A alegria do recomeço

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17 de abril de 2018

É difícil pensar a vida após um acidente ou uma situação que limita, por exemplo, a capacidade de andar. Ao ter a rotina modificada e ser impedido de fazer atividades corriqueiras como, por exemplo, ir para o trabalho de metrô, andar com o filho nos ombros ou simplesmente ficar em pé, as pessoas têm as mais diferentes reações: de aceitação, mudança de vida ou de constante negação. 

Maria Lúcia Costacurta Guarita, 36, Médica Fisiatra do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo e Hospital Sírio Libanês, especializada em dor pelo Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, lida com essas reações todos os dias. 

“O fisiatra, como médico, ciente da patologia que o paciente tem, ciente do que existe de medicamentos, de órteses e próteses, cadeiras motorizadas etc., bem como das terapias - terapia ocupacional, psicologia, fisioterapia, fonoaudióloga e todas as demais - encaminha o paciente, de modo que se consiga tirar o máximo de fruto possível para uma determinada deficiência ou falta”, explicou Maria Lúcia à reportagem do O SÃO PAULO .
 

O QUE É A DOR?

Ninguém quer sentir dor. Seja ela em que nível for, a dor não é algo que pode ser medido com exatidão. No dicionário, dor é definida como “sensação desagradável, variável em intensidade e em extensão de localização, produzida por fatores múltiplos, e geralmente associada à estimulação de fibras nervosas e transmitidas ao sistema nervoso central”. 

“A dor física quase nunca vem separada da questão psíquica. A minha profissão faz com que, no meio da dor, do sofrimento, eu perceba que há alegria. Eu tenho pacientes muito alegres que estão numa situação física complicadíssima. E pessoas serenas que não podem andar, por exemplo. Por outro lado, há pessoas desequilibradas porque perderam o dedinho do pé”, disse a Fisiatra, que trabalhou, anteriormente, na Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD). 

Ela enfatizou que a cultura ocidental faz com que as pessoas evitem – a todo custo – o sofrimento. “Essa negação da dor faz com que as pessoas sofram ainda mais. Às vezes, mesmo quando o paciente se cura, mas fica com alguma sequela, ele custa muito a continuar motivado e o que vemos, também na mídia ou nos filmes, é que a pessoa quer pôr fim à própria vida por não suportar aquele sofrimento.” 

 

RESILIÊNCIA

Se dor é algo variável, difícil de delimitar, a resiliência, por sua vez, é a “propriedade pela qual a energia armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão causadora duma deformação elástica” ou “resistência ao choque”, no sentido figurativo. 

Maria Lúcia salientou que, a partir da sua experiência, compreendeu que a pessoa lida melhor com o sofrimento quando aceita a situação em que se encontra, e isso influencia as pessoas que estão ao redor dela. “Se a pessoa sabe lidar com isso, influencia os familiares e até mesmo os profissionais da saúde”, disse. 

Como fisiatra, a Médica começou a ver a beleza real das pessoas, que não tem a ver com a estética do corpo unicamente. “Falamos muito em resiliência, e estimulo sempre as pessoas a não pararem, pois quando a pessoa não se envolve no que quer que seja, a chance de ela desanimar é maior”, continuou Maria Lúcia. 

“Certa vez, atendi um paciente que chegou ao consultório reclamando de dores no braço. Perguntei a ele o que tinha acontecido e ele me disse que, no dia anterior, tinha corrido a São Silvestre. Ele andava de muletas. No ano seguinte, eu corri a São Silvestre”, contou a Médica. 

 

REY

O dia 3 de junho de 2016 foi decisivo na vida de Renildo da Silva Santos, 36. Após 15 horas de cirurgia, Rey como é conhecido o baiano que migrou para São Paulo ainda criança, não tinha mais nada do umbigo abaixo. A cirurgia a que ele se submeteu, hemicorporectomia, tinha apenas 15% de chances de ser bem-sucedida. Mas não para Rey. Para ele, era a oportunidade de ver-se livre de um câncer que se desenvolveu a partir de uma ferida que não cicatrizava. 

O caso de Renildo foi destaque em um dos encontros da Organização Mundial da Saúde, em Genebra, na Suíça, e a primeira do gênero no Brasil. Para que o procedimento pudesse ser realizado, o fluxo sanguíneo de Renildo precisou ser refeito e seus órgãos reposicionados. Além disso, suas funções fisiológicas são finalizadas em bolsas coletoras. 

