NACIONAL

56ª Assembleia Geral da CNBB

Clero e leigos testemunham o Evangelho

Por Nayá Fernandes
14 de abril de 2018

Ano Nacional do Laicato foi assunto tratado no meeting point da sexta-feira, 13

No segundo meeting point realizado durante a 56a Assembleia Geral da CNBB, na sexta-feira, 13, em Aparecida (SP), Dom Severino Clasem, Bispo de Caçador (SC) e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato, e Marilza Schuina, Presidente do Conselho Nacional de Leigos da CNBB, falaram sobre o Ano Nacional do Laicato.

Dom Severino afirmou que, no momento em que vive a Igreja, falar em protagonismo dos leigos significa convidá-los a testemunhar o Evangelho de Jesus Cristo e assim, redescobrir a pessoa de Jesus de Nazaré. “A grande maravilha que a Igreja cada vez mais está querendo destacar e evidenciar é o protagonismo dos cristãos leigos e leigas como sujeitos na evangelização”, disse.

O Bispo apontou três documentos da CNBB que falam sobre a presença dos leigos: os documento 100, 105 e 107. Ele enfatizou que, nestes documentos, o leigo é apresentado como fundamental na vida da Igreja e na sociedade de forma geral.

Marilza Schuina, por sua vez, recordou uma passagem do documento 105: “A realidade eclesial, pastoral e social dos tempos atuais se torna também um forte apelo à uma avalização, aprofundamento e abertura do ano do laicato”.

Ela falou sobre os objetivos do Ano Nacional do Laicato, que são: “confirmar a eclesiologia de Povo de Deus” e “aprofundar a identidade, vocação, a espiritualidade e a missão dos Cristãos e Leigos”.

Marilza recordou os eventos que acontecerão durante o ano. Os seminários em grande parte dos regionais da CNBB; a semana missionária, que acontecerá de 22 a 29 de julho, e a Assembleia Nacional dos Organismos do Povo de Deus, que será realizada em Aparecida (SP), de 22 a 25 de novembro.

 

Na Arquidiocese de São Paulo

Na Arquidiocese de São Paulo, a Comissão para o Ano do Laicato também está preparando eventos e trabalhando para que os leigos se envolvam sempre mais com as atividades eclesiais, bem como assumam sua missão de ser “sal e luz” no mundo.

Em entrevista ao O SÃO PAULO, Marcelo Cypriano Motta, membro da Comissão formada para o Ano Nacional do Laicato na Arquidiocese, destacou que “o leigo precisa ser acompanhado principalmente na ação do Espírito que age nele e que o impele para realizar-se na Igreja de Cristo”.

“Amar a Igreja é o dom e, ao mesmo tempo, um critério do cristão, como ensinou Santo Agostinho, nesta sentença que pode ser lida no documento conciliar sobre a Formação dos Sacerdotes, o Decreto Optatam totius, 8: ‘Na medida em que alguém ama a Igreja de Cristo, nesta mesma medida possui o Espírito Santo’”, recordou Marcelo Cypriano.

(Colaborou: Jenniffer Silva)

 

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