O consumo de mídia em tempo de mercado digital

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10 de setembro de 2018

O I Congresso de Comunicação da Signis-Brasil, ocorrido em Porto Alegre (RS) entre os dias 31 de agosto e 2 de setembro, reuniu 70 profissionais de mídia em torno do tema “Consumo de mídia em tempo de mercado digital”. 

A Signis é um movimento eclesial leigo católico romano composto por profissionais dos meios de comunicação, incluindo imprensa, rádio, televisão, cinema, vídeo, educação de mídia, internet e novas tecnologias.

Citando o Papa Francisco, no painel de abertura, a presidente da Signis Mundial, Helen Osman, se disse encorajada a sair às periferias e lembrar que o coração do trabalho dos comunicadores católicos é a pessoa humana. 

Frei João Romanini, Presidente da Signis-Brasil, salientou a importância de um olhar humano e caridoso para a produção da informação. “É preciso descer ao andar de baixo”, disse o Frei, para enfatizar a necessidade de sentir na pele as necessidades dos mais pobres e marginalizados. 

Foram apresentados também casos analisados coletivamente, e, na última parte da programação, os participantes do congresso se dividiram nos seguintes grupos de interesse: Signis Jovem, Signis Rádio e Signis TV’s. 

 

CULTURA DE PAZ

Dom Devair Araújo da Fonseca, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Paulo e Vigário Episcopal para Pastoral da Comunicação, participou do momento de abertura, em nome da Comissão de Comunicação da CNBB, e falou sobre a importância dos meios de comunicação para a Igreja. 

“O Concílio Vaticano II dedicou um documento sobre os meios de comunicação e, a partir de então, muitas iniciativas começaram. Uma delas é a mensagem do Papa para o Dia Mundial das Comunicações, publicada anualmente, que este ano tratou do tema das fake news”, disse Dom Devair. 

O Bispo comentou  o mal que as fake news podem causar, sobretudo no que se refere à construção de uma cultura de paz.  Salientou, ainda, que, somente com a promoção da verdade e da comunhão, a mídia católica pode construir tal cultura. 

Durante sua fala na mesa de abertura sobre “A Comunicação para uma Cultura de Paz”, Dom Devair citou textos e documentos da Igreja que ajudaram na reflexão sobre o tema. “A Igreja tem plena consciência da importância dos meios de comunicação, mas principalmente reconhece o papel dos comunicadores na promoção de uma cultura de paz. A esperança não pode estar distante daquilo que comunicamos. Nosso grande desafio é dizer a verdade e descobrir qual a melhor maneira de fazê-lo. A essência da transmissão da verdade é sempre o diálogo. Não podemos fazer uma comunicação a distância”, disse o Bispo.


 

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Signis Brasil realiza I Congresso de Comunicação em Porto Alegre

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31 de agosto de 2018

A divisão brasileira da Associação Católica Mundial para a Comunicação, Signis Brasil, promove nestes dias, o seu I Congresso de Comunicação, com o tema “Consumo de Mídia em tempo de mercado digital”. Iniciado nesta sexta-feira, 31, o evento segue até dia 2 de setembro, em Porto Alegre (RS).

Participa do congresso o bispo auxiliar de São Paulo (SP) e membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Devair Araújo da Fonseca.

O tema “Consumo de Mídia em tempo de mercado digital” norteia a reflexão e o intercâmbio das experiências assertivas, de estratégias e práticas de inovação no âmbito das comunicações.

A Signis Brasil transmite o evento ao vivo pelo Facebook

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Comunicadores de todo o Brasil se reuniram na sede da Pastoral da Criança, em Curitiba (PR)

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17 de agosto de 2018

Um grupo de quase 50 comunicadores representando os 18 regionais da CNBB esteve reunido nos dias 15 e 16 em Curitiba (PR) para conhecer melhor programas da Pastoral da Criança. O “Museu da Vida”, o aplicativo “Visita Domiciliar” e, principalmente, o programa de ações em torno dos primeiros “1000 dias” foram apresentados e aprofundados nas palestras e diálogos entre os comunicadores e só responsáveis pela Pastoral da Criança. Houve momentos em que os participantes puderam participar de atividades interativas que proporcionaram experiências que ampliaram conhecimentos a respeito da gestação, saúde da mulher e da criança, parto e os dois primeiros anos de vida das crianças.

 

1000 dias

“A gente percebeu que a Igreja tem um papel muito importante na reconstrução da nossa sociedade”, disse Dr. Nelson Arns, coordenador internacional da Pastoral da Criança. “A gente percebe também a importância dos primeiros 1000 dias de vida, da concepção aos dois anos de idade, influindo no modo que ela vai ser, nas doenças que ela pode ter como adulto e também na sua forma de agir perante o mundo“, esclarece.

Dr Nelson disse ainda que o Prêmio Nobel de Economia do ano 2000, o norte-americano James Heckman, “fala que cada real investido na primeira infância, 7 reais são economizados em tratamento contra drogas,  em carceragem e alguns tipos de doença“. Ele também apresentou a razão para reunir os comunicadores da Igreja para o encontro em Curitiba: “É fundamental para essa comunicação, ter os jornalistas e os agentes da pastoral da comunicação junto com a Pastoral da Criança para a gente reconstruir esse tecido social e caminhar para o que Jesus pede para gente: que todas as crianças tenham vida e vida em abundância“.

 

A sede

A sede da Pastoral da Criança está localizada na região central da capital do Paraná, em um prédio de um antigo orfanato da prefeitura. O amplo espaço, rodeado de bela jardinagem e uma área de mata. O lugar não é apenas dos escritórios de administração, mas é todo adaptado para ser visitado, semanalmente, por grupos de crianças vindas de escolas públicas e privadas de toda a região de Curitiba. Logo na recepção, os participantes puderam conhecer a primeira parte do “Museu da Vida” que fica no prédio de uma antiga capela e onde hoje foram reproduzidos casebres das áreas pobres de Curitiba. Nesse espaço, as crianças podem brincar, ler, conhecer e perguntar a respeito das condições de vida da população.

Um primeiro pavilhão do conjunto de prédios encontra-se várias salas onde se pode conhecer a história da Pastoral e vida de sua fundadora, a sanitarista Zilda Arns, vítima de um terremoto em Porto Príncipe, no Haiti, em 12 de janeiro de 2010. Neste mesmo lugar pode-se percorrer um círculo informativo e interativo dos 1000 dias da vida da criança. Na primeira parte encontra-se informações sobre o período que vai da concepção ao parto. Na segunda, informações sobre o parto com séria advertência sobre o abuso na realização de cesarianas desnecessárias. Em seguida, na parte final do trajeto, encontram-se informações sobre alimentação e cuidados nos dois primeiros anos de vida das crianças.

 

O Encontro

Duas jornadas cheias nas quais os jornalistas puderam ouvir as informações sobre a Pastoral da Criança dadas tanto pelo coordenador, Dr. Nelson, como pelo Dr. Halin Girade que tratou da primeira infância e Eric Oliveira que fez uma exposição sobre sua tese de Doutorado sobre as Mídias Sociais do ponto de vista do usuário. Além disso, P. Rafael Vieira, assessor de Imprensa da CNBB, retomou, com os comunicadores, os passos dados no sentido de promover maior integração entre os profissionais e não profissionais que atuam no campo da comunicação nos regionais, nas dioceses e nos organismos da Conferência. Ele apresentou também um painel sobre os próximos passos a serem dados: participação na pesquisa e estudo sobre o documento “Orientações para as Mídias Católicas”; participação no XI Mutirão Brasileiro de Comunicação, em julho de 2019, em Goiânia (GO); colaboração na produção editorial na revista “Bote Fé”, das Edições CNBB e a cobertura jornalística da próxima Assembléia Geral, em Aparecida (SP).