Em entrevista à reportagem, na casa onde mora sozinho, em Embu das Artes (SP), Rey disse que após a cirurgia sua vida melhorou muito, e que atualmente não está tomando nenhum remédio. “Eu já estava acostumado a ficar na cadeira de rodas e agora, com a prótese, posso até andar, com auxílio das muletas, mas sinto que ainda não é a hora”, disse Renildo, que atualmente trabalha com vendas de programas na internet. 

A tetraplegia de Renildo aconteceu quando ele tinha 12 anos, após ter levado um tiro de um vizinho, quando subiu numa laje para soltar pipa com os amigos. O tiro atingiu a coluna e Renildo ficou imediatamente sem os movimentos das pernas. “Minha adolescência e juventude foram muito difíceis, mas eu nunca pensei em desistir”, contou. Rey que tem uma equipe de DJ´s, trabalhou muitos anos em festas e eventos, mas agora tem outros projetos: “As vendas pela internet estão indo bem e estou esperando meu carro chegar para me locomover com mais facilidade. Além disso, quero viajar pelo Brasil e conhecer outros lugares.” 

“No início, quando todos perceberam o quanto a cirurgia tinha sido bem-sucedida, disseram para mim que muitos jornais poderiam vir me procurar, e eu fui resistente. Mas depois que percebi que minha história poderia ajudar outras pessoas, resolvi contá-la”, afirmou Renildo que no dia da entrevista estava se preparando para prestigiar um amigo DJ numa festa e estendeu o convite à reportagem.
 

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Brasil recebe novo carregamento de seringas para vacinação contra a febre amarela

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26 de fevereiro de 2018

Na noite de quinta-feira, 22, chegou ao Brasil o carregamento com quase 20 milhões seringas para as doses fracionadas da vacina contra a febre amarela.

As seringas foram solicitadas à Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) pelo Ministério da Saúde. O instrumento com capacidade de 0,1 mL, permite que seja aplicada a fração exata, evitando erros.

O Brasil tem recebido ajuda da OPAS na compra das seringas para doses fracionadas desde o ano passado, quando se preparava para a necessidade de adoção da estratégia de fracionamento. Em janeiro deste ano, com a circulação do vírus em áreas de grande fluxo populacional, o Ministério da Saúde do país decidiu pôr em pratica a abordagem. O objetivo é proteger mais pessoas e diminuir a possibilidade de propagação da doença.

No período de monitoramento, de 1º de julho de 2017 a 20 de fevereiro de 2018, a OMS confirmou 545 casos de febre amarela no país, dos quais 164 resultaram em mortes.

A pesar do reforço de dozes fracionadas, crianças de 9 meses a 2 anos de idade, pessoas com condições clínicas especiais, entre outros grupos, continuarão a receber as doses padrão.

(Fonte ONU Brasil)

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Campanha mobiliza sociedade para o combate à hanseníase

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19 de janeiro de 2018

No último domingo de janeiro, comemora-se o dia mundial das pessoas atingidas pela hanseníase e o dia nacional de luta contra a doença. Por isso, o governo federal e algumas associações realizam a campanha Janeiro Roxo. 

Em 2016, o Ministério da Saúde registrou 25.218 casos novos de hanseníase no Brasil, o que representa 12,23 casos novos para cada 100 mil habitantes: a maior taxa do mundo. 

Segundo o Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), os principais obstáculos para a eliminação da hanseníase no País são o preconceito, a falta de informação pública sobre a doença e o despreparo da rede saúde para diagnosticar os casos precocemente.

 

A DOENÇA

A hanseníase é uma doença infecciosa, de evolução crônica, causada por um microorganismo que acomete principalmente a pele e os nervos das extremidades do corpo. Ninguém atingido pela doença precisa se afastar da sociedade ou de suas atividades, porque, tão logo seja iniciado o tratamento, a doença deixa de ser transmissível.

A hanseníase é transmissível pela respiração. Porém, esse contágio tem uma característica especial: é necessário um convívio prolongado com o indivíduo infectado. A maioria da população adulta é resistente à hanseníase, mas as crianças são mais susceptíveis, geralmente adquirindo a doença quando há um paciente contaminante na família. O período de incubação varia de dois a sete anos. Como toda doença, é importante que seja diagnosticada logo no início.

 

TRATAMENTO

Até a década de 1980, as pessoas acometidas pela doença eram excluídas do convívio social e confinadas em colônias. Hoje, o tratamento pode ser feito em casa por meio de medicamentos fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), recebendo acompanhamento médico nas unidades básicas de saúde. O tratamento dura, em média, entre seis meses e um ano.

