Campanha ‘Esporte Sem Assédio’ une forças para combater a violência

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23 de abril de 2018

O Ministério do Esporte e a Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres (SPM) lançaram, em 29 de março, no Rio de Janeiro, o programa “Esporte Sem Assédio”. 

A iniciativa é o primeiro passo dado em âmbito nacional com o objetivo de prevenir e combater a violência e o assédio às atletas brasileiras, sejam amadoras ou profissionais. 

 

PRIMEIRAS MEDIDAS

Entre as medidas tomadas está a Central de Atendimento à Mulher da SPM, pelo ligue 180, adotada como canal de denúncia tanto no Brasil como no exterior.

Com o programa, estão sendo realizados a capacitação dos atendentes para receber as denúncias de atletas, a criação e implementação de fluxo de assistência psicossocial e jurídica, o tratamento das informações recebidas por meio de indicadores padronizados e o monitoramento. O programa prevê, também, a efetivação de protocolo único entre o Ministério do Esporte, a SPM, o Conselho Nacional de Justiça e a Rede Nacional de Enfrentamento à Violência. 

“Essa parceria nasceu porque é preciso falar sobre assédio no esporte. É uma coisa muito séria. Precisamos falar sobre isso e fazer com que as mulheres possam se sentir seguras para denunciar e para que possamos prevenir o assédio”, afirmou a Secretária Nacional de Políticas para Mulheres, Fátima Pelaes, na cerimônia de lançamento do programa. 

Sob a hashtag #EsporteSemAssédio, a campanha também está sendo veiculada em redes sociais. Vinte e seis atletas, ex-atletas e personalidades do esporte já gravaram vídeos em prol da causa. 

No dia 1º, as finais de campeonatos estaduais contaram com ações da campanha em estádios na Bahia, em Pernambuco e no Rio de Janeiro. Atletas entraram em campo com camisetas do programa, e faixas e vídeos foram exibidos.

 

A LUTA DE JOANNA MARANHÃO

A nadadora pernambucana Joanna Maranhão, 30, começou a nadar aos 3 anos de idade, em Recife (PE). Aos 17 anos, já estava na Olimpíada de Verão de 2004 em Atenas, na Grécia, e alcançou um impactante quinto lugar na prova dos 400 metros medley. A atleta já conquistou oito medalhas em Jogos Pan-americanos, sendo três de prata e cinco de bronze.

Em 2008, Joanna revelou que havia sido molestada por seu antigo treinador. Após contar sobre o trauma, mergulhou na terapia como forma de enfrentar as reminiscências do abuso sexual que ajudaram a moldar sua personalidade – e lhe renderam inúmeras crises de pânico, ansiedade e depressão.

A nadadora é ativa no combate a violências que crianças e jovens possam sofrer. “Fui vítima de abuso aos 9 anos pelo meu técnico da época e demorei muito para verbalizar. Estive em quatro Jogos Olímpicos, mas poderia não ter ido a nenhum se não tivesse o apoio psicológico e jurídico que tive. Muitas outras crianças não têm essa ajuda”, declarou a atleta durante o lançamento do “Esporte Sem Assédio”.

 

O RECOMEÇO

Em 2014, uma década após sua estreia em Atenas, Joanna anunciou sua aposentadoria do esporte. Quedas de performance e desilusões com a modalidade a fizeram abandonar a carreira, mas o sonho de disputar uma olimpíada no Brasil falou mais alto. Nos jogos, acabou não se classificando para as finais dos 200 metros medley e borboleta e deixou a Rio 2016 sem uma medalha. No final do ano, ainda foi despedida do Clube Pinheiros. Parecia que a atleta havia cruzado, enfim, a linha de chegada. Mas era apenas o recomeço. 

No Mundial de Budapeste, em julho de 2017, Joanna bateu o recorde sul-americano nos 200 metros medley e, no mês seguinte, ainda saiu com o melhor índice técnico do Troféu José Finkel, principal torneio de natação do país, com seis medalhas de ouro. Os bons resultados motivam a nadadora, que fala até em disputar a Olimpíada de Tóquio em 2020.

(Com informações de Ministério do Esporte, Globo.com e El País)
 

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Torcedores de diferentes clubes mostram que é possível torcer em harmonia

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11 de março de 2018

Em dezembro de 2016, as principais torcidas organizadas paulistas se reuniram, na Praça Charles Miller, em frente ao Estádio do Pacaembu, para um ato em homenagem às vítimas do acidente com o avião da Chapecoense, ocorrido em novembro daquele ano, que resultou em 71 mortos, entre jogadores, comissão técnica, tripulantes e jornalistas. 

Naquela ocasião, em frente ao estádio, o clima de harmonia entre os torcedores mostrou que é possível amar um clube sem enxergar o rival como inimigo. Outras inciativas, muitas vezes desconhecidas, acontecem para mostrar que não é necessária uma tragédia para que o respeito e a paz entre as torcidas prevaleçam. 

