Comportamento

Abas primárias

Sobre as coisas bem simples que fazem a vida feliz

Pensar em felicidade, alegria e realização pode mobilizar fantasias e sonhos de sucesso profissional, de viagens exóticas, sucesso financeiro... Nós, homens modernos, tendemos a buscar a realização em coisas grandes e externas, enquanto que ela mora na simplicidade, no pequenino e, normalmente, dentro de nós.

Vejo com alegria o surgimento de um incipiente movimento de resgate da simplicidade, da percepção que a felicidade é feita de momentos – momentos de encontro verdadeiro, de carinho, de diversão com os filhos ou amigos, de abraços, conversas sinceras, de doação de si. 

Quando se deposita a felicidade em algo muito especial,  – uma viagem, por exemplo –, esse momento é passageiro e nem sempre comum – tornando-se um oásis no meio do deserto. Coloca-se uma expectativa enorme em sua chegada e, via de regra, se percebe depois que passou rápido demais. Foi bom, trouxe alegria, mas acabou. 

Já quando nos abrimos à possibilidade de sermos felizes a cada amanhecer que nos dá uma nova chance de encontrar pessoas; de descobrir mais sobre os que nos rodeiam e amamos; de servir alguém que precisa de nós, seja com nosso trabalho profissional, seja um amigo; de aprendermos algo sobre nós mesmos; de melhorarmos em aspectos da nossa personalidade; de errarmos e aprendermos que o erro nos ajuda a crescer na humildade e compreensão do outro; aí sim, estamos nos abrindo à possibilidade de sermos muito mais felizes, pois essas oportunidades são corriqueiras em nosso cotidiano, basta que abramos os olhos e o coração a elas. 

Muito rico também resgatarmos essa simplicidade no convívio familiar. Ensinarmos aos filhos, desde pequenos, que não é preciso muito para sermos felizes – brincar com água no quintal, jogar bola no playground, brincar de massinha, andar de bicicleta no parque, jogar cara-a-cara, contar uma história, fazer uma receita gostosa deixando a casa com o perfume do “carinho” que abre o apetite, conversar com um filho adolescente sobre alguma preocupação que o aflija, tomar um sorvete juntos, oferecer uma flor à esposa, assistir a um filme abraçadinhos ou comendo uma pipoca em família, deixar um bilhete bem humorado, carinhoso... Que enorme serviço estamos prestando à  família e ao mundo quando nos dispomos a ver com otimismo os pequenos acontecimentos do dia a dia, valorizando-os como presentes de Deus. 

Ao sairmos de nosso egoísmo e olharmos de verdade nossos familiares, para compreendermos suas necessidades e esforçarmo-nos em ajudá-los, seremos muito, muito mais felizes do que vivendo em torno de nós mesmos e de nossos quereres. 

Quando encontramos a felicidade no pequeno e corriqueiro, nos realizamos muito mais e espalhamos felicidade aos demais. Tudo o que vier para além disso será bem-vindo e contribuirá com nossa felicidade, mas não será o essencial, pois ele está no bem simples. 

Como tudo nessa vida, isso exige esforço, empenho e algum sacrifício. As coisas grandes também os exigem e normalmente fazemos sem ver nisso problema. 

Então, que tal colocarmos esforço em viver intensamente cada momento, servir com alegria nossos familiares e amigos, descobrindo a grandeza e alegria perene escondidas nesses gestos?  A família e o mundo agradecem!
 

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