Dr. Nelson Arns, no final, fez considerações importantes sobre o uso do aplicativo “Visita Domiciliar”, da Pastoral da Criança, que ganhou o prêmio Dom Luciano Mendes de Almeida na edição dos Prêmios de Comunicação da CNBB, este ano, durante o Encontro Nacional da Pastoral da Comunicação. Entre as funcionalidades que facilitam a vida das líderes da Pastoral, ele mostrou a possibilidade de se abrir conversas em Chat para se resolver problemas pontuais no processo de acompanhamento das crianças.

 

(Fotos: Pastoral da Criança e Marcus Tulius)
 

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Rádio 9 de Julho terá nova programação

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07 de julho de 2018

A rádio 9 de Julho começa, na terça-feira, 10, sua nova programação. A reformulação da grade com a inserção de novos programas, bem como mudanças de horários e ampliação do espaço de jornalismo, foi pensada em vista de uma futura migração da faixa AM para a FM. A migração de faixa é uma antiga reivindicação dos radiodifusores e foi autorizada por um decreto presidencial em 2013. 

Em janeiro deste ano, o Governo Federal ampliou os prazos para que novas emissoras possam solicitar a mudança. De acordo com uma reportagem publicada pela Agência Brasil em 10 de janeiro de 2018, das 1.781 rádios AM no Brasil, 1,5 mil já solicitaram a mudança. 

Em entrevista ao jornal O SÃO PAULO, Dom Devair Araújo da Fonseca, Bispo Auxiliar da Arquidiocese e Vigário Episcopal para a Pastoral da Comunicação, que assumiu a direção geral da rádio no início de abril, afirmou que a rádio 9 de Julho tem pensado sua programação dentro de um projeto que incluiu mudanças no Vicariato da Comunicação. 

“Pensamos na integração dos meios de comunicação da Arquidiocese e a primeira fase foi a unificação da rádio e do jornal O SÃO PAULO . Agora estamos na fase da reformulação da programação”, explicou Dom Devair. 

Adriana Rodrigues, da Uniti, empresa de assessoria e consultoria de comunicação e marketing, comentou que a mudança será gradativa e começará no dia 10: “Queremos respeitar todos os ouvintes que acompanham a rádio e, por isso, não é uma mudança geral, mas parcial e que será feita aos poucos.” 

Além disso, Adriana salientou que foi feito um trabalho de audição e uma avaliação junto ao departamento comercial, para que a mudança aconteça de maneira adequada. “Nosso objetivo, acima de tudo, é evangelizar e informar com credibilidade, mas precisamos pensar em novos parceiros que auxiliem também na manutenção”, continuou. 

 

NOVA FASE

Novas modalidades de interação com o público fazem parte desta fase, bem como uma presença efetiva nas redes sociais. “Queremos reformular também os ouvintes, ou seja, chegar a outros públicos, e as redes sociais têm um papel importantíssimo”, disse o Diretor da rádio 9 de Julho , que falou sobre os programas que estão sendo pensados para grupos específicos, como o “Espaço Mulher”, apresentado por Nice Passos, com quadros e entrevistas voltados para o público feminino. 

O programa “Bom dia, Povo de Deus” continuará a ser apresentado pela manhã pelo Padre Antonio Aparecido  Pereira (Padre Cido) e Cidinha Fernandes, mas um novo programa fará parte das manhãs dos ouvintes: “Ora, Família”, transmitido de segunda a sexta-feira, das 11h às 12h, com o Padre Marcos Roberto Pires, Pároco da Paróquia Santíssima Trindade, que está localizada no bairro do Butantã. Padre Marcos é cantor e apresentador do programa “Hora da Família”, veiculado pela Rede Vida de Televisão . 

“Que grande alegria estarmos aqui fazendo parte desta família”, disse Padre Marcos durante entrevista ao programa “Bom dia, Povo de Deus”. Segundo ele, “a ideia é termos um programa totalmente voltado para a família, com meditações da Palavra de Deus”. 

Por ocasião da comemoração dos 18 anos da rádio 9 de Julho , que aconteceu no dia 21 de outubro de 2017, no Mosteiro da Luz, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, enviou aos ouvintes a seguinte mensagem: “Que nossa rádio católica possa estar sempre a serviço da vida e da missão da Igreja, para comunicar a toda a cidade de São Paulo as mensagens boas do Evangelho e da Palavra de Deus, para que nessa cidade todos possam ter vida e vida em abundância.”
 

 

HISTÓRIA

A rádio 9 de Julho nasceu em 1953 com autorização temporária para preparar e comemorar o 4º Centenário de fundação da cidade de São Paulo em 1954. Quando terminaram os festejos do 4º Centenário de São Paulo, o presidente da República em exercício, Café Filho, ofereceu a emissora à Arquidiocese de São Paulo. Inaugurada em 1956 como emissora da Fundação Metropolitana Paulista, ligada à Arquidiocese de São Paulo, a Rádio funcionou até 1973, quando sua concessão foi declarada perempta pela Ditadura Militar.

Assim que os transmissores da rádio foram lacrados, Dom Paulo Evaristo Arns, então Arcebispo, iniciou o longo processo para reavê-la. Em 1996, 23 anos depois, o Presidente Fernando Henrique Cardoso devolveu a emissora à Arquidiocese, acentuando que não estava fazendo um favor à Igreja de São Paulo, mas reparando uma injustiça.

A solenidade oficial de reinauguração da rádio aconteceu no dia 23 de outubro de 1999, com uma celebração no Mosteiro da Luz, que reuniu autoridades eclesiásticas e civis. A rádio 9 de Julho soma-se aos demais meios de comunicação da Igreja com uma programação em que se equilibram o anúncio do Evangelho, a formação, a informação e o entretenimento.

 

GRADE DE PROGRAMAÇÃO

Ouça em AM 1.600 kHz ou pelo site.