Desde 1995, o termo “lepra” e seus derivados não podem mais ser utilizados em relação à doença no Brasil. Foi o Médico Abraão Rotberg, Professor da Escola Paulista de Medicina, quem propôs a mudança de terminologia no Brasil, em 1976. O nome hanseníase é uma homenagem ao cientista norueguês Gehard Hansen, que descobriu a bactéria causadora da doença, em 1873.

A jornalista Manuela Castro, Consultora da ONU para a hanseníase e autora do livro “A Praga – O holocausto da hanseníase” - que conta a história das pessoas com a doença que tiveram suas vidas afetadas pela internação compulsória de leprosos -, destacou que, embora o Brasil tenha assinado um tratado internacional de erradicação da hanseníase nos anos 1990, o País tem a pior situação em termos proporcionais. “Trata-se de uma doença que tem cura, que tem tratamento na rede pública. Ele é demorado, mas relativamente simples com os medicamentos. A hanseníase é uma doença fácil de se descobrir: geralmente, começa com uma mancha onde a pessoa deixa de ter sensibilidade; o problema é que as pessoas não têm a cultura de procurar um médico ao surgirem esses sintomas”, afirmou Manuela, em entrevista ao O SÃO PAULO , publicada em 16 de agosto de 2017.  

O Morhan disponibilizou um número de telefone gratuito para informações sobre a doença, o TeleHansen: 0800-026- 2001.
 

SINAIS E SINTOMAS MAIS COMUNS DA HANSENÍASE:

  •  Manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo.
  • Área de pele seca e com falta de suor.
  • Área da pele com queda de pelos, mais especialmente nas sobrancelhas.
  • Área da pele com perda ou ausência de sensibilidade (dormências, diminuição da sensibilidade ao toque, calor ou dor).
  • Sensação de formigamento na pele, principalmente das mãos e dos pés.
  • Dor e sensação de choque, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços e das pernas.
  • Edema ou inchaço de mãos e pés.
  • Diminuição da força dos músculos das mãos, pés e face, devido à inflamação de nervos, que nesses casos podem estar engrossados e doloridos.
  • Úlceras de pernas e pés.
  • Nódulo (caroços) no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos. 

(Fonte: Morhan)

 

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Estados receberão doses fracionadas de vacina contra a febre amarela

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13 de janeiro de 2018

O Ministério da Saúde anunciou na terça-feira, 9, que 75 municípios dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia vão realizar campanhas de vacinação contra a febre amarela com doses fracionadas entre fevereiro e março. A decisão foi adotada mediante recomendação e autorização da Organização Mundial da Saúde (OMS).

De acordo com o Ministro da Saúde, Ricardo Barros, o fracionamento de doses é uma medida preventiva e emergencial adotada em razão do surto da doença no País e que será implementado em áreas selecionadas durante um período de 15 dias. 

Atualmente, o Ministério utiliza a dose padrão da vacina contra a febre amarela com 0,5ml. Já para a dose fracionada, são aplicados 0,1ml ou 1/5 da dose padrão. Dessa forma, um frasco com cinco doses da vacina padrão pode imunizar até 25 pessoas com a dose fracionada contra a doença. 

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo atualizou para 13 o número de pessoas mortas por contrair febre amarela no Estado desde o ano passado. Desse total, três ocorreram na região metropolitana.

De 2017 até agora, foram registrados 29 casos autóctones de febre amarela silvestre no Estado. Os casos que evoluíram para óbito ocorreram nos municípios de Américo Brasiliense, Amparo, Batatais, Monte Alegre do Sul, Santa Lucia, São João da Boa Vista, Itatiba, Mairiporã e Nazaré Paulista. Houve, ainda, casos de transmissão sem morte nas cidades de Águas da Prata, Campinas, Santa Cruz do Rio Pardo, Tuiti, Mococa/Cassia dos Coqueiros, Jundiaí e Mairiporã.

Fonte: Agência Brasi

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Anorexia

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12 de janeiro de 2018

O barulho das xícaras e o alterar das vozes de pessoas de todas as idades compuseram o contexto da entrevista concedida por Amanda Sarah Ferreira de Lima Costa, 24, sobre a doença que teve aos 16 anos: anorexia nervosa. Durante mais de uma hora, numa cafeteria de uma grande livraria paulistana, a jovem contou sua experiência de superação da doença e como o trabalho como nutricionista foi essencial neste processo.