 

RIVAL NÃO É INIMIGO

No “Bar do Santos”, na rua Oberwil, 97, no Lauzane Paulista, na zona Norte, o clima de paz entre torcedores de diferentes clubes é parte da rotina. Inaugurado na década de 1980 pelo senhor Mario Vieira, santista de coração, o estabelecimento passou a ser administrado por Sidney Vieira, quando o pai se aposentou. China, como é popularmente conhecido, é são-paulino, mas manteve a tradição e decoração santistas do local em homenagem ao pai.

Segundo China, o amor por outro clube, contrariando o pai, seus quatro irmãos e toda sua família que torcem para o alvinegro praiano, surgiu de forma inusitada, após a partida final do Campeonato Paulista de 1978, entre Santos e São Paulo. A competição foi decidida em três jogos finais: o São Paulo venceu o primeiro por 1 a 0; o Santos, o segundo por 2 a 1; e, na última e decisiva partida, o Santos perdeu por 2 a 0, mas se sagrou campeão, devido ao melhor saldo de gols. “Eu criança, vendo aquilo, e todos da família gritando ‘campeão, campeão’, resolvi virar são-paulino”, afirmou o dono do estabelecimento em entrevista ao O SÃO PAULO . 

No local que reúne pessoas apaixonadas por futebol, uma tradição antiga é a de, em dias de jogos, torcedores de vários times se reunirem para acompanhar as partidas. A rivalidade “fica pra escanteio”, e o respeito e a amizade prevalecem. 

“Nós vamos para nos divertir. Lá estão famílias e amigos, pois antes de torcedores de futebol, somos amigos. O futebol é isso: brincar com o outro, nada de agredir, pois a maioria dos frequentadores são pais de família, e futebol é paz e divertimento”, afirmou, à reportagem, Sidney Francisco dos Santos, frequentador do estabelecimento.

“Graças a Deus, nunca teve brigas ou desentendimentos. Todos assistem aos jogos na maior paz do mundo. Um brinca com o outro, mas todos se respeitam como uma família mesmo”, garantiu China.

 

AMOR QUE SUPERA A RIVALIDADE

Maria Antonia, mãe do goleiro Jailson, titular do Palmeiras, é corintiana e tem o símbolo do clube alvinegro tatuado na pele. Mesmo com o coração divido, ela foi à Arena Corinthians com a filha Luana, irmã do goleiro, no dia 24 de fevereiro, para assistir ao derby paulista. 

As duas se dividiram entre torcer para o Corinthians e para o goleiro adversário. A mãe, provavelmente, foi a única torcedora do Timão a não comemorar o primeiro gol do jogo, marcado por Rodriguinho, na vitória do alvinegro por 2 a 0.

Maria Antonia ainda viu seu filho ser expulso e sair revoltado com a arbitragem. O coração corintiano só amoleceu após o gol de Clayson, quando Jailson já não estava mais em campo, a mãe se permitiu torcer contra a equipe que o filho defende.

(Com informações de Uol e Globoesporte.com)
 

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Nas arquibancadas, a violência ‘joga contra’ o futebol

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25 de fevereiro de 2018

A paixão pelo futebol parece ter nascido com o brasileiro desde que esse esporte foi trazido ao País, em 1894, por Charles Miller, que, após um período de estudos na Inglaterra, trouxe uma bola e um conjunto de regras na bagagem.

Com a popularização da prática, os estádios ficaram cada vez mais cheios, mas nem tudo é alegria nessa história. As brigas entre torcidas também começaram a fazer parte da cultura do futebol, e é crescente a preocupação com a busca de caminhos para encontrar a paz nos estádios.

TORCIDAS ORGANIZADAS

Na década de 1940, grupos começaram a se reunir para frequentar os estádios juntos, e foi assim que surgiram as primeiras torcidas organizadas no Brasil. No início, os torcedores se reuniam nas próprias sedes dos clubes para ir aos jogos e ficavam em um determinado setor das arquibancadas. Porém, na década de 1960, os grupos deixaram de ter relação com as diretorias dos clubes. E foi justamente no período da ditadura militar no Brasil, entre as décadas de 1960 e 1980, quando os jovens se reuniam nas ruas em busca de paz, igualdade e liberdade de expressão, que surgiram as primeiras torcidas organizadas, que lutavam pela democracia e a busca de maior participação nas decisões dos clubes.

SUPERAÇÃO DA VIOLÊNCIA

Atualmente, quando se fala em torcidas organizadas, a primeira coisa que se pensa é em violência, apesar de muitas realizarem ações positivas e projetos sociais.

No intuito de aumentar o diálogo entre as organizadas, em dezembro de 2014 surgiu a Associação Nacional das Torcidas Organizadas (Anatorg), que hoje conta com 119 torcidas associadas. Elas participam de reuniões com o Ministério do Esporte e atuam para o entendimento entre torcidas rivais.

“Esta tentativa das próprias torcidas, de promover, de alguma forma, esse diálogo entre elas e com o poder público, parece-me ter sido muito bemsucedida”, afirmou, ao O SÃO PAULO, Felipe Tavares Paes Lopes, Professor do Mestrado em Comunicação e Cultura na Universidade de Sorocaba e estudioso sobre violência no futebol.