 

SEGUNDA A SEXTA-FEIRA


05h00 às 05h55 – Alvorada da Fé – Pe. Luiz Cláudio Braga e Cidinha Fernandes

05h55 às 06h00 – Mensagem de Esperança e Bênção – Pe. Claudio Weber, scj (Santuário

São Judas Tadeu)

06h00 às 06h55 – Acorda Brasil – Adriano Barbiero

06h55 às 07h00 – O Pão da Palavra – Pe. José Ronaldo, scj (Santuário São Judas Tadeu)

07h00 às 07h30 – Notícias em 30 – Rádio Aparecida

07h30 às 08h00 – A Igreja em Notícias – Pe. Edemilson Gonzaga e Cleide Barbosa

08h00 às 09h00 – Em Sintonia com a Fé – Pe. Aberio Christe

09h00 às 10h00 – Bom dia Povo de Deus – Pe. Cido Pereira e Cidinha Fernandes

10h00 às 11h00 – Experiência de Deus – Pe. Reginaldo Manzotti)

11h00 às 12h00 – Ora, Família – Pe. Marcos Roberto

12h00 às 12h05 – Ângelus

12h05 às 12h10 – Encontro com o Pastor – Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer

12h10 às 12h30 – Giro de Notícias – Cleide Barbosa

12h30 às 14h00 – A Volta do Sucesso – Altieris Barbiero

14h00 às 15h00 – Espaço Mulher – Nice Passos

15h00 às 16h00 – Hora da Providência – Pe. Bogaz e Equipe da Providência

16h00 às 16h10 – Palavras que Curam – Pe. Antônio dos Santos, scj (Santuário São Judas

Tadeu)

16h10 às 17h00 – Oração do Santo Terço – Padre Comunicadores

17h00 às 17h50 – Santa Missa diretamente do Santuário São Judas Tadeu

17h50 às 18h00 – A Missa Continua – Pe. Leandro Santos, scj (Santuário São Judas Tadeu)

18h00 às 18h30 – Sala Franciscana – Frei Gustavo Medella

18h30 às 19h00 – Musical As Mais Pedidas da 9 de Julho – Cidinha Fernandes

19h00 às 20h00 – A Voz do Brasil

20h00 às 20h05 – O Pão da Palavra – Pe. José Ronaldo, scj (Santuário São Judas Tadeu)

20h05 às 20h00 – Nos Passos de Paulo – Irmãs Paulinas

21h00 às 22h00 – Tempo de Paz – Pe. João Carlos

SÁBADO


05h00 às 05h55 – Alvorada da Fé – Pe. Luiz Cláudio Braga e Cidinha Fernandes

05h55 às 06h00 – Mensagem de Esperança e Bênção – Pe. Claudio Weber, scj (Santuário

São Judas Tadeu)

06h00 às 06h55 – Acorda Brasil – Adriano Barbiero

06h55 às 07h00 – O Pão da Palavra – Pe. José Ronaldo, scj (Santuário São Judas Tadeu)

07h00 às 07h30 – Cotidiano – Rádio Aparecida

07h30 às 08h00 – A Igreja em Notícias – Pe. Edemilson Gonzaga e Cleide Barbosa

08h00 às 09h00 – Teologia na Vida da Igreja – Pe. Valeriano Costa

09h00 às 10h00 – Para que Minha Vida se Transforme – Dra. Maria Salette

10h00 às 11h00 – Experiência de Deus – Pe. Reginaldo Manzotti

11h00 às 12h00 – A Caminho do Reino – Cônego José Renato Ferreira

12h00 às 12h05 – Ângelus

12h05 às 12h10 – Encontro com o Pastor – Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer

12h10 às 13h00 – Construindo Cidadania – Pe. Cido Pereira e Cidinha Fernandes

13h00 às 14h00 – Devoto de Frei Galvão – Cláudio Fontana

14h00 às 15h00 – Rolê Jovem – Pe. Rodrigo Freitas

15h00 às 16h00 – Certas Canções – Cônego Antonio Manzatto

16h00 às 17h00 – Missa dos Amigos da Rádio 9 de Julho

17h00 às 18h00 – Tocando em Frente – Ivanildo de Andrade

18h00 às 18h30 – Celebração do Restauro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida

18h30 às 19h00 – Ciranda da Comunidade – Larissa Freitas

19h00 às 20h00 – Bíblia em Diálogo – Prof. Matthias Grenzer

20h00 às 20h05 – O Pão da Palavra – Pe. José Ronaldo, scj (Santuário São Judas Tadeu)

20h05 às 21h00 – Cidadania e Meio Ambiente – Larissa Freitas

21h00 às 21h05 – Consagração a Nossa Senhora da Penha

21h05 às 22h00 – Caravela do Fado – Pe. Armênio Nogueira

22h00 às 05h00 – Com a Mãe Aparecida

DOMINGO


05h00 às 07h- Amanhecer no Sertão – Josiene e Josival

07h00 às 07h30 – Escola Bíblica – Pe. Tarcísio de Mesquita

07h35 às 07h45 – Momento com a Capela Santa Cruz dos Enforcados – Pe. Enivaldo dos

Santos

07h45 às 08h00 – Semana do Papa

08h00 às 09h30 – Cantares de Além Mar – Jefferson Silveira

09h30 às 10h30 – Camisa 9 – Daniel Gomes, Flávio Rogério e Fábio Augusto

10h30 às 11h00 – Vem e Segue-me – Pe. Messias de Moraes e Equipe Vocacional

11h00 às 12h15 – Santa Missa com Cardeal Dom Odilo Scherer

12h15 às 13h00 – Fãs com a 9 – Larissa Freitas

13h às 14h – Uma Conversa – Pe. Pedro Luiz e Pe. Alexandre Ferreira

14h às 15h – Certas Canções – Cônego Antonio Manzatto

15h às 16h – Família, Fonte de Amor e Vida – Pe. Aldo e casais amigos

16h às 17h – Entre Agendas – Cleide Barbosa

17h às 18h – Latino América no Ar – Miguel Ahumada e Patricia Rivarola

18h00 às 18h30 – Viver a Liturgia – Frei José Moacyr Cadenassi

18h30 às 19h – A Oração do Santo Terço – Pe. Luiz Claudio Braga

19h às 20h – Fé Explicada – Paulo Miziara

20h às 21h – Espaço Brasil – Nice Passos

21h às 22h – Recado Novo – Pe. Enivaldo dos Santos Vale

22h às 05h – Com a Mãe Aparecida

 

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Papa nomeia o jornalista Paolo Ruffini como novo prefeito do Dicastério para a Comunicação

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05 de julho de 2018

O Papa Francisco nomeou prefeito do Dicastério para a Comunicação o jornalista Paolo Ruffini, até agora diretor da TV2000, a rede de televisão da Conferência Episcopal Italiana.

Nascido em Palermo em 4 de outubro de 1956, Ruffini formou-se em Direito na Universidade La Sapienza de Roma. É jornalista profissional desde 1979. Em 1986 casou-se com Maria Argenti. Trabalhou em vários jornais: Il Mattino de Náples (1979-1986); Il Messaggero de Roma (1986-1996); no setor rádio: Rádio-jornal Rai (1996-2002); e na televisão Rai3 (1998-2002); Rádio 1 (1999-2002); Rádio Inblu (2014-2018); e na televisão: Rai3 (2002-2011); La 7 (2011-2014); Tv2000 (2014-2018).

Recebeu vários prêmios de jornalismo e participou de várias conferências de estudo sobre o papel dos cristãos na informação, a ética da comunicação e as novas mídias.

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O poder dos meios de comunicação é real, mas não absoluto

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27 de junho de 2018

O trabalho nas maiores redações do País como repórter da área de Ciência fez com que Alexandre Gonçalves, 37, aprofundasse estudos sobre o jornalismo de dados e uso de métodos computacionais no entendimento dos ecossistemas de mídia. Atualmente, ele é doutorado em Comunicação na Universidade Columbia, nos Estados Unidos. De passagem pelo Brasil, ele conversou com os jornalistas da redação integrada do jornal O São Paulo e Rádio 9 de Julho, em maio, quando falou sobre a efetiva abrangência do poder da mídia, tema sobre o qual falou nesta entrevista exclusiva ao O SÃO PAULO.