Amanda nasceu em Cotia (SP) e tem quatro irmãs. Aos 6 anos, perdeu o pai de maneira repentina e, desde então, passou a crescer nela o sentimento de reponsabilidade na família. “Quando meu pai faleceu, minha mãe tinha 24 anos e passamos por uma etapa muito difícil”, disse. 

Devido a rotinas diferentes, a família de Amanda não tinha o hábito de sentar-se à mesa para comer. “Eu acredito que o sentar-se à mesa é importante. Com a correria do dia a dia, comer vai deixando de ser um momento prazeroso”, afirmou a Nutricionista, que além dos atendimentos regulares, acompanha atletas num estúdio na região do Morumbi, na zona Sul da cidade. 

 

Uma palavra

Ao falar sobre os motivos que desencadearam a doença, Amanda lembrou-se de um episódio que aconteceu quando tinha 10 anos de idade, na sala de espera para uma consulta com o pediatra. “Eu estava usando uma saia e um top e dava para ver a barriga. Tinha uma amiga da minha mãe esperando no mesmo consultório e comentou: ‘Nossa, como ela está gordinha. Olha essa barriguinha’. Aquilo me incomodou profundamente, mas passou, pois eu não tinha nenhum problema com alimentação.”
 

Na adolescência, Amanda jogava handebol e percebia-se maior que as suas amigas. “Eu tinha as pernas grossas e uma estrutura corporal mais volumosa, mas não era gorda. Minhas amigas falavam sobre meu corpo e aquilo, mesmo não sendo, parecia um insulto”, comentou a jovem. 

Mas o não querer mais alimentar-se veio depois que Amanda começou a fazer jejum, uma das orientações da igreja evangélica que passou a participar aos 14 anos. “Eu gostava de fazer jejum e pensava no benefício de, além de ajudar as pessoas com a oração, emagrecer rapidamente. Por isso, procurava realizar atividades para estender meu horário de jejum. Aos 15 anos, eu cheguei a pesar 42 quilos”, contou. 

“Foi quando comecei a emagrecer cada vez mais e me sentir muito bem com isso. Achava bonito meus ossos aparecendo, e passava todos os dias na farmácia para me pesar. Ingeria cada vez menos comida e até cheguei a tentar vômito, mas não consegui. Além disso, fazia todas as atividades físicas que conseguia.” 

 

29 quilos

“No fim de 2008, eu fui passar as férias em Natal (RN) com a família do meu pai e muitas pessoas não me conheciam. Então, eu decidi aproveitar a distância da minha mãe e das minhas irmãs para perder ainda mais peso. Na ocasião, no calor do Nordeste, eu sentia frio e cheguei até a começar a desenvolver uma espécie de penugem, quando o corpo não tem mais gordura suficiente para manter a temperatura e desenvolve mecanismos de proteção”, recordou Amanda, que já chegou a acompanhar outras pessoas com anorexia, no seu trabalho como nutricionista. 

Ao chegar a Natal, os familiares perceberam algumas atitudes diferentes no comportamento de Amanda e levaram-na ao médico e à nutricionista, mas ela ignorou todas as orientações que recebeu. “A nutricionista verificou que eu estava com 8% de gordura corporal e me passou uma dieta para engordar, mas eu não segui nada do que ela havia prescrito. Eu pesquisava muito e sabia exatamente qual eram as calorias de cada alimento. Tudo estava saindo do controle, e em alguns dias, por exemplo, eu comia somente uma maçã. Estava com 36kg”, disse. 

“Eu já sabia que estava com a anorexia, mas tinha vergonha de falar. Quando cheguei a São Paulo e minha mãe me viu no aeroporto, ficou desesperada. Foi aí que começamos a procurar os hospitais. A cada consulta, o diagnóstico era: ‘Mãe, sua filha está com anorexia nervosa e vai chegar a óbito. Eu não me sentia acolhida’. Comecei a pesar-me semanalmente para verificar aumento de peso e isso era uma tortura. Chegava a colocar pedras na roupa para esconder que estava perdendo peso. Jogava comida pela janela, para fingir que eu estava comendo. Mas, um dia, minha mãe viu que os cachorrinhos estavam comendo aquela comida. Então, ela começou a me obrigar a comer na frente dela. Era horrível a sensação de comer um pão inteiro, por exemplo. Foi quando senti uma forte dor nas costas, e no hospital descobriram que meu rim estava funcionando com apenas 20% da capacidade”, recordou, emocionada, Amanda. 

À reportagem, ela disse que tirava muitas fotos e achava-se uma modelo. “Fotos que olho hoje e sinto medo. Além disso, eu estava tornando-me uma pessoa antissocial. Não tinha vergonha do meu corpo, mas não queria ter convívio com as pessoas para que eu não tivesse contato com a comida.” 

