Papa preside Consistório Ordinário Público

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19 de julho de 2018

Na manhã desta quinta-feira, 19, o Papa Francisco presidiu no Vaticano um Consistório Ordinário Público em vista da Canonização do Beato Nunzio Sulprizio.

 

Calvário

O leigo italiano viveu somente 19 anos. Nasceu na Província de Pescara em 1817. Logo cedo ficou órfão e foi criado pela avó materna, que faleceu quando Nunzio tinha nove anos. Foi então que começou o seu calvário, sendo explorado por seu tio, que trabalhava como ferreiro e marceneiro.

Sem poder frequentar a escola, foi obrigado a trabalhar inclusive quando ficou doente, com uma gangrena na perna. Quando já era demasiado tarde, foi “adotado” por uma família de Nápoles, que tentou curá-lo, assistindo-o até os últimos dias.

Mesmo em meio à dor e humilhações que vivia, Nunzio testemunhou uma fé inabalável. “Jesus sofreu muito por mim. Por que não posso sofrer por Ele?”, dizia. “Gostaria de morrer para converter mesmo que um único pecador”.

No dia 5 de maio de 1836, Nunzio pediu o Crucifixo, chamou o confessor e recebeu os sacramentos. Desfigurado pela doença, seu corpo começou a exalar um perfume de rosas e ficou exposto por cinco dias. Seu sepulcro logo se tornou meta de peregrinação.

 

Rumo à canonização

Leão XIII, ao emitir o decreto sobre a heroicidade das virtudes, o propôs como modelo da juventude operária.

Em 7 de março de 1963, João XXIII promulgou o decreto que aprovava os milagres reconhecidos para a beatificação de Nunzio Sulprizio, mas não pode presidir a cerimônia, pois veio a falecer em 3 de junho. Em 1º de dezembro, Paulo VI o proclamou Beato, "entre vivíssimas aclamações dos Padres Conciliares e do povo”, como escreveu na época o jornal L'Osservatore Romano.

Naquela ocasião, o Pontífice afirmou: "O jovem Sulprizio é o beato da nossa idade", e convidou todos a "fazerem amizade com este querido Beato e pensar humildemente como podemos seguir também o seu itinerário terrestre".

 

14 de outubro

Neste dia 19 de julho, o Papa Francisco anunciou que a canonização de Nunzio Sulprizio será em 14 de outubro.

Neste mesmo dia, serão canonizados também Paulo VI e Dom Oscar Romero. Com eles, se tornarão santos Francesco Spinelli, Sacerdote diocesano, Fundador do Instituto das Irmãs Adoradoras do Santíssimo Sacramento; Vincenzo Romano, Sacerdote diocesano; e Maria Caterina Kasper, Fundadora do Instituto das Pobres Servas de Jesus Cristo.

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60 mil coroinhas com o Papa Francisco em julho

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13 de julho de 2018

A 12ª Peregrinação Internacional dos Ministrantes terá lugar em Roma de 30 de julho a 3 de agosto, organizada pela Coetus Internationalis Ministrantium (CIM)

Serão mais de 60 mil jovens e adolescentes provenientes de países europeus como Itália, França, Bélgica, Croácia, Luxemburgo, Áustria, Portugal, Romênia, Suíça, Sérvia, Eslováquia, República Tcheca, Ucrânia, Hungria, Polônia, mas também dos Estados Unidos, Antigua e Barbuda.

"Busca a paz e vai ao seu encalço"(Salmo 33,15b) é o lema escolhido para o evento que terá seu ponto alto com a audiência com o Papa Francisco na Praça São Pedro, na terça-feira, 31 de julho.

Os jovens peregrinos estarão acompanhados pelo presidente do CIM, Dom Ladislav Nemet, presidente da Conferência Episcopal internacional Santos Cirilo e Metódio.

Somente da Alemanha serão cerca de 50 mil os jovens, guiados pelo bispo de Passau, Dom Stefan Oster, presidente da Comissão episcopal para os jovens ministrantes.

Em vista do encontro, foi criado o canal youtube no qual, nos últimos meses, numerosos jovens postaram o próprio clip, contendo declarações pessoais sobre temas sobre a paz, fé, serviço ao altar, peregrinações.

Também foi criado o aplicativo goRome!, que une comunicação digital com elementos de pastoral juvenil, como por exemplo, o jogo de aventura dedicado ao Santo Padroeiro dos coroinhas, São Tarcísio, ou textos contendo reflexões educativas e espirituais, além, naturalmente, de uma seção com todas as informações concernentes a viagem a Roma.