 

 

 

O SÃO PAULO -  POR MUITO TEMPO HOUVE A DIFUSÃO DA IDEIA DE QUE A MÍDIA É O QUARTO PODER NA SOCIEDADE. QUAL É O EFETIVO PODER DA MÍDIA? E MAIS: QUE SENTIDO QUE O SENHOR DÁ À PALAVRA “PODER”?

Alexandre Gonçalves - Vivemos em dois mundos: um interior — nossa mente — e outro exterior — as realidades ao nosso redor. Chamo poder a capacidade de moldar o mundo exterior segundo nosso mundo interior. A mídia ocupa um lugar singular entre esses dois mundos: ela povoa nosso mundo interior com imagens do mundo exterior. Tem o poder de iniciar diálogos sobre certos eventos enquanto outros permanecem envolvidos pelo silêncio.

 

O QUE OS VEÍCULOS IMPRESSOS, TELEVISIVOS E RADIOFÔNICOS APRESENTAM COMO CONTEÚDO JORNALÍSTICO É A REALIDADE, REPRESENTAÇÃO OU RECORTE DA REALIDADE? ENFIM, COMO O SENHOR DEFINIRIA O “PRODUTO” JORNALÍSTICO QUE CHEGA ÀS PESSOAS?

Vejo o “produto” jornalístico como um recorte da realidade misturado com falsificações da realidade. Não deixa de ser “realidade”, porque acredito no poder da linguagem de descrever o que acontece fora da nossa mente. É um “recorte”, porque não penso que essa descrição da realidade seja (ou deva ser) exaustiva: um mapa que tivesse todos os detalhes da cidade seria inútil pois seria tão complexo como a própria cidade. Por fim, há “falsificações” porque todo conhecimento humano vem sempre acompanhado de erros e ilusões.

 

DE QUE MANEIRA AS GUERRAS MUNDIAIS IMPULSIONARAM OS ESTUDOS DO JORNALISMO?

No entreguerras, século XX, diversos pesquisadores estavam assombrados com os frutos da aplicação racional e metódica da psicologia à publicidade. Eles viam a opinião pública como um material bastante receptivo e maleável. O horror da Segunda Guerra Mundial pareceu confirmar as intuições desses pesquisadores. Como o povo alemão, tão civilizado, embarcou em um projeto de tamanha barbárie? Para aqueles pesquisadores, a propaganda seria a chave para explicar o enlouquecimento de um país inteiro. No pós-guerra, estudos empíricos não confirmaram o poder irresistível da propaganda. De fato, a maior parte das pesquisas parecia apontar que os efeitos eram, de fato, muito limitados ou inexistentes. Hoje em dia, a maior parte dos estudiosos adota uma posição média. O poder dos meios de comunicação é real, mas está longe de ser absoluto: as pessoas não são uma tela em branco a espera das pinceladas da mídia.

 

AS REDES SOCIAIS PROVOCARAM MUDANÇAS NO PODER DA MÍDIA?

Sem dúvida. Em primeiro lugar, elas trouxeram a falência do modelo de negócio baseado em anúncios que vigorou durante décadas. Até agora, ninguém encontrou uma solução para salvar as empresas de jornalismo. Além disso, é possível argumentar que as redes sociais democratizaram a esfera pública: qualquer um pode tornar-se um produtor de conteúdo. Na prática, contudo, a maior parte do conteúdo continua sendo produzido pelos veículos de sempre (com a diferença de que agora é mais difícil para esses veículos ganhar dinheiro com o mesmo conteúdo). A principal mudança é o surgimento de um novo grupo de atores: as próprias redes sociais. Essas plataformas não querem ser vistas como atores no debate público. Argumentam que simplesmente oferecem o suporte para que os verdadeiros produtores de conteúdo publiquem. Discordo. Há inúmeras decisões editoriais por trás dos algoritmos e regras que governam essas plataformas.

 

 O JORNALISTA TEM QUE TIPO DE PODER EM MÃOS? QUE CUIDADOS DEVE TOMAR COM ISSO?

Quando alguém acredita que possui poder, normalmente é o poder que possui essa pessoa. O principal cuidado, ao meu ver, é lutar contra a ilusão do poder. Não me refiro aqui aos jornalistas que gostam de ser bajulados por fontes, de ser convidados para eventos exclusivos, de ter acesso imediato aos altos escalões econômicos e políticos… basta algum senso do ridículo para perceber como essa caricatura de poder é vazia. Refiro-me aos jornalistas que sonham com a construção de uma sociedade mais justa e livre. A ilusão do poder é mais sutil e, por isso, mais perniciosa nos “bons” jornalistas, porque estão investidos de bons ideais, acreditam que suas ações serão necessariamente boas. Esquecem que ninguém é a cura do mundo. Felizmente, ninguém é a doença também. Somos todos doentes nesse grande hospital do mundo. Obviamente, devemos lutar por uma sociedade mais justa e livre, mas sem abraçar a ilusão de que somos os guardiães do único caminho para chegar lá. Como jornalista, não posso usar meu poder para silenciar ou ridicularizar as vozes com as quais discordo. Entre outros motivos, porque devo contar com a possibilidade de estar redondamente enganado. Só um louco tem certeza o tempo todo.

 

O SENHOR MORA E ESTUDA NOS ESTADOS UNIDOS. QUE COMPARAÇÕES FAZ ENTRE O QUE SE ENTENDE DA RELAÇÃO “PODER E MÍDIA” NAQUELA SOCIEDADE E AQUI NO BRASIL?

Por um lado, há uma maior diversidade de vozes nos Estados Unidos. Você encontrará veículos para todos os gostos políticos ou ideológicos. O ambiente de mídia americano tem uma vitalidade inacreditável. Ao mesmo tempo, há uma clara tendência à balcanização: as pessoas vivem em bolhas informativas que confirmam suas visões de mundo e preconceitos. Acredito que, com alguns anos de atraso, o mesmo processo de balcanização do debate público também está em curso no Brasil.

 

O SENHOR TEM REALIZADO ESTUDOS SOBRE POPULISMO. DE QUE MANEIRA ISSO TEM SIDO REPORTADO PELO JORNALISMO ATUALMENTE?

Há, sem dúvida, um ressurgimento no interesse pelo conceito de populismo. Contudo, apesar de útil, populismo não é uma palavra neutra: carrega, na maioria das vezes, um significado pejorativo. Normalmente, nós o associamos à manipulação de medos e esperanças da população, acompanhada de uma vulgarização ou infantilização do debate público. Creio ser este o sentido que a maioria dos jornalistas atribui à palavra populismo quando classifica um determinado governo ou político como populista.

 

QUE PODER OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DA IGREJA CATÓLICA TÊM E O QUE PODEM FAZER COM ISSO?

Os meios de comunicação da Igreja Católica podem desempenhar duas funções importantes. Em primeiro lugar, podem se constituir na principal fonte de informação sobre a Igreja Católica para os próprios católicos. Penso que a maioria dos batizados (inclusive padres e bispos) acaba se informando sobre os desafios e problemas da Igreja na mídia tradicional. Contudo, pouquíssima gente no ambiente secularizado das redações consegue compreender a complexidade e a singularidade da Igreja. Na maioria das vezes, jornalistas utilizam analogias com instituições com as quais estão mais familiarizados, como partidos e ONGs. Mas a Igreja não é simplesmente um partido ou uma ONG. Os meios de comunicação católicos estão em uma posição privilegiada para oferecer uma visão mais profunda e ampla da Igreja. Em segundo lugar, a mídia católica pode servir como espaço de diálogo com o mundo não católico.