Com 29 quilos, aos 16 anos, Amanda foi internada em diferentes alas do Hospital das Clínicas, em São Paulo, como a psiquiatria, a hematologia e a nefrologia. “Todo o meu organismo estava comprometido e, por isso, meu corpo começou a usar a energia dos órgãos internos. Peguei também uma esofagite e, por isso, não podia comer. Isso foi às vésperas do vestibular e eu queria sair do hospital para estudar. Depois de tratar a esofagite, um dos médicos me deu muito soro e eu saí do hospital com 3kg a mais”, recordou a Nutricionista. 

 

Resgate

Amanda conta que com o tempo passou a anotar tudo que vivia em um diário e que, ao sair do hospital, naquele dia, escreveu que queria mudar de vida: “Desde então, eu passei a me alimentar. Eu sentava na mesa para comer e ficava mais de 40 minutos para dar a primeira garfada. E chorava desesperadamente, porque queria comer e, ao mesmo tempo, porque não queria de jeito nenhum. Comecei com uma xícara de café com leite e meio pão. Depois, frutas, e depois alimentos que para mim eram proibidos como salgadinhos, hambúrguer.” 

Ao falar do seu processo de recuperação, Amanda usou a palavra resgate. “Eu não sei como isso aconteceu, mas foi uma força de dentro de mim mesma. Com a anorexia, eu me sentia presa dentro de mim e percebi que começava a libertar-me. Até que um dia eu sentei à mesa e comi com prazer.” 

 

Nutrição

“Chegou o dia do vestibular e eu queria cursar Medicina, mas percebi que não conseguiria. Então, optei por Nutrição. O curso foi essencial para mim e eu pensei também no que poderia fazer para que as pessoas tivessem uma boa relação com a comida. Hoje, percebo que vivemos num mundo em que a maioria das pessoas tem algum tipo de transtorno alimentar”, avaliou Amanda. 

A jovem Nutricionista, que mora com duas irmãs e gosta de cozinhar, salientou que o fato de as pessoas taxarem os alimentos como bons ou ruins causa muitos transtornos, pois acabam por não conseguirem se alimentar sem culpa. “As pessoas comem e dizem: ‘Como porque mereço...’. como se pudessem comer só em momentos específicos. Além disso, confundem sensação e sentimento. A fome é uma sensação diária e o fato de as pessoas terem alegria ou tristeza, que são sentimentos, não deve influenciar diretamente a escolha por comer ou não. Devemos enfatizar também que a padronização de beleza e a hipervalorizarão do corpo impactam diretamente na alimentação. As pessoas querem ter sempre o corpo de alguém, de um artista famoso ou de um modelo midiático. Mas cada pessoa tem uma composição e o importante é você ter um corpo saudável dentro da sua estrutura corporal”, disse Amanda, enquanto olhava o cardápio da cafeteria. 

 

A influência da mídia

No artigo “O impacto da mídia no desenvolvimento da obesidade infantil”, publicado pela Faculdade Atenas por um grupo de professores e estudantes dos cursos de Nutrição, há uma análise sobre o papel da mídia no desencadeamento da doença. De acordo com o texto, “o padrão de beleza imposto pela sociedade atual corresponde a um corpo com formas físicas bem definidas. Os padrões corporais e hábitos alimentares são ditados pela mídia, que influencia os valores e escolhas de crianças, adolescentes e adultos jovens”. 

A reflexão salienta o fato de que “todo adolescente tem em sua mente um corpo ideal, quanto mais este corpo se distanciar do real, maior será a possibilidade de negação, comprometendo sua autoestima. As adolescentes, quando estão abaixo do peso ideal ou até mesmo no peso adequado, costumam se sentir desproporcionais ou gordas, o que se denomina de distorção da imagem corporal. Dentre os fatores de risco para o desenvolvimento da anorexia nervosa, destacam-se a mídia e os ambientes social e familiar, sendo associados, principalmente, ao culto à magreza imposta pela mídia e seguida por grande parte da sociedade”. 

 

Anorexia nervosa, o que é?

Anorexia nervosa é um distúrbio alimentar e psicológico, com perda de peso excessiva, na qual a pessoa procura alcançar a extrema magreza, chegando a utilizar estratégias para perder peso. A doença afeta, principalmente, os adolescentes e, sobretudo, as mulheres do Hemisfério Ocidental. 