Após uma série de incidentes, sobretudo na década de 1980, o poder público vem adotando medidas para tentar conter a violência dentro e fora dos gramados. Em São Paulo, por exemplo, o Ministério Público do Estado e a Secretária de Segurança Pública adotaram a torcida única em clássicos. Assim, apenas torcedores da equipe mandante do jogo podem ir ao estádio. A medida foi implementada em abril de 2016, após um confronto entre integrantes das torcidas Mancha Alvi Verde e Gaviões da Fiel, que deixou dezenas de feridos e um morto.

Segundo Felipe Lopes, a adoção da torcida única não resolve o problema. “A maior parte dos enfrentamentos ocorre fora dos estádios, então, um clássico com torcida única, por exemplo, não evita esse tipo de enfrentamento”, afirmou, lembrando, ainda, que em algumas situações ocorrem confrontos até entre torcedores do mesmo time.

Em julho de 2017, na sede da Federação Paulista de Futebol (FPF), o Ministério Público e Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo dialogaram sobre o retorno da torcida visitante aos clássicos, mas descartaram essa possibilidade ao constatar que desde a adoção da torcida única, houve redução de 50% no número de confrontos, e os jogos demandaram 33% menos policiais. Além disso, segundo o MP, os 27 clássicos com torcidas únicas aumentaram em 25% a quantidade de público.

ESTATUTO DO TORCEDOR

O Estatuto do Torcedor (lei nº 10.671/2003) busca uma normatização mais racional das atividades esportivas, com especial foco para o futebol. “Nós temos um estatuto especializado no torcedor, são poucos os países que têm uma legislação, em que estão especificados uma série de comportamentos que não podem ser realizados dentro do próprio âmbito esportivo”, afirmou Felipe Lopes.

Em um dos artigos do Estatuto (Art. 2-A), há a previsão de que a torcida organizada precisa manter um cadastro atualizado de seus associados e membros. As punições aos envolvidos em brigas e confrontos estão presentes em outro artigo (Art. 39), que prevê que a torcida e seus associados que promoverem tumulto, incitação à violência ou invasão de local restrito no estádio, estarão impedidos de frequentarem eventos esportivos. Além disso, a torcida organizada é responsável civilmente por danos cometidos pelos seus membros ou associados no local do evento esportivo, em suas imediações ou no trajeto de ida e volta.

INICIATIVAS POSITIVAS

De acordo com Felipe Lopes, o que ainda não há no Brasil, mas que já acontece em países como a Alemanha, Bélgica e Colômbia, são projetos de prevenção à violência das torcidas organizadas.

Na Alemanha, no início da década de 1980, surgiu a iniciativa Fanprojekt (Projeto Torcidas), que aposta em medidas sociopedagógicas que envolvem os clubes e seus torcedores. A ação conta com espaços físicos nos grandes centros do futebol alemão, onde os torcedores se encontram. A iniciativa se expandiu rapidamente para outros países da Europa, como a Bélgica.

“Os espaços contam com educadores e assistentes sociais, que de alguma forma participam da mediação dos torcedores e destes com o poder público, para uma cultura menos violenta que forma um torcedor menos intolerante”, concluiu Felipe.
O Brasil possui uma comissão específica, conhecida como Comissão Paz no Esporte, fundada em 2004, com o principal objetivo de elaborar medidas concretas de combate à violência relacionada ao esporte em geral e ao futebol em particular. A Comissão também promove reuniões plenárias com especialistas no assunto, além de fazer visitas em países como Inglaterra, Espanha, Bélgica, Holanda, Portugal e Alemanha para estudar as iniciativas de combate à violência.

Alguns clubes também têm agido pela paz entre as torcidas. Em 1º de março de 2015, o clássico gaúcho entre Grêmio e Internacional entrou para história. Um setor do Estádio Beira-Rio foi reservado para uma torcida mista, com colorados e gremistas torcendo lado a lado. A iniciativa partiu da diretoria do Internacional. Desde então, já ocorreram oito jogos entre as equipes com o setor misto.

(Colaborou: Jenniffer Silva)
(Com informações de Ministério do Esporte, UOL e Gazeta Esportiva)

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Estádio do Nacional: patrimônio histórico do futebol paulista

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16 de janeiro de 2018

Após 14 anos driblando as empreiteiras, que fizeram inúmeras ofertas para adquirir seu valorizado terreno no bairro da Água Branca, na zona Oeste da Capital Paulista, o Nacional Atlético Clube teve a arquibancada coberta e o gramado de seu estádio, Nicolau Alayon, tombados pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp), no fim de 2017. 

Histórico

O Estádio Nicolau Alayon também é conhecido como Comendador Souza, devido o nome de uma das ruas que dá acesso às suas dependências. 

Em 1919, o então superintendente da antiga São Paulo Railway (SPR), Arthur Owen, cedeu uma grande área do terreno próximo à atual estação Água Branca da CPTM para instalação do campo de esportes, destinado a funcionários e atletas da recém-fundada São Paulo Railway Athletic Club (SPRAC). 