 

EM UMA DE SUAS APRESENTAÇÕES SOBRE O TEMA, O SENHOR COMENTOU QUE O PODER DA COMUNICAÇÃO É GERAR COMUNHÃO. ISSO DE FATO VEM ACONTECENDO?

 Não sei se a comunicação tem gerado comunhão. A resposta mais sensata provavelmente seria: em alguns lugares, sim; na maioria, não. Há um exercício que costumo fazer com meus alunos. Peço para que defendam do melhor modo possível um ponto de vista com o qual discordam. Desconfio que nossa tendência natural é encarar quem discorda de nós como um sujeito desonesto ou estúpido. Por isso, vale a pena fazer esforço para colocar-se no lugar do outro, para enxergar a realidade com os olhos do outro. Algumas vezes, mudaremos de opinião. Outras, talvez a maioria, vamos descobrir que o outro não é um inimigo. Bento XVI dizia que a verdadeira comunicação não acontece quando comunicamos ideias, mas quando comunicamos a nós mesmos. Acredito que esse é o caminho.

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‘Redes sociais são pontes para chegar a outras pessoas’

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08 de mai de 2018

Muitos usuários de redes sociais começam a perceber a necessidade de pensar melhor acerca da vida on-line. O recente escândalo do Facebook com a empresa Cambridge Analytica, no qual a rede social divulgou informações de pelo menos 87 milhões de usuários, desde 2014, veio reforçar essa preocupação. 

Por outro lado, há algumas décadas, a Igreja olha para a internet como ambiente profícuo para a evangelização. Nesse contexto, O SÃO PAULO conversou com a Irmã Xiskya Valladares, doutora em Comunicação e professora universitária no Centro de Ensino Superior Alberta Giménez, em Mallorca, na Espanha. 

Irmã Xiskya é especialista em redes sociais e fundadora da Associação iMision (www.imision.org), que promove formação para a evangelização na internet. Ela acaba de lançar um livro chamado “Buenas prácticas para evangelizar en Facebook” (Boas práticas para evangelizar no Facebook), que pode ser adquirido on-line. 

“As redes sociais são uma ponte para chegar às pessoas e encaminhá-las para algo mais além”, diz sobre as oportunidades de transmitir a mensagem de Cristo. “Levam a conhecer novas pessoas e a encarar comunicações fora da rede”, avalia. 

Realista, ela entende que o Facebook não é a melhor rede para ir ao encontro de pessoas diferentes, pois o sistema “não favorece que você saia do entorno das pessoas que pensam igual a você”. Ainda assim, defende que ter conhecimento técnico pode levar a estratégias de comunicação mais eficazes. 

 

O SÃO PAULO - POR QUE ESCREVER SOBRE A EVANGELIZAÇÃO NO FACEBOOK?

Irmã Xiskya Valladares -

Primeiro, escrevi um livro sobre como evangelizar no Twitter. Foi um pequeno capítulo da minha tese de doutorado. Depois, percebi que a maioria das pessoas católicas estão no Facebook. É a rede social com mais usuários católicos, e com mais usuários em geral, no mundo. Claro que há muita boa vontade por parte das pessoas que querem usá-lo, mas há pouco conhecimento da parte técnica. Por isso, livro tem linguagem simples, para ser útil a qualquer pessoa.

 

POR QUE A IGREJA TEM DE ESTAR PRESENTE NAS REDES SOCIAIS?

Porque as redes sociais são ambientes onde as pessoas estão. Creio que os últimos Papas nos convidam a ir ao encontro dessas pessoas. Bento XVI as chama de “continente digital”, como um paralelismo como quando foram evangelizar a América. O Papa Francisco também nos diz que temos que sair às “ruas digitais” sem medo. E acredito que as pessoas estão aí porque é um lugar de encontro. São as novas praças públicas. São areópagos do mundo moderno. A Igreja tem de não só transmitir informações, mas também escutar e compartilhar com as pessoas, com o povo, com suas emoções, preocupações, perguntas e inquietudes.

 

UMA DAS CRÍTICAS FEITAS ÀS REDES É QUE PROMOVEM A AUTORREFERENCIALIDADE. VOCÊ CONCORDA?

Creio que algumas pessoas se tornam muito autorreferenciais, mas a maioria não. No Facebook é diferente do Twitter. O Facebook é a rede social mais recíproca, e por isso há mais autorreferencialidade. Mais do que no Twitter. Esta é uma das coisas que o Papa Francisco nos pede que evitemos. Se você é muito autorreferencial, inclusive se você é uma marca grande e importante, internacional, as pessoas não querem seguir você. Mas se você vai lhes levar algo, um valor agregado, algo que lhes faça pensar, então as pessoas querem. A regra geral é que só 20% das suas publicações sejam próprias, informações da própria marca ou instituição, e que 80% seja mais para as pessoas. É preciso pensar na audiência, nos seguidores, amigos e fãs.

 

O CONTRÁRIO DA AUTORREFERENCIALIDADE É O TESTEMUNHO?

Claro. É o testemunho pensando nos demais. O que precisam os demais? O testemunho não se faz sozinho. Falando de instituições, para estar nas redes sociais de maneira eficaz é preciso pensar bem, planejar bem. O testemunho, sobretudo, é essa escuta, esse diálogo, esse levar algo que seja útil para os outros.

 

O TESTEMUNHO É APRESENTAR-SE COMO CRISTÃO?

Sim, mas não só compartilhando mensagens expressamente religiosas. Porque não existe uma pessoa que esteja o tempo todo falando só de religião na vida real. E assim é também no digital. Compartilhar continuamente mensagem religiosas não ajuda nada. E isso também acaba sendo autorreferencial. Creio que é preciso ser você mesmo, como você é nas ruas, com os amigos, com a família, com as pessoas, transmitindo valores. Se acontece algo, em nível mundial, é interessante fazer uma leitura dessa realidade. Isso leva muito mais do que copiar uma citação do Evangelho, pois está conectado com os interesses das pessoas. Ou seja, não dar respostas demais, mas lançar perguntas.

 

É POSSÍVEL QUE ALGUÉM TENHA UMA VERDADEIRA EXPERIÊNCIA DE CONVERSÃO POR CAUSA DE ALGO QUE VIU NA INTERNET?

Sim, e posso contar a você uma experiência, de um diretor de um jornal que morreu há dois anos. Ele me encontrou nas redes, muitos anos antes, e a partir desse momento tivemos diálogos muito profundos. Ele era ateu e marxista. No entanto, quando morreu, ele estava reconciliado com a Igreja, havia se confessado, comungava e rezava o Terço todos os dias. Isso é uma experiência que ninguém imagina, mas é muito real.

 

ENTÃO, AS REDES PODEM LEVAR A UMA REFLEXÃO...

Leva a diálogos fora das redes, que são mais profundos. Isso leva a conhecer novas pessoas e a encarar comunicações fora da rede, mas que começaram na rede. As redes são um trampolim, uma ponte para chegar nas pessoas e encaminhá-las para algo mais além.

 

SEU LIVRO DIZ QUE O FACEBOOK NÃO É A REDE MAIS IDÔNEA PARA CHEGAR ÀS PESSOAS DISTANTES. POR QUÊ?

