

 

As opiniões da seção “Fé e Cidadania” são de responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, os posicionamentos editoriais do O SÃO PAULO.
 

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