Após 18 anos da doação, o uruguaio Nicolau Alayon, então presidente da SPRAC, decidiu pela construção do Estádio, inaugurado no dia 14 de maio de 1938. O campo é o único do Brasil a homenagear um estrangeiro: Alayon, que foi um dos mais entusiastas dirigentes do time da Água Branca. 

O Estádio foi palco de partidas de seleções que disputaram os Jogos Pan-americanos de 1963, que ocorreu na cidade de São Paulo, recebendo, por exemplo, o confronto entre Chile e Argentina, que terminou sem gols.

Atualmente, além dos jogos do Nacional, o Estádio sedia partidas de divisões inferiores do futebol paulista, além de jogos da Copa São Paulo de Futebol Júnior e de campeonatos amadores. É, também, sede da seleção brasileira de rugby.

Tombamento

Em 29 de novembro de 2017, o Estádio Nicolau Alayon teve sua arquibancada coberta e o gramado tombados pelo Conpresp. O processo corria desde 2003 e foi definido por votação no Conselho do Patrimônio Municipal, realizada em outubro. 

O principal objeto do tombamento é preservar, por meio da aplicação da lei, bens de valor histórico, cultural, arquitetônico e ambiental para a população, impedindo que venham a ser destruídos ou descaracterizados. 

Desde que o bem continue sendo preservado com as características que possuía na data da sua inscrição no livro do tombo, não existe qualquer impedimento para a venda, aluguel ou herança do bem tombado. 

Na decisão, o Conpresp lembrou a relevância do Estádio para memoria do futebol paulista no inicio do século XX: “O campo de futebol do Estádio Nicolau Alayon foi implantado em área vizinha à estrada de ferro da antiga São Paulo Railway e à estação Água Branca, ao contrário de grande parte dos campos e estádios paulistanos, implantados nas várzeas dos rios.” 

O Conpresp também considerou que “o Estádio integra a memória de uma tradição operária de clubes de futebol ligados a fábricas e empresas. A arquibancada coberta do Estádio Nicolau Alayon, construída em 1938, é remanescente da primeira configuração daquela praça de esportes e é exemplar da tipologia arquitetônica dos primeiros estádios implantados em São Paulo e no Brasil”, concluiu o órgão na Resolução Nº30 de 2017.

O clube 

O Nacional foi fundando em 1919 por funcionários da empresa São Paulo Railway Company, controlada por ingleses e responsável pela primeira ferrovia construída no Estado, que ligava as cidades paulistas de Santos e Jundiaí. A equipe adotou o nome de Nacional Atlético Clube, a partir da nacionalização da estrada de ferro, em 1947. 

O Nacional assumiu o carácter de clube operário, assim como acontecera com o Palestra Itália (fundado em 1914 – atual Palmeiras), Corinthians (1910) e Juventus (1924). No entanto, viu os investimentos minguarem em 1947, quando a São Paulo Railway saiu da mão dos ingleses, após 80 anos de operações nas ferrovias. 

Nos gramados, o clube vive uma boa fase e disputará a série A2 do Campeonato Paulista em 2018, junto a times tradicionais como a Portuguesa, o Guarani e o Juventus. A estreia na competição está marcada para o dia 17, às 16h, no Estádio Nicolau Alayon.

(Com Informações de Folha de SP, Nacional Atlético Clube e Conpresp)
 

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Clube Atlético Juventus reúne amor ao futebol e fé

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17 de dezembro de 2017

O Clube Atlético Juventus se tornou tão popular na cidade de São Paulo, que é impossível falar sobre o bairro da Mooca e não citar o ‘Moleque Travesso’ da rua Javari.

O Clube surgiu por inciativa de duas equipes amadoras, formadas em grande parte por imigrantes italianos, operários da fábrica de tecidos da família italiana Crespi.

Em uma capela construída na década de 1980, em sua sede social, o Clube realiza, com o apoio da Paróquia Santo Emídio, na Região Episcopal Belém, atividades pastorais em que participam sócios e membros da comunidade .

TRABALHOS PASTORAIS

A Capela do Juventus foi inaugurada em 29 de maio de 1982, está situada na sede social do Clube, e tem capacidade para acolher cerca de cem pessoas. Os trabalhos pastorais são organizados pela associada Francisca Gonçalves e o conselheiro
Edson Natale, ambos voluntários do Clube.

Todos os domingos, às 11h, os associados e convidados se reúnem para a celebração eucarística. Também são celebradas missas pela ocasião do falecimento de membros da diretoria e conselheiros, assim como em solenidades da Igreja e datas festivas para o Clube.

As celebrações são presididas pelos Padres Mario Adrianus Antonius Smolders e Paulus Dekker, ambos holandeses, que exercem trabalhos pastorais na Paróquia Santo Emídio, localizada no bairro de Vila Prudente, na zona Leste.

Aos domingos também são realizados batizados dos filhos dos associados ou membros da comunidade. A documentação é feita pela Paróquia Santo Emídio, e a celebração do Sacramento acontece na capela do Clube.