Porque quando se trata de contas pessoais, as conexões são recíprocas. Então, normalmente se tornam seus amigos as pessoas que já simpatizam com as suas ideias. Se você cria uma página (fanpage) os algoritmos do Facebook não favorecem que você saia do entorno das pessoas que pensam igual. A principal dificuldade é como funciona o Facebook e como faz seus algoritmos. Isso dificulta muito se conectar com pessoas mais distantes ou que pensam diferente de você.

 

O MOTIVO PARA O FACEBOOK FAZER ISSO É SABER O QUE VENDER AOS USUÁRIOS, CERTO?

Sim, sim.

 

O QUE É O “ALGORITMO” DO FACEBOOK?

É um código informático pelo qual se dá visibilidade às mensagens que as pessoas publicam. Esse código vai automatizar as mensagens e dizer “esta aqui tem mais pontos” ou “esta tem menos pontos”, em termos de visibilidade. É uma máquina que decide, não uma pessoa. Como o Facebook está pensado para a publicidade, eles precisam desse tipo de segmentação. Se quero vender uma moto, vou escrever para as pessoas que querem uma moto. Não vou mandar para senhoras idosas, por exemplo. O algoritmo favorece que a moto seja apresentada só para as pessoas que estão interessadas: gente mais jovem, mais meninos do que meninas. Isso funciona em tudo no Facebook.

 

 

O MESMO PARA MENSAGENS RELIGIOSAS?

Se vou publicar algo relacionado ao Evangelho, ele vai apresentar mais facilmente para pessoas que mostraram um interesse religioso, católico ou cristão. Não para outros. Por que eu nunca leio o que escrevem os muçulmanos? Porque o Facebook sabe que sou católico. Isso não favorece o encontro.

 

AINDA ASSIM, TEMOS QUE TENTAR USAR O MECANISMO A NOSSO FAVOR…

Exato. Para isso, falta transformar nossa linguagem, transformar nossas imagens, e apresentar algo mais real, o que as pessoas querem ver. Pensar no público a que nos dirigimos. Os grupos são muito importantes, pois o algoritmo não é tão duro com os grupos quanto com as fanpages.

 

QUAL É A DIFERENÇA, NO FACEBOOK, ENTRE GRUPO, PÁGINA E CONTA PESSOAL?

As contas pessoais só podem ser de pessoas concretas, com nome e sobrenome, e são mais limitadas nas estatísticas. Os grupos se parecem com contas pessoais, mas são de muitas pessoas, e não têm estatísticas. As páginas são as únicas que estão pensadas para instituições, marcas comerciais, ONGs, qualquer tipo de marca que não é uma pessoa, inclusive personagens públicos. Oferecem, portanto, um monte de estatísticas. Você pode jogar com elas para melhorar a sua visibilidade no Facebook. Já nos grupos, não. Acredito que não podemos ficar só com a página, mas é necessário ter um grupo também, pois ajuda a visibilizar o que publica a página; e a página, para medir as estatísticas, usar mais ferramentas, e dar a informação mais oficial da sua marca.

 

 

O QUE VOCÊ PENSA DA MANEIRA COMO O FACEBOOK USA OS DADOS DOS USUÁRIOS? RECENTEMENTE, O FUNDADOR, MARK ZUCKERBERG, TEVE QUE DAR EXPLICAÇÕES NO SENADO DOS ESTADOS UNIDOS

 

O problema está em que somos nós mesmos que cedemos nossos dados, mas não temos a educação suficiente para saber que dados estamos dando. Ninguém obriga o Facebook a publicar todos os nossos dados. Somos nós mesmos que o fazemos. O Facebook só pede um nome de usuário e e-mail, obrigatórios. Porém, todo mundo coloca todos os dados. E voltamos a cedê-los cada vez que damos permissão a um aplicativo para que se conecte por meio da conta do Facebook. E nem sempre somos conscientes disso. O que falta é educação digital para que as pessoas saibam o que estão dando, onde e para quê.

 

É ALGO QUE JÁ VEM ACONTECENDO HÁ ALGUNS ANOS…

Não é uma questão nova, não é algo que só o Facebook faz. Todas as redes sociais fazem o mesmo, inclusive o Google. Quando temos nossos dados no Google, Gmail, no Google Drive, estamos dando um monte de dados e informações que podem ser aproveitadas para a publicidade. Proibir ou censurar o Facebook de obter dados também limita a liberdade das pessoas. Mas falta educação para que as pessoas saibam o que estão dando, onde e para quê. Esse é o problema principal. Os governos têm que se preocupar, não só com a privacidade, mas que nas escolas haja educação digital

 

MAS A EMPRESA TEM QUE SER MAIS ABERTA SOBRE COMO USA OS DADOS?

A empresa quer a publicidade. Pode-se exigir que seja um pouco mais transparente em conhecer que dados estão usando para entregar a terceiros. Mas as pessoas abrem uma conta e aceitam as condições sem ler nada. O Facebook agora te pergunta se você quer compartilhar dados, de forma mais evidente, mas já fazia isso.

 

QUE SUGESTÕES PODE DAR ÀS PESSOAS PARA MELHORAR A PRESENÇA NO FACEBOOK?

Sobretudo, subir vídeos diretamente no Facebook, e não links por meio de outras plataformas, como YouTube. Utilizar Facebook Live, para transmitir vídeos ao vivo. Tudo isso ajuda muito a melhorar a visibilidade. Também cuidar muito da parte estética da conta, porque há pessoas que não colocam a foto, que não querem pôr o nome real… isso dá falta de credibilidade. Também evitar colocar só mensagens religiosas e, portanto, lançar mensagens de qualidades, não besteiras do tipo “estou comendo isso, essa é a foto do meu gato”. Isso não promove nada. E, depois, responder e compartilhar as coisas de outras pessoas. Não só publicar, mas levar ao mural o que é interessante dos outros. Não só emitir, mas realmente entrar em diálogo.

 

As opiniões expressas na seção “com a Palavra” são de responsabilidade do entrevistado e não refletem, necessariamente, os posicionamentos editoriais do jornal O SÃO PAULO.


 

 

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Papa: A busca da verdade é o mais radical antídoto ao vírus da falsidade

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24 de janeiro de 2018

Nesta quarta-feira, 24 de janeiro, festa de São Francisco de Sales, padroeiro da imprensa católica, foi divulgada por ocasião do Dia Mundial das Comunicações Sociais a mensagem do Papa Francisco aos comunicadores de todo o mundo. O tema é: "A verdade vos tornará livres (Jo 8,32). Fake News e jornalismo de paz".

Numa mensagem articulada em 4 pontos, o Papa Francisco pede aos homens da comunicação que voltem aos fundamentos de sua profissão, ou melhor, à sua “missão”: “ser guardiões das notícias”.

O tema da mensagem é de grande atualidade, no entanto, o Papa recorda que já em 1972 o seu predecessor Paulo VI escolhera para o Dia das Comunicações Sociais o tema da informação “a serviço da verdade”.

Precisamos de um jornalismo que “não queime as notícias”, mas busque sempre a verdade e seja sempre “comprometido a indicar soluções alternativas às “escalation” do clamor e da violência verbal”.

 

A desinformação desacredita as pessoas e fomenta conflitos

Na primeira parte da Mensagem, o Papa analisa o fenômeno das “fake news”. As falsas notícias, observa, visam “enganar e até mesmo manipular o destinatário”. Observa que às vezes sua difusão visa “influenciar as escolhas políticas e favorecer os lucros económicos”. Hoje em dia, sua difusão “pode contar com um uso manipulador das redes sociais” que tornam “virais” as notícias falsas.