Existem muitas causas possíveis para uma diminuição do apetite, algumas das quais podem ser inofensivas, enquanto outras apontam para uma condição clínica grave ou constituem um risco significativo. 

A anorexia é caracterizada pela recusa em manter um peso corporal e um medo obsessivo de ganhar peso devido a uma distorcida imagem de si próprio, que pode ser mantido por conclusões erradas, que alteram a forma como o indivíduo afetado avalia o seu corpo. 

Sendo uma doença complexa, a anorexia nervosa envolve problemas sociais, fisiológicos e psicológicos. Uma pessoa que tenha anorexia nervosa pode ser chamada de anoréxica. Uma pessoa que seja anoréxica pode ser também chamada de bulímica. 

Para os jovens adolescentes de ambos os sexos, a doença pode estar ligada à autoimagem e à dificuldade em ser aceito pelo grupo, com mais incidência se houver um quadro neurótico (do tipo obsessivo-compulsivo) ou uma história de abuso ou de bullying. É uma doença mental grave, com taxas de morbidade e de mortalidade elevadas.
 

 

Características das pessoas com Anorexia

  • Recusa em manter o peso corporal normal para a sua idade e altura;  Medo de engordar;   Nas mulheres, há a interrupção da menstruação e, nos homens, baixa  significativa dos níveis hormonais;  Negação sobre os perigos do baixo peso;  Irritabilidade e depressão.
  •   Cerca de 95% das pessoas com anorexia são adolescentes e mulheres;   Entre 0,5% a 1% das mulheres americanas sofrem de anorexia nervosa;  20% dos indivíduos que lutam contra a anorexia nervosa chegam a óbito.

Fonte: www.disturbiosalimentares.com

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Casal iraquiano assumirá a direção do primeiro hospital católico

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11 de janeiro de 2018

Após a derrota do grupo Estado Islâmico no Iraque, Dom Bashar Warda, Arcebispo Caldeu de Erbil, pediu a um casal iraquiano – Saveen Oghana e Ban Isaqi – que assumisse a administração do primeiro hospital católico pós-guerra, que atenderá, entre outros, as vítimas do conflito com o grupo terrorista. Os dois trabalham na área de saúde, como médico e dentista, e fazem mestrado em Administração de Saúde na Austrália.

“Pelo que sabemos, será o primeiro hospital católico na região do Curdistão e, provavelmente, será o único hospital católico em todo o Iraque, não o primeiro, mas sim o único”, disse Saveen à Chaldean View .

O novo hospital está sendo construído no bairro cristão de Ankawa, em Erbil, no Norte do Iraque e será chamado Shlama, que quer dizer “paz”.

Fontes: ACI/ Chaldean View

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Câncer de próstata: diagnóstico precoce leva a mais de 80% de chance de cura

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14 de novembro de 2017

Depois do Outubro Rosa, voltado à prevenção do câncer de mama, começou o Novembro Azul, internacionalmente dedicado à conscientização sobre o câncer de próstata, o segundo que mais mata os homens, ficando atrás somente do câncer de pulmão. Quando diagnosticado precocemente, a chance de cura desse tipo de câncer é superior a 80%.

Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), neste ano devem ser registrados 61,2 mil novos casos de câncer de próstata no Brasil. Dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) mostram que 20% dos pacientes são diagnosticados em estágios avançados da doença, o que faz com que a taxa de mortalidade chegue a 25%.

A próstata é uma glândula presente nos homens, localizada na frente do reto, abaixo da bexiga, envolvendo a parte superior da uretra (canal por onde passa a urina). Sua função é produzir um líquido que compõe parte do sêmen, que nutre e protege os espermatozoides. O tumor nessa glândula, na maioria dos casos, cresce de forma lenta e não chega a dar sinais durante a vida e nem a ameaçar a saúde do homem. Em outros casos, pode crescer rapidamente, se espalhar para outros órgãos e causar a morte. Por esse motivo, é importante o diagnóstico precoce. 

 

Diagnóstico

Recomenda-se que todos os homens acima de 50 anos façam exames anuais para a investigação de alterações prostáticas. O principal deles é o toque retal, por meio do qual o médico avalia o tamanho, forma e textura da próstata. Esse exame permite palpar as partes posterior e lateral da próstata. 

Outro exame é a coleta de sangue para medir a quantidade de uma proteína produzida pela próstata – antígeno prostático específico (PSA, na sigla em Inglês). Níveis altos de PSA podem indicar alteração na próstata ou o câncer. A confirmação da doença ocorre por meio de uma biópsia, indicada somente caso seja encontrada alguma alteração em um dos exames anteriores. 

O Presidente da Sociedade Brasileira de Urologia de São Paulo (SBU-SP), Flávio Trigo Rocha, explicou ao O SÃO PAULO que, embora exista um preconceito por parte de alguns homens quanto ao toque retal, esse procedimento é muito importante. “Nenhum outro exame tem sensibilidade tátil, então, mesmo que se faça uma ultrassonografia ou ressonância magnética não se consegue detectar a presença de áreas endurecidas que levam à suspeita de um câncer de próstata”. 

 

Sintomas

A fase inicial do câncer de próstata pode não apresentar sintomas. Mas, quando apresenta, esses geralmente são: dificuldade e demora em começar e terminar a urinar; sangue na urina; diminuição do jato de urina; e necessidade de urinar mais vezes.

Esses sinais, no entanto, não são indicadores somente de câncer de próstata. 

"Felizmente, o tumor não é a doença mais frequente na próstata. Existe o aumento benigno da próstata, que causa sintomas semelhantes e é tratado inicialmente com medicamentos ou as famosas raspagens da próstata”, explicou Flávio Trigo, referindo-se à hiperplasia benigna da próstata - o aumento benigno da glândula -, que afeta mais da metade dos homens com idade superior a 50 anos e ocorre naturalmente com o avançar da idade. Outra doença comum é a prostatite, uma inflamação na glândula, geralmente causada por bactérias.

 

Tratamento

Como toda doença, o tratamento do câncer de próstata é mais fácil na fase inicial, porque pode ser feita a remoção cirúrgica da glândula ou a radioterapia exclusivamente na região do tumor, com um alto índice de cura. A remoção pode ocorrer por meio de cirurgia clássica ou com o auxílio de um robô de precisão. “Quando o diagnóstico é feito em uma fase em que o tumor já não está mais restrito à próstata, é necessário fazer manipulações hormonais ou mesmo quimioterapia”, acrescentou o Médico. 

Atualmente, existem algumas terapias alternativas, como um ultrassom de alta frequência que trata especificamente o local do tumor, ou a crioterapia, que é o congelamento a área cancerígena. “O que sabemos até agora é que esses tratamentos não têm uma eficácia tão grande quanto à remoção cirúrgica e acabam dando mais efeitos colaterais”, ponderou Flávio Trigo. 

Nem todos os tumores de próstata necessitam de tratamento. “É possível acompanhar um paciente com um tumor pequeno restrito a uma pequena porção da próstata e de baixa agressividade sem fazer nenhum tratamento. Esse método se chama vigilância ativa”, explicou o Presidente da SBU-SP. Hoje, aproximadamente 30% dos tumores diagnosticados nos Estados Unidos são submetidos a essa forma de acompanhamento. 

 

Prevenção

Pesquisas sobre possíveis causas do câncer de próstata indicam que fatores genéticos podem influenciar o surgimento da doença. Por exemplo, homens cujo pai ou irmão tiveram câncer de próstata antes dos 60 anos têm mais chances de desenvolvê-lo. Outros estudos relacionam com a doença o sobrepeso, especialmente o excesso de gordura no sangue. 

Nesse sentido, alguns hábitos podem diminuir o risco de várias doenças, inclusive o câncer, como ter uma alimentação saudável, praticar atividade física, manter o peso corporal adequado, não fumar e evitar o consumo de bebidas alcoólicas. 

Mesmo com todos esses cuidados, os profissionais da saúde não descartam a necessidade do exame periódico. “O conselho que sempre damos é que todo tratamento feito numa fase inicial tem um índice de sucesso maior e as chances de haver consequências e efeitos adversos do tratamento são muito baixos. E a melhor forma de obter um diagnóstico precoce é fazendo exames periódicos e, portanto, abrindo mão de preconceitos”. 
 

 

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Pastoral da Saúde discute políticas públicas em defesa do SUS

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17 de outubro de 2017

No sábado, 7, a Faculdade Zumbi dos Palmares sediou o 2º Seminário dos Militantes nas Políticas Públicas de Saúde e em Defesa do SUS, promovido pela Pastoral da Saúde da Arquidiocese de São Paulo. 

O encontro contou com presença significativa de representantes da Pastoral da Saúde das seis regiões episcopais. O Assistente Eclesiástico da Pastoral da Saúde na Arquidiocese de São Paulo, Padre João Inácio Mildner, destacou que a atividade foi parte de um “serviço que a Igreja presta para articular a população na defesa dos seus direitos”.