(Agência Sir)

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Exéquias do cardeal Tauran

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12 de julho de 2018
Nesta quinta-feira, 12 de julho, foi realizada no Altar da Basílica de São Pedro as exéquias do cardeal Jean-Louis Tauran, Titular da Diaconia de Santo Apolinário nas Termas Neronianas-Alexandrinas. A Liturgia das Exéquias foi celebrada pelo cardeal Angelo Sodano, Decano do Colégio Cardinalício, junto com os cardeais, arcebispos e bispos. O camerlengo da Santa Igreja Romana e presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-Religioso faleceu em 5 de Julho em Hartford, nos estados Unidos, depois de uma longa doença. Tinha completado 75 anos em abril. Será sepultado na basílica de Santo Apolinário nas Termas neronianas-Alexandrinas, da qual era titular. No final da celebração, o Pontífice presidiu o rito da Ultima Commendatio e da Valedictio.
 
 
Ao recordar o “inesquecível” cardeal francês Jean-Louis Tauran, o cardeal Angelo Sodano disse “foi um irmão” que serviu “corajosamente a Santa Igreja de Cristo”, apesar do “peso da sua doença”. O Papa Francisco estava presente. Também estava presente a irmã do cardeal, Geneviève Dubert, à qual o Pontífice tinha enviado um telegrama de condolências alguns dias atrás.
 
Caminho iluminado pelas Bem-aventuranças
“No Evangelho, Jesus – explicou o cardeal Sodano – nos recordou quais são as verdadeiras bem-aventuranças do cristão. É comovedor ouvir-lhe proclamar estas bem-aventuranças na nossa Igreja. Bem-aventurados os pobres de espírito. Bem-aventurados os mansos. Bem-aventurados os puros de coração, bem-aventurados os que promovem a paz. São bem-aventuranças que iluminaram toda a vida do nosso querido irmão falecido, como estrelas luminosas no seu caminho”, sublinhou destacando que foi “testemunha por muitos anos do grande espírito apostólico do cardeal Tauran.
 
Do Concílio, diálogo com homens de boa-vontade
Cardeal Sodano evidenciou também que o cardeal Tauran era “uma grande figura” de sacerdote, bispo e cardeal que – disse – “dedicou, como muitos, a sua vida ao serviço da Santa Sé, da Igreja e nos últimos anos particularmente ao diálogo com todos os homens de boa-vontade”. Deste modo, seguiu a linha traçada pelo Concílio Ecumênico Vaticano II no compromisso – segundo a Gaudium et spes – de ser irmãos e por isso chamados pela mesma vocação humana e divina”, podemos e devemos cooperar pacificamente, “sem violência, nem engano” na edificação “do mundo na verdadeira paz”.

A recordação nas palavras do cardeal Santos Abril y Castelló
Para recordar o cardeal Tauran, Hélène Destombes entrevistou o cardeal espanhol Santos Abril y Castelló, ligado por uma profunda amizade com o cardeal francês. Ele disse: "A minha recordação do cardeal Tauran é verdadeiramente uma recordação de amizade e lamentação pelo fato de ele ter nos deixado. Ultimamente, eu o via evidentemente enfraquecido. Mas mesmo neste período, ele colocava seu dever em primeiro lugar: o de procurar aproximar as posições com o mundo das outras religiões, especialmente com o Islã. E ele fazia isso com um grande sentido de respeito para com todos, de grande competência e com uma grande capacidade de diálogo, de propor possíveis soluções. Ele fez tudo isso também com grande sacrifício, porque a sua saúde era muito fraca nos últimos tempos: ele percebia que não estava nas condições ideais para continuar o magnífico trabalho que estava fazendo para a Igreja".

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Nomeação para o Brasil

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11 de julho de 2018

O Santo Padre na quarta-feira, 11, nomeou para a Arquidiocese de Fortaleza dois novos bispos auxiliares. Padre Júlio Cesar Souza de Jesus, incardinado na Arquidiocese de Teresina no Piauí e Padre Valdemir Vicente Andrade Santos, incardinado na Arquidiocese de Aracaju em Sergipe.

 

Dom Júlio Cesar Souza de Jesus 

O Rev. Júlio César Souza de Jesus nasceu em 27 de julho de 1971 em Goiânia no Estado de Goiás. Concluiu seus estudos em Filosofia na Universidade Estadual do Ceará (1991-1993) e os de Teologia no Seminário Maior de Teresina (1994-1997). Obteve então uma Licenciatura em Teologia Dogmática na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma (2005-2007).

Foi ordenado sacerdote em 27 de junho de 1998 para a Arquidiocese de Teresina, onde ocupou os seguintes cargos: Pároco de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em Demerval Lobão (1998-2006) e de Santa Luzia em Teresina (2009) -2014), Vice-Reitor do Seminário Maior para os alunos de Filosofia (2007-2013). Atualmente é pároco na Paróquia  Menino Jesus de Praga em Teresina, professor do Seminário Maior, Diretor Espiritual e professor da Escola Diaconal.