O drama da desinformação, adverte Francesco, é “o descrédito do outro, a sua representação como inimigo” que pode até mesmo “fomentar conflitos”. Francisco destaca que muitas vezes afunda suas raízes “na sede de poder” que “se move de falsidade em falsidade para nos roubar a liberdade do coração”.

 

Fake news baseiam-se na “lógica da serpente”, nunca são inofensivas

Todos, exorta a Mensagem, somos chamados a contrastar essas falsidades e chamar a atenção para as “iniciativas educativas” que ajudam a “não ser divulgadores inconscientes de desinformação, mas atores do seu desvendamento”. E aqui o Papa, voltando ao Livro do Gênesis, observa que, na base das notícias falas, há a “lógica da serpente” que, de alguma forma, tornou-se “artífice da primeira fake news”.

O tentador, lê-se na Mensagem, “assume uma aparência credível” e concentra-se "na sedução que abre caminho no coração do homem com argumentos falsos e sedutores”. Precisamente como as notícias falsas. Este episódio bíblico mostra que “nenhuma desinformação é inofensiva; antes pelo contrário, fiar-se daquilo que é falso produz consequências nefastas”, já que também “uma distorção da verdade aparentemente leve pode ter efeitos perigosos”.

 

A busca da verdade é o mais radical antídoto ao vírus da falsidade

“Quem mente a si mesmo e escuta as próprias mentiras – escreve Francisco citando Dostoevskij, autor que muito aprecia - chega ao ponto de já não poder distinguir a verdade”. E precisamente a verdade, sublinha a Mensagem, é o antídoto mais radical ao “vírus da falsidade”.

Portanto, ampliando o horizonte, o Papa enfatiza que a “libertação da falsidade e a busca do relacionamento” são os “dois ingredientes que não podem faltar, para que as nossas palavras e os nossos gestos sejam verdadeiros, autênticos e fiáveis”.

 

O jornalista seja “guardião das notícias”, vencendo a lógica do scoop

As pessoas e não as estratégias, sublinha o Papa, são o melhor “antídoto contra falsidades”. As pessoas, acrescenta, que “livres da ambição, estão prontas a ouvir e, através da fadiga dum diálogo sincero, deixam emergir a verdade”. Evidencia assim a responsabilidade dos jornalistas ao informar.

O jornalista, observa a Mensagem, é o “guardião das notícias” e tem a tarefa, “no frenesi das notícias e na voragem dos “scoop”, de lembrar que, no centro da notícia, não estão a velocidade em comunicá-la nem o impacto sobre a “audience”, mas as pessoas”.

 

Promover um jornalismo de paz que cria comunhão

A Mensagem de Francisco termina com um forte apelo para um “jornalismo da paz”. Não se trata, adverte, de um "jornalismo «bonzinho», que negue a existência de problemas graves”, mas de um jornalismo sem fingimentos, hostil às falsidades, a “slogans” sensacionais e a declarações bombásticas”. Serve, escreve o Papa, um jornalismo “feito por pessoas para as pessoas, um jornalismo como “serviço”, que dê voz a quem não tem voz.

O documento se conclui com uma oração inspirada em São Francisco. Fazei-nos reconhecer o mal que se insinua em uma comunicação que não cria comunhão, é a invocação do Papa, “onde houver sensacionalismo, fazei que usemos sobriedade; e onde houver falsidade, fazei que levemos verdade”.

 

(Alessandro Gisotti e Silvonei José - Vatican News)

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Rádio 9 de Julho: 18 anos no anúncio da Boa Nova

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26 de outubro de 2017

Há dezoito anos, no dia 23 de outubro de 1999, a 9 de Julho , a rádio da Igreja em São Paulo, retomou suas transmissões e a missão de difundir a Palavra de Deus em todos os pontos da cidade. No Mosteiro da Luz, no sábado, 21, os ouvintes se uniram aos comunicadores para comemorar mais um ano no ar da emissora. 

Por ocasião do aniversário, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, enviou aos ouvintes uma mensagem: “Que nossa rádio católica possa continuar a estar a serviço da vida e da missão da Igreja, para comunicar a toda a cidade de São Paulo as mensagens boas do Evangelho e da Palavra de Deus, para que nessa cidade todos possam ter vida e vida em abundância”.

 

Comunicadores do evangelho 

Em clima de festa e como parte das comemorações, comunicadores e colaboradores da rádio acompanharam os shows musicais e os momentos de lazer oferecidos aos ouvintes e participaram da missa presidida por Dom Devair Araújo da Fonseca, Bispo Auxiliar da Arquidiocese e Vigário Episcopal para a Pastoral da Comunicação. 

“Quem coloca a sua esperança em Deus não se decepciona, quem confia a sua vida em Deus não perde o seu tempo, não aposta em uma coisa sem sentido. Deus não é uma história, uma fábula, um conto de fadas, mas é Aquele que dá sentido à nossa existência e é essa a Boa Nova do Evangelho que nós somos chamados a comunicar. Todos nós somos comunicadores do Evangelho”, afirmou o Bispo, ressaltando que, embora a Arquidiocese tenha muitos veículos de comunicação, “a melhor forma de comunicação da vida e da beleza de Deus é por meio do nosso 
testemunho. Somos Igreja e por onde nós passamos, comunicamos essa verdade”, enfatizou.

Ao final da missa, Dom Devair e o Cônego José Renato Ferreira, Diretor de Programação da Rádio, falaram da importância da colaboração dos fiéis para a manutenção dos meios de comunicação da Arquidiocese, por meio da campanha da “Família dos Amigos”.

“Nossa alegria é que todos os nossos desafios são enfrentados com o seu apoio, amiga e amigo ouvinte, gente fidelíssima que está conosco. Queremos agradecer a fidelidade de vocês, os integrantes da ‘Família dos Amigos’. Dom Devair, que é o Bispo representante das comunicações, tem nos ajudado de maneira muito próxima a concretizar mudanças importantes na nossa rádio”, concluiu o Cônego.

 

A história da radio 9 de Julho

-  1953: tem sua primeira abertura, no contexto das celebrações do IV centenário da cidade de São Paulo, comemorados no ano seguinte;
-  1956: inicia efetivamente suas atividades de evangelização, propagando a luta pelos direitos humanos e democráticos no País;
-  1973: a rádio deixa de operar em razão do embargo de seus transmissores, lacrados pelo regime militar. Ficaria fora do ar por 26 anos;
-  1996: Após grande empenho do Cardeal Paulo Evaristo Arns, há o fim do decreto que cassou o funcionamento da emissora;
-  1999: Cardeal Cláudio Hummes realiza a reabertura da rádio, que passa a operar em AM 1.600 kHz.
-  Dias atuais: Tem variada programação em jornalismo, cultura e religiosidade, sendo a voz da Arquidiocese de São Paulo, em sintonia com as orientações do Cardeal Odilo Scherer, Arcebispo Metropolitano

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Comissão Episcopal de Comunicação abre inscrições aos Prêmios de Comunicação da CNBB

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22 de setembro de 2017

A Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) iniciou na sexta-feira, 15 de setembro, o período de inscrições para os Prêmios de Comunicação da entidade que se estende até o dia 31 de janeiro de 2018. Cinco prêmios contemplam obras e profissionais no campo do Rádio, do Cinema, da TV, da Imprensa e da Internet.