Em breve saudação aos participantes, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, manifestou o total apoio da Arquidiocese de São Paulo à luta por melhorias na saúde pública, especialmente em benefício daqueles que não têm condições de pagar por planos de saúde particulares. Destacou, ainda, que eventos como aquele ajudam para que a sociedade “esteja atenta à voz daqueles que têm mais necessidade de contar com as estruturas dos serviços públicos de saúde”.

Um dos debatedores do encontro foi o Padre Antônio Luiz Marchioni, mais conhecido como Padre Ticão, da Diocese de São Miguel Paulista. Ele lembrou que a motivação da Pastoral da Saúde para a garantia da vida é encontrada no livro do Êxodo 3, 7-10: “Deus viu o sofrimento do povo”. 

O médico Jorge Kayano apresentou os contrapontos do sistema público de saúde, assegurado na Constituição Federal. Ele comparou o Artigo 196, que, em essência, defende o direito à saúde, com o Artigo 199, que retira a garantia desse sistema igualitário, pois concede à gestão privada concessões de lucro voltadas à mesma proposta de qualidade para a saúde.

Ao final do encontro, foram reveladas as ações concretas que serão realizadas a partir do seminário. Uma delas será uma maior aproximação e interação dos participantes com as unidades básicas de saúde. A outra, o engajamento na coleta de assinaturas, promovida pelo Conselho Nacional da Saúde, para anular a Emenda 95, aprovada em 2016, que permite o congelamento dos gastos para Saúde e Educação por 20 anos.

(Colaborou: Jenniffer Silva)
 

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Ministério da Saúde vacinará crianças e adolescentes no sábado, 16

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15 de setembro de 2017

No sábado, 16, acontecerá o Dia D da Campanha de Multivacinação do Ministério da Saúde, que este ano convoca mais de 47 milhões de crianças menores de 5 anos, de 9 anos e também adolescentes de 10 a 15 anos completos, para atualizarem o calendário vacinal.

Com o slogan “Todo mundo unido fica mais protegido”, a campanha começou no dia 11 e segue até o dia 22 em aproximadamente 36 mil postos fixos de vacinação. Ao todo, 350 mil profissionais participam da ação.

De acordo com o Ministério, de janeiro a agosto deste ano, todas as unidades da Federação receberam 143,9 milhões de doses de vacinas de rotina. Para a campanha, foram enviadas 14,8 milhões de doses extras.

A meta é resgatar todas as crianças e adolescentes não vacinados e, com isso, iniciar ou completar os esquemas de imunização. Segundo o Ministério, 53% não estão com a vacinação em dia.

Em 2016, o Brasil registrou a menor cobertura vacinal dos últimos 10 anos, segundo a coordenadora-geral do Programa Nacional de Imunizações, Carla Domingues.

“Não podemos dizer que temos uma tendência, mas é preocupante e por isso queremos reverter essa situação. O objetivo da campanha é resgatar os não vacinados para que esse dado de 2016 não se repita em 2017”, disse.

Em 2017, o Ministério da Saúde fez alterações no esquema vacinal e, por isso, orienta os pais a irem aos postos de saúde para checar a caderneta de vacinação.

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(Com informações de Ministério da Saúde e Agência Brasil)

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É possível vacinar-se contra a gripe até o dia 9 de junho

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05 de junho de 2017

Até a manhã da quinta-feira, 25, foram vacinados contra a gripe 35,1 milhões de brasileiros nas unidades básicas de saúde de todo o País, 63,6% do público da campanha nacional, que foi prorrogada até 9 de junho, para alcançar a meta de imunizar 90% do público alvo, incluindo a população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e pessoas com comorbidades.

Nesta 19ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, o Ministério da Saúde adquiriu 60 milhões de doses da vacina. “É importante que a população da campanha se vacine neste período para ficar protegida quando o inverno chegar. A vacina demora 15 dias para fazer efeito no organismo, por isso o Ministério da Saúde planeja a campanha antes do inverno, período de maior circulação dos vírus da influenza”, disse Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, em entrevista à Agência Brasil.

A vacina disponibilizada protege contra os três subtipos do vírus da gripe determinados pela Organização Mundial da Saúde para este ano (A-H1N1, A-H3N2 e Influenza B).

A dose é segura e também é considerada uma das medidas mais eficazes na prevenção de complicações e casos graves de gripe. Pessoas com mais de 60 anos, crianças de 6 meses a 5 anos, professores e agentes de saúde estão entre as pessoas mais vulneráveis aos vírus. Outros detalhes podem ser obtidos pelo Disque Saúde, 136, em ligação gratuita.

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