No local, também já foram celebrados casamentos e bodas. Periodicamente, a comunidade realiza a arrecadação de alimentos em prol dos Vicentinos da Paróquia São Rafael, na Mooca, também na Região Episcopal Belém.

Todas as segundas-feiras às 20h, ocorre o encontro do grupo de oração “A Terra Prometida”, que completou, em outubro, 19 anos de atividades. Os encontros são marcados pelo louvor, oração e reflexão da Palavra de Deus.

SOBRE O CLUBE

O Cotonifício Rodolfo Crespi F.C. foi fundado em 1924, fruto da fusão do Extra São Paulo F.C. e do Cavalheiro Crespi F.C., tradicionais clubes da várzea do bairro da Mooca, formados por empregados da fábrica de tecidos da família Crespi.

No dia 24 de abril de 1925, o Cavalheiro Rodolfo Crespi ofertou a essa agremiação, que tanto honrava o nome de sua fábrica no cenário esportivo, um amplo terreno situado na alameda Javry, 117, atual rua Javari, a fim de que naquele espaço fosse desenvolvida a prática do futebol.

CLUBE ATLÉTICO JUVENTUS

No dia 19 de fevereiro de 1930, numa assembleia geral extraordinária, a diretoria do Clube da Mooca resolveu mudar o nome da agremiação. Saía de cena o romântico Cotoníficio Rodolfo Crespi F.C. e surgia o Clube Atlético Juventus. A sugestão do novo nome partiu do Conde Rodolfo Crespi. As cores oficiais do Clube passam a ser grená e branco.

Em 1953, o Juventus fez uma vitoriosa excursão à Europa, realizando um total de 15 jogos contra importantes clubes. Na ocasião, a delegação do Juventus se encontrou com o Papa Pio XII, no Vaticano.

MOLEQUE TRAVESSO

Em setembro de 1930, um fato marcante entraria para história do Clube Atlético Juventus. Disputando pela primeira vez a elite do futebol profissional, o “Garoto”, como era conhecido o Juventus, surpreendeu a todos ao vencer a forte equipe corintiana em pleno Parque São Jorge, por 2 a 1.

Nascia ali a mística do “Moleque Travesso”, imortalizada nas palavras do jornalista esportivo Tomas Mazzoni, que batizou o feito do novato time da Mooca como uma travessura de um moleque que ousou vencer um gigante em seus próprios domínios.

(Com informações de Clube Atlético Juventus)

 

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Famílias unem-se pela fé na sociedade esportiva palmeiras

Capela de São Jorge faz ponte entre futebol e devoção

No São Paulo Futebol Clube também há espaço para a fé

 

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Capela de São Jorge faz ponte entre futebol e devoção

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06 de novembro de 2017

O amor de uma “nação” a um clube e a devoção a um santo são tão fortes que parecem ter nascidos juntas. Uma capela construída há 50 anos reforçou a ligação corintiana com São Jorge, o Santo do Padroeiro do Sport Club Corinthians Paulista.
Tudo começou na região em que hoje é a sede social do Corinthians, o Parque São Jorge. Antigamente, o rio Tietê formava uma baía muito parecida com a baía de São Jorge, em Beirute, no Líbano. Foi graças a essa semelhança que o local foi batizado com o nome do Santo e adquirido pelo clube em 1926.

Devoção ao Santo Guerreiro
Os imigrantes sírios e libaneses que habitavam na região cultivavam a devoção a São Jorge. Com a instalação do clube na região, os torcedores acabaram por adotar o santo como padroeiro, que já dava nome à rua. Uma fonte no terreno faz uma ligação mística com a devoção, pois, segundo tradição propagada pelas pessoas, quem bebe da água daquela bica se torna corintiano para sempre.
A Capela foi inaugurada no dia 26 de novembro de 1967, e uma imagem de São Jorge vinda da Turquia foi doada ao Corinthians em 1990, pela Ex-Presidente do Clube, Marlene Matheus. A imagem talhada em madeira foi levada por Marlene ao Vaticano, onde São João Paulo II a abençoou. Em 1994, a Capela teve sua consagração pelo então Arcebispo de São Paulo, o Cardeal Paulo Evaristo Arns.

O corintiano Dom Paulo
Entre os mais de 50 livros publicados por Dom Paulo, falecido em dezembro de 2016, está o “Corintiano Graças a Deus”, em que revela sua paixão pelo futebol, o esporte mais popular do País, e pelo clube do coração, o Corinthians.

Em um dos trechos, o livro revela como o Cardeal pediu ao Beato Paulo VI que São Jorge, Padroeiro do Corinthians, não fosse retirado do calendário oficial da liturgia. Em 1969, o então Papa reformou o calendário da celebração dos santos, e a memória de São Jorge não foi retirada; apenas passou a ser facultativa.

Trabalho Pastoral
A Arquidiocese de São Paulo mantém um trabalho pastoral na Capela do clube, coordenada pelo Diácono Permanente Wainer Fracaro, auxiliado pelo Diácono Permanente Jorge Luiz.
“O sacramento do Batismo é muito procurado na Capela. Nós temos uma média anual de 200 batizados”, afirmou o Diácono Wainer, em entrevista ao O SÃO PAULO. Além dos batizados que são realizados todos os sábados, o curso de preparação para pais e padrinhos também é oferecido no local.
Segundo o Diácono, a renovação de votos e bodas matrimoniais também são rotineiras no local, que não costuma realizar matrimônios devido à capacidade de abrigar apenas 60 pessoas.

No primeiro domingo de cada mês, ocorre a celebração da Palavra. O Diácono reiterou que há um trabalho de evangelização constante, pois poucas pessoas participam. Mesmo com a Capela sendo aberta para o público, a maioria dos frequentadores são sócios do clube que vão ao local para práticas esportivas.
Todo dia 23 de abril, o Corinthians realiza uma festa em homenagem ao Santo Padroeiro. Este ano, de modo especial, será realizada uma celebração em 26 de novembro, às 10h, comemorando os 50 anos de inauguração da Capela.

São Jorge
São Jorge nasceu em 275 na Capadócia, na Turquia. Quando jovem, entrou para o exército romano e por suas habilidades tornou-se capitão do exército e guarda pessoal do Imperador Diocleciano.
Em 302,Em 302, o Imperador publicou um decreto que mandava prender todo soldado romano que se declarasse cristão. Após ver este decreto, São Jorge declarou sua fé em Jesus Cristo. O Imperador tentou destruir sua fé, oferecendo a ele terras e muito dinheiro, mas São Jorge não aceitou abandonar a Cristo.
Mesmo diante de terríveis torturas e flagelos, São Jorge continuou se apresentando ao Imperador como cristão, então, Diocleciano mandou degolá-lo no dia 23 de abril de 303, em Nicomédia, na Ásia Menor.

(Com informações de Corinthians)

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Todo mundo é capaz de praticar esportes

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30 de outubro de 2017

Com o pensamento de que o esporte é um importante instrumento de inclusão, Eunice Kennedy, em 1968, realizou os primeiros jogos internacionais das “Special Olympics”, em Soldiers Field, nos Estados Unidos. Irmã do ex-presidente norte-americano John F. Kennedy, ela percebeu que sua outra irmã, Rosemary Kennedy, que tinha deficiência intelectual, apresentava ligeira melhora durante as práticas esportivas. 

Eunice, então, decidiu realizar encontros nos jardins de sua residência, chamados de “Camp Shriver”, para que pessoas com diferentes capacidades intelectuais praticassem esporte. Ela acreditava que crianças com deficiências mentais que não tinham onde jogar poderiam se beneficiar de atividades esportivas. 

Os primeiros jogos foram realizados em julho de 1968 e reuniram cerca de mil atletas dos Estados Unidos e do Canadá. Somente em 1988, as Olimpíadas Especiais – na tradução para o Português – foram oficialmente reconhecidas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). Em 2003, as Olimpíadas Especiais ocorreram pela primeira vez fora dos Estados Unidos: aproximadamente 7 mil atletas, de 150 países, participaram das 18 modalidades em disputa em Dublin, na Irlanda.

No Brasil, a Fundação Special Olympics surgiu em 2008, mas o movimento está presente desde o início dos anos 1990. Atualmente, cerca de 50 mil atletas participam dos treinamentos e competições nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco, Ceará, Paraná e Minas Gerais, envolvendo parcerias com dezenas de universidades de educação física e organizações, contando com mais de 800 treinadores capacitados para desenvolver pessoas com limitações intelectuais.

 

Motivação

As pessoas com deficiência intelectual foram encorajadas a participar das Olimpíadas Especiais, tendo como base uma pesquisa realizada em 1964 pelo Dr. Frank Hayden, um professor canadense e um dos fundadores dos jogos, que apontava que a atividade física ajuda a diminuir a taxa de doenças cardiovasculares e obesidade, entre outras vantagens para a saúde. Além disso, haveria benefícios emocionais e psicológicos.

As Olimpíadas Especiais acontecem a cada quatro anos, mas permanentemente os programas estão disponíveis gratuitamente em mais de 170 países, oferecendo treinamentos em 32 modalidades e competições olímpicas de verão e de inverno, para aproximadamente 4,5 milhões de atletas. A Fundação conta com 500 mil voluntários em todo mundo.
 

Encontro com o Papa

“Vocês são símbolo de um esporte que abre os olhos e o coração ao valor e à dignidade de indivíduos e de pessoas que, de outra forma, seriam objeto de preconceito e de exclusão”. Assim disse o Papa Francisco aos 350 participantes do Torneio “Unified Footbal” e do fórum promovido pela “Special Olympics”, no dia 13, no Vaticano. 