Segundo Padre Rafael Vieira, membro da assessoria da Comissão e coordenador da Assessoria de Imprensa da CNBB, nesta edição, a 51ª da história dos Prêmios, a grande novidade é que o candidato vai fazer todo o processo online, isto é, não terá mais a necessidade de enviar material por vias postais. Em qualquer dia, hora e lugar, o interessado poderá acessar o hotsite dos prêmios que terá um banner fixo no site oficial da CNBB (www.cnbb.org.br) e realizar sua inscrição preenchendo todos os requisitos do formulário proposto.

É importante que cada fase do processo seja respeitada para o êxito da Inscrição: leitura e a aceitação das normas apresentadas no Regulamento/Edital; apresentação do trabalho que irá concorrer aos prêmios com resumo da obra e informações sobre o autor; e, finalmente, o upload ou apresentação de link do trabalho. Para quem quiser se dirigir diretamente ao hotsite, o endereço é o seguinte: http://premioscomunicacao.cnbb.org.br.

Os Prêmios

Pe. Rafael lembra que se trata de Prêmios semelhantes a outros concedidos por instituições brasileiras, mas com uma distinção: “os Prêmios da CNBB foram nascendo de acordo com a percepção do episcopado sobre a importância em se destacar obras e pessoas em cada um dos campos da comunicação”. “Eles são frutos de decisões dos bispos diante do desenvolvimento da comunicação e das suas implicâncias na vida dos brasileiros”, afirma.

O primeiro prêmio criado pela Conferência, o “Margarida de Prata”, que contempla obras e realizadores do Cinema, segundo Pe. Rafael, nasceu num tempo e num ambiente de plena efervescência cultural e de transformação quando as grandes telas eram grandemente responsáveis por levar uma mensagem de conscientização social e política ao público. “A primeira cerimônia de premiação aconteceu no prédio da Mitra Arquidiocesana do Rio de Janeiro, onde funcionava a CNBB, em 1967, reunindo pessoas engajadas em movimentos que buscavam transformação”, sublinhou.

Apesar do Rádio ter sido grandemente celebrado nas três décadas anteriores, somente em 1989, o organismo que, naquela época, cuidava dos meios de comunicação católicos no Brasil, a UNDA, criou o “Microfone de Prata” e que foi, posteriormente, passado para a gestão da CNBB. Pe. Rafael lembra que “o Rádio tem uma história fantástica de serviços à missão da Igreja no país inteiro e um prêmio dedicado a esse veículo é uma grande homenagem prestada por parte do episcopado”. Atualmente, a entidade que dá suporte na fase de escolha das obras é a Rede católica de Rádio (RCR).

O terceiro prêmio criado pela CNBB, o prêmio de Imprensa “Dom Helder Câmara” se deu por força de uma festa jubilar, em 2002, quando a Conferência completava 50 anos de existência. “Tratou-se de uma iniciativa que reunia duas dimensões da festa daquele cinquentenário: era o reconhecimento da Imprensa como grande parceira de missão da Conferência dos Bispos e uma justa homenagem a um dos seus fundadores que também foi um grande personagem recente do País e que sempre valorizou o trabalho dos meios de comunicação”, disse Pe. Rafael. O prêmio de Imprensa, no ano passado, destacou a reportagem “Terra bruta”, do jornal “O Estado de São Paulo” que mostrava a dura realidade da luta pela terra no interior do Brasil.

O prêmio de TV, “Clara de Assis”, criado em 2005, surgiu num momento em que o mundo inteiro passou pela experiência de testemunhar uma façanha global da TV ao levar para os lares de todo o planeta, os funerais do Papa João Paulo II. A cobertura do “Jornal Nacional” da Rede Globo foi um dos seus primeiros ganhadores e o jornalista Willian Bonner foi aos estúdios da Rede Vida, em Brasília, para receber o Prêmio da CNBB. Pe. Rafael, que estava presente na ocasião quando recebeu o Prêmio de Rádio pela direção do Jornal “Brasil Hoje” da RCR, lembra aquele dia: “mostraram cenas da Globo e todos os presentes ainda viviam as emoções daquele verdadeiro evento planetário e o fato de uma das mais importantes redes de TV do mundo ter enviado representante para receber a estatueta foi um sinal de prestígio e um belo começo da premiação de TV”.

O último prêmio criado pela CNBB foi o ano passado e, conforme disse Pe. Rafael, foi uma resposta que os bispos queriam ter dado muitos anos antes ao fenômeno da rede mundial dos computadores. O prêmio “Dom Luciano Mendes de Almeida”, portanto, fecha o ciclo de grandes homenagens da CNBB às mídias antigas e novas de modo que o universo da comunicação esteja contemplado pelo olhar do episcopado.

A última edição

Por meio de uma parceria com a Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe) de Trindade (GO), a cerimônia de entrega dos prêmios do ano passado foi gravada num antigo cinema da cidade. Os bispos compareceram por meio da Presidência, da Comissão de Comunicação e de boa parte dos membros do Regional Centro Oeste da CNBB. Além dos bispos, centenas de membros da paróquia local, agentes da pastoral da Comunicação e devotos do Divino Pai Eterno participaram da festa.

A edição cinquentenária dos Prêmios da Conferência ofereceu uma Menção Honrosa para simbolizar uma homenagem a todos os ganhadores – pessoas e obras de cinema – nas últimas cinco décadas: o crítico e professor de Cinema, Miguel Pereira, da PUC do Rio de Janeiro, o diretor Silvio Tendler, as atrizes Fernanda Montenegro e Dira Paes e o ator Rodrigo Santoro. Eles receberam o troféu “Ir. Dorothy Stang” das mãos do cardeal arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta.

Edição atual


Padre Rafael afirmou que ele e padre Antônio Xavier, também assssor, bem como toda a Comissão de Comunicação, presidida pelo arcebispo de Diamantina (MG), dom Darci José Nicioli, e que conta também com a presença de dom Devair Araújo e dom Roque Sousa, bispos auxiliares de São Paulo e do Rio de Janeiro respectivamente, estão empenhados na divulgação das inscrições para a edição do ano que vem: “Teremos, na prática, um pouco mais de quatro meses para mobilizar o Brasil inteiro. Sonhamos que nesta edição mais pessoas se interessem em apresentar seus bons trabalhos para serem apreciados pelos júris de especialistas e dos bispos. Os escolhidos, no final do processo, na verdade serão representantes de todos os que participarem mostrando que se pode fazer comunicação, com arte e competência, evidenciando valores humanos e cristãos”.

A modalidade online vai facilitar o processo e facilitar a inscrição de todos os interessados. Um aspecto que precisa ser esclarecido, segundo padre Rafael, é que os Prêmios de Comunicação da CNBB não foram criados para apenas indicar bons trabalhos feitos no interior das paróquias e dioceses, mas em todo o conjunto da sociedade brasileira. “os trabalhos feitos pelos católicos são alegremente acolhidos e julgados, mas há também muita alegria por parte dos organizadores dos Prêmios em acolher trabalhos feitos em ambientes não confessionais mostrando que valores legítimos e que engrandecem a vida humana cabem em todas as mentes e corações”, conclui.

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