SÃO PAULO

Devoção

Paróquia dedicada à Santa no bairro do Heliópolis

Por Nayá Fernandes
13 de julho de 2018

A Paróquia Santa Paulina foi fundada no dia 14 de dezembro de 2003. 

Alecsandro Couto

A história da ação evangelizadora no Heliópolis, bairro da zona Sul em que está situada a Paróquia Santa Paulina, está ligada à história de luta por moradia no maior bairro popular da cidade de São Paulo, e ao fenômeno de migração brasileira na década de 1970. Em 2002, começou o processo de discussão sobre a criação de uma paróquia em Heliópolis para atender melhor a população. A padroeira escolhida foi Santa Paulina, por dois motivos relevantes: por ela ter testemunhado amor e dedicação aos mais pobres; e porque ela viveu muitos anos no Ipiranga. A Paróquia Santa Paulina foi fundada no dia 14 de dezembro de 2003. 

No dia 30 de junho de 2017, a matriz-paroquial foi solenemente inaugurada, após quase 14 anos da criação. A construção do novo templo foi fruto da mobilização dos paroquianos, de toda a Arquidiocese (já que parte dos recursos foram da coleta da missa do centenário da Arquidiocese, em 8 de junho de 2008) e da doação de católicos da Alemanha.

Padre Israel Mendes, atual Pároco, afirmou que o novo templo foi um marco para a comunidade local. “Cada detalhe fez com que o povo se identificasse com a igreja. Vimos também o relacionamento que a igreja gerou entre as pessoas. É uma igreja digna para a glória de Deus e para o povo, que merece um lugar bonito para rezar. Para a comunidade do Heliópolis, que foi um lugar marcado pela violência e está localizado na periferia de São Paulo, receber da Arquidiocese de São Paulo essa colaboração para a construção do templo foi algo que repercutiu muito positivamente na vida das pessoas”, disse o Padre em entrevista à reportagem. 

Outro aspecto salientado pelo Padre é que, com o novo templo, o anterior passou a ser um centro pastoral, o Centro Pastoral São José, onde os diferente grupos e pastorais se reúnem. “Isso gera comunhão, entrosamento e facilita para que as pessoas possam se encontrar.” 

Em relação aos desafios pastorais, Padre Israel disse que uma nova realidade tem pedido discernimento e ação da Comunidade. “A questão da Igreja em saída está muito presente no coração das pessoas aqui do Heliópolis, e agora estamos pensando numa realidade nova, que é uma invasão localizada no território paroquial que já tem mais de 6 mil famílias”, explicou. 

 

VIDA DOADA

Santa Paulina nasceu no dia 16 de dezembro de 1865, em Vígolo Vattaro, Trentino Alto Ádige, norte da Itália, e recebeu o nome de Amábile Lúcia Visintainer. Imigrou para o Brasil com seus pais, seus irmãos e outras famílias da região Trentina no ano de 1875. 

Aos 12 de julho de 1890, com sua amiga Virginia Rosa Nicolodi, deu início à Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição. Em 1903, Santa Paulina foi eleita, pelas Irmãs, superiora geral, por toda a vida. Nesse mesmo ano, deixou Nova Trento para cuidar dos escravos libertos e dos pobres no Ipiranga, em São Paulo (SP). Morreu aos 77 anos, na Casa Geral em São Paulo, dia 9 de julho de 1942, com fama de santidade. No dia 19 de maio de 2002, São João Paulo II canonizou Santa Paulina, reconhecendo suas virtudes em grau heroico: humildade, caridade, fé, simplicidade e vida de oração.

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