O Pontífice ainda exortou-lhes: “Não se cansem de mostrar ao mundo do esporte o vosso esforço compartilhado para construir sociedades mais fraternas, em que as pessoas possam crescer e desenvolver-se e realizar em plenitude as próprias capacidades”, afirmou, complementando que “o esporte é uma das linguagens universais que supera as diferenças culturais, sociais, religiosas e físicas, e consegue unir as pessoas, tornando-as partícipes do mesmo jogo e protagonistas, juntas, de vitórias e derrotas”. 

Ana Paula Soares, Diretora-Administrativa da Fundação Special Olympics Brasil, falou ao O SÃO PaULO
 
sobre esse encontro com o Papa. “Para nós, foi muito importante, pois mostra a todos que as pessoas com deficiência fazem parte da sociedade. Elas têm de ser aceitas, abraçadas e incluídas. Temos que enxergar essas pessoas, e o fato de o Papa abraçar essa causa é excelente, pois é mais um lutando para que as pessoas com deficiência intelectual se sintam parte da sociedade”, comentou.

(Com Informações de Special Olympics e rádio Vaticano)

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Panamá e Islândia alcançam inédita classificação para a Copa do Mundo

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22 de outubro de 2017

A seleção do Panamá disputa as eliminatórias para Copa do Mundo de Futebol desde a fase classificatória para o Mundial de 1978, mas somente no torneio de 2006 conseguiu chegar ao hexagonal final da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf). Nas eliminatórias do Mundial de 2010, os panamenhos foram eliminados na fase preliminar e nas de 2014 ficaram próximos da classificação, mas perderam a partida decisiva, de virada, para a seleção dos Estados Unidos. 

Dessa vez foi diferente. Jogando em casa, no dia 10, contra a seleção da Costa Rica, o Panamá começou perdendo, mas chegou ao empate com um “gol” de Gabriel Torres. A bola, na verdade, não foi para o fundo das redes, mas o trio de arbitragem validou como gol um lance confuso na grande área. Aos 43 minutos do segundo tempo, o zagueiro Román Torres marcou o gol da vitória e da inédita classificação panamenha para uma Copa do Mundo, um dos maiores feitos do futebol do País após as conquistas, em 2005 e 2013, dos vice-campeonatos da Copa Ouro, principal competição organizada pela Concacaf. 

Mesmo sem contar com astros nas ligas europeias, a seleção do Panamá tem um elenco experiente, comandado, desde 2014, pelo técnico Hernán Darío Gómez, que classificou o Equador para o Mundial no Brasil. 

Muitos dos jogadores sabiam que esta seria a sua última oportunidade de disputar uma Copa: Luis Tejada, 35, está há 16 anos na seleção; Gabriel Gómez, próximo dos 140 jogos pela equipe nacional, também é outro exemplo. 

A classificação ainda foi marcada pela homenagem a Amílcar Henríquez, que estreou na seleção em 2004 e, aos 33 anos, foi assassinado na porta de sua casa em abril deste ano. 

 

O pequeno país se agiganta em campo

Os 330 mil habitantes da Islândia comemoraram a classificação inédita da seleção nacional para a Copa de 2018 na Rússia, no dia 9. 

A seleção já mostrava evolução nesta década, pois chegou à repescagem europeia da Copa de 2014 e alcançou as quartas de final da Eurocopa de 2016, ao eliminar a Inglaterra na fase anterior. 

A histórica classificação para a Copa começou com o País investindo no desenvolvimento do futebol, a partir de um trabalho de formação nas categorias de base, o que resultou na campanha até a fase final do Europeu Sub-21, em 2011. 

Nas eliminatórias, a Islândia participou do equilibrado Grupo I. Apesar de alguns resultados inesperados, o grande triunfo dos islandeses foi a vitória sobre a Turquia, na penúltima rodada, por 3 a 0. Na última rodada, dependendo apenas de si, venceu a seleção do Kosovo, por 2 a 0, com gols de Gylfi Sigurdsson e Johann Gudmundsson.

(Com informações de O Globo, Placar e Uol)

 

As 23 seleções já classificadas para a Copa

Quase sempre participam

Brasil (Irá para sua 21ª Copa – única seleção a participar de todas as edições)
Alemanha (19ª vez)
Argentina (17ª vez)
México (16ª vez)
 

Boa frequência de participação

Inglaterra (15ª vez)
Espanha (15ª vez)
França (15ª vez)
Bélgica (13ª vez)
Uruguai (13ª vez)
Rússia (11ª vez)
Coreia do Sul (10ª vez)

Frequências alternadas
Portugal (7ª vez)
Colômbia (6ª vez)
Japão (6ª vez)
Nigéria (6ª vez)
Costa Rica (5ª vez)
Irã (5ª vez)


De volta a uma Copa do Mundo

Arábia Saudita (5ª vez – volta após 12 anos)
Polônia (8ª vez – volta após 12 anos)
Egito (3ª vez – volta após 28 anos)
Sérvia (12ª vez - incluindo as Copas disputadas como Iugoslávia – volta após 8 anos)
 

Estreantes

Islândia
Panamá

 

 

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Campeões e devotos da Padroeira do Brasil

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15 de outubro de 2017

Nas arquibancadas, campos, pistas e quadras não é incomum ver quem peça “a ajuda dos céus” na hora de uma competição esportiva. No Brasil, esse pedido muitas vezes vem acompanhado de alguma oração a Nossa Senhora Aparecida. Apresentamos, a seguir, algumas dessas histórias de devoção.