 

Dom Valdemir Vicente Andrade Santos

O Rev.do Valdemir Vicente Andrade Santos nasceu em 05 de janeiro de 1973 a Aracajú, em Sergipe. Completou seus estudos em Filosofia no Seminário Maior de Aracaju (1997). Foi então enviado à Roma, onde obteve a Licenciatura (2001) e Licença (2003) em Teologia no Ateneu Regina Apostolorum dos Legionários de Cristo.

Ele foi ordenado sacerdote dia 24 de agosto de 2001 e foi incardinado na Arquidiocese de Aracaju, no qual  ocupou os seguintes cargos: Pároco em Aracaju nas paróquia de "São Francisco de Assis" (2003-2006) e "Nossa Senhora de Fátima "(2010-2013), Administrador Paroquial de" Nossa Senhora da Soledade " em Aracaju (2004), Professor no Seminário Maior (2004), Reitor do Seminário Menor (2006-2010),  Representante clero local (2010-2014 ) e, finalmente, chanceler (2014-2016). Além disso, foi Vigário paroquial na paróquia de São José esposo de Maria na diocese de Albano, Itália (2001-2003). Atualmente é vigário geral e pároco da "Nossa Senhora de Lourdes" em Aracaju.

 

História da Arquidiocese de Fortaleza

A diocese do Ceará foi criada em 1853 por um decreto do Imperador Dom Pedro II. No ano seguinte, em 6 de junho de 1854, o papa Pio IX expediu a Bula Pro animarum salute, criando a Diocese nos trâmites da Igreja. As dioceses só podiam ser criadas pelo papa após o decreto imperial. A bula papal só foi oficializada em 1860, depois de sete anos de briga entre Vaticano e o Estado brasileiro. Desmembrada de Olinda, a Diocese era quase todo o território da Província do Ceará.

Civilmente, o Ceará já se havia emancipado da Província de Pernambuco desde 1799. Eclesiasticamente, até 1854, era apenas Vigararia Forânea da Diocese de Olinda. O território da nova Diocese era quase o mesmo do atual Estado do Ceará. Faltavam apenas as paróquias de Crateús e Independência, ligadas a São Luis do Maranhão.

A população da Diocese, neste tempo, calculava-se em 650.000 habitantes. A população era quase totalmente católica, pois o recenseamento de 1888 registra apenas cento e cinqüenta protestantes e uma dúzia de judeus. A cidade de Fortaleza constava de cerca de 9.000 habitantes.

Nessa época havia na Diocese 34 paróquias e um curato. O número de igrejas era de 78 e o de capelas 11, em toda a província do Ceará.

Antes de ser diocese, o Bispo de Olinda (e antes dele o da Bahia) nomeava Visitadores Eclesiásticos para a Vigararia do Ceará. O primeiro desses visitadores foi Frei Félix Machado Freire (1735) e último foi Padre Antonio Pinto de Mendonça (1844 a 1881).

O primeiro bispo da Diocese foi Dom Luis Antonio dos Santos.

A Diocese do Ceará, com a criação das Dioceses de Crato e Sobral, foi elevada a Arquidiocese de Fortaleza, em 10 de novembro de 1915, pela Bula “Catholicae Religionis Bonum”do Papa Bento XV. Em 1939, deu-se criação da Diocese de Limoeiro do Norte; em 1960, criação da Diocese de Iguatu e em 1963 foi criada da Diocese de Crateús e em 1971 as Diocese de Itapipoca, Quixadá e Tianguá.

A Arquidiocese de Fortaleza terminou o ano de 2010 com 104 paróquias e 12 áreas pastorais, sendo 57 paróquias e 8 áreas pastorais no município de Fortaleza (4 Regiões Episcopais), e 47 paróquias e 5 áreas pastorais distribuídas em outros 30 municípios (5 Regiões Episcopais), em um raio de cerca de 100 Km no entorno de Fortaleza.