 

Santuário Nacional de Aparecida

A gratidão do ‘Fenômeno’ a Nossa Senhora

Superação é palavra chave na vida de Ronaldo Nazário de Souza, um dos maiores jogadores da história do futebol. Por três vezes, o ‘Fenômeno’ viu sua carreira perto do fim, mas, com muito esforço e fé, conseguiu superar os desafios.

Em 2002, a participação do jogador na Copa do Mundo era incerta, devido a lesões no joelho. Na véspera do Mundial, Ronaldo visitou o Santuário Nacional de Aparecida, onde rezou, acendeu velas e fez uma promessa para Padroeira do Brasil. O atleta foi para a Copa realizada no Japão e na Coreia do Sul e de lá voltou com a equipe pentacampeã mundial de futebol, sendo o artilheiro da competi- ção, com oito gols. De quebra, ainda foi escolhido como o melhor jogador do mundo naquele ano pela Fif

Em julho do mesmo ano, o ‘Fenômeno’ voltou ao Santuário e deixou uma peça de cera em formato de seu joelho, uma camisa autografada e a bola da Copa como forma de agradecimento. Recebeu de presente na ocasião uma réplica da imagem da Padroeira. Recentemente, o jogador esteve na Casa da Mãe Aparecida para inauguração do Museu de Cera, onde está retratado em uma das esculturas.

 

Arquivo pessoal

Campeã de atletismo carrega a devoção no sobrenome

Adriana Aparecida, esportista do atletismo, tem uma forte ligação com Nossa Senhora Aparecida e não é apenas pelo nome escolhido por sua mãe para homenagear a Padroeira do Brasil. A proximidade é também geográfica, já que a atleta nasceu e vive com a família na cidade de Cruzeiro (SP), no Vale do Paraíba, que fica a 50km de Aparecida.

Com um começo de carreira de bons resultados, Adriana fraturou o tornozelo esquerdo em 2005 e precisou realizar uma cirurgia. A fase de recuperação não estava apresentando o resultado esperado. Ela ficou dois anos afastada do esporte, sem conseguir treinar e competir, perdeu patrocinadores e enfrentou uma depressão, chegando até a pensar que sua carreira tinha acabado.

A atleta superou esse período apegada em sua devoção a Santo Antonio de Sant´Anna Galvão e a Nossa Senhora Aparecida. Ao retomar a carreira, foi medalhista de ouro nos Jogos Pan-americanos de Guadalajara, no México, em 2011, e de Toronto, no Canadá, em 2015.

Após essa última conquista, a esportista, que já disputou edições dos Jogos Olímpicos, correu de sua cidade natal até o Santuário de Aparecida. Na Sala das Promessas, ela deixou itens em agradecimento pelas graças alcançadas, um deles o troféu que conquistou na Corrida de São Silvestre de 2004, além de fotos, tênis de competições e uniformes das olímpiadas que participou.

Ainda hoje, sempre que retorna de uma competição importante, ela vai ao Santuário para agradecer à Padroeira do Brasil.

 

Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians

Outras histórias de devotos

O atual técnico da seleção brasileira de futebol, Tite, também é um fervoroso devoto de Nossa Senhora Aparecida. Diariamente, ele realiza suas orações pedindo a intercessão de Nossa Senhora, especialmente nos dias de jogos.

Na Sala das Promessas do Santuário Nacional de Aparecida, há outros ex-votos deixados por atletas de diversas modalidades, como uma réplica do capacete e um par de luvas de Ayrton Senna, tricampeão mundial de Fórmula 1, morto em 1994. O também piloto Hélio Castroneves, da Fórmula Indy, que já foi campeão das 500 milhas de Indianápolis, trouxe em agradecimento um par de botas que está exposto no local.

 
(Colaborou: Daniel Gomes)
(Com informações dos portais G1 e A12)

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Liceu Coração de Jesus lança projeto esportivo na antiga região da Cracolândia

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24 de agosto de 2017

Sempre buscando colocar em prática os ensinamentos de Dom Bosco, o tradicional Colégio Liceu Coração de Jesus lançará no sábado, 26, das 14h às 17h, a primeira edição do “Esporte na Rua, Virando o Jogo”, realizado em parceria com a Prefeitura e a Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação de São Paulo (Seme). Visando resgatar a autoestima dos moradores dos bairros Campos Elíseos, Nova Luz e outros bairros da região central, esse projeto contará com atividades recreativas principalmente para crianças e adolescentes que circulam pela região, antigo local da Cracolândia.

Atividades como vôlei, futsal, basquete, tênis de mesa, taco de rua e badminton serão realizadas para crianças e adolescentes de 3 a 15 anos, a fim de prevenir que entrem no mundo das drogas e da violência.

Fonte: www.liceucoracaodejesus.com.br

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