 

Datas importantes

  • 1607 – Chegada dos primeiros missionários jesuítas. Padre Francisco Pinto e padre Luís Figueira.
  • 1608 – Fundação do primeiro aldeamento missionário da Ibiapaba – Aldeia de São Lourenço e martírio do padre Francisco Pinto.
  • 1611 – Chegada do padre Baltazar João Correia junto com a expedição de Martim Soares Moreno.
  • 1649 – Estabelecimento de uma missão protestante, aos cuidados do pastor inglês Tomás Kemp durante a segunda tentativa de ocupação holandesa.
  • 1654 – Martírio do pastor Tomás Kemp na revolta indígena que sucedeu a expulsão da Companhia das Índias Ocidentais do Recife.
  • 1656 – Os jesuítas Pedro Pedrosa e Antonio Ribeiro retomam a evangelização dos índios do Ceará. 
  • 1660 – O padre Antônio Vieira visita pessoalmente a Ibiapaba.
  • 1758 – A Companhia de Jesus é expulsa do Brasil por ordem do Marquês de Pombal. As aldeias jesuítas do Ceará, entre elas os atuais bairros de Parangaba, Messejana, e as cidades de Caucaia, Viçosa, Baturité entre outras, passam à categoria de Vilas Reais.
  • 1853 – Lei Geral nº 693 autoriza o governo imperial a solicitar da Santa Sé a criação do bispado do Ceará, desmembrado do bispado de Olinda.
  • 1859 – O padre Luís Antônio dos Santos é nomeado primeiro bispo do Ceará.
  • 1861 – Instalação do bispado e posse do primeiro bispo.
  • 1864 – Fundação do Seminário da Prainha.
  • 1870 – A Igreja do Ceará participa, pela primeira vez, de um Concílio Ecumênico, na pessoa de dom Luís Antonio dos Santos (Concílio Vaticano I)
  • 1881 – Chegada do missionário presbiteriano, Rev. De Lacy Wordlaw.
  • 1889 – Acontecem os primeiros fenômenos religiosos em Juazeiro envolvendo o padre Cícero Romão Batista.
  • 1914 – Elevação da diocese do Ceará à categoria de arquidiocese. Criação da diocese do Crato.
  • 1915 – Criação da diocese de Sobral.
  • 1938 – Criação da diocese de Limoeiro.
  • 1961 – Criação da diocese de Iguatu.
  • 1964 – Criação da diocese de Crateús.
  • 1971 – Criação das dioceses de Quixadá, Tianguá e Itapipoca.
  • 1973 – Nomeação de dom Aloísio Lorscheider para arcebispo de Fortaleza.
  • 1976 – Dom Aloísio é criado e publicado cardeal pelo papa Paulo VI
  • 1978 – Dom Aloísio é o primeiro bispo do Ceará a participar de dois conclaves.
  • 1980 – O papa João Paulo II visita o Ceará.
  • 1995 – Dom Aloísio pede transferência para a arquidiocese de Aparecida por motivos de saúde.
  • 1996 – Dom Cláudio Hummes é nomeado arcebispo de Fortaleza.
  • 1998 – Dom Cláudio é transferido para a arquidiocese de São Paulo.
  • 1999 – Dom José Antônio Aparecido Tosi Marques é nomeado arcebispo de Fortaleza.

 

(Com informações Arquidiocese de Fortaleza)

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Papa Francisco reza com o Oriente Médio

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10 de julho de 2018

No último sábado, 07, o Papa Francisco visitou a cidade italiana de Bari. A cidade que abraça uma devoção à São Nicolau reuniu os líderes das Igrejas e das comunidades Cristãs do Oriente para que, pela intercessão do padroeiro, a paz, a conciliação, o perdão e a misericórdia fossem difundidos ao Oriente Médio. O encontro ecumênico de oração não alcança somente aos fiéis católicos, mas todas as pessoas assoladas por situações adversas, situação de sofrimento e condições de escassez e fragilidade.

O gesto do Pontífice reconheceu a generosidade e prontidão dos líderes religiosos, mas sobretudo quando fala de proximidade quer justamente apontar para uma cultura do encontro. São Nicolau, bispo do Oriente, viveu um grande testemunho ao mostrar, com sua vida, o caminho do Sol Nascente, onde brotou a fé e nasceu Jesus Cristo.

A Doutrina Social da Igreja toma forma com as incontáveis obras pastorais ao redor do mundo. Outros Papas dispuseram-se a um ardor missionário indo ao encontro do Médio Oriente: o ecumenismo é a ponte entre o conflituoso mundo oriental e a Paz como vocação da humanidade. O Papa Francisco, portanto, no gesto de reunir os representantes em um claro apelo à Paz, põe-se a serviço desta Paz; O discurso e a ação unidos para atender ao apelo oriundo do berço do Catolicismo Romano.

A Comunidade Internacional espera um posicionamento da Igreja, que não apenas se mobiliza em palavras – essenciais, por sua vez – mas envia seu líder a peregrinar pela Paz. Logo no primeiro ano de Pontificado (2013), evidenciou-se a preocupação do Santo Padre com uma agenda central para o Oriente Médio: o reconhecimento da Palestina como Estado.

 

Para ti haja Paz!

A importância de atos concretos não significa apenas uma proximidade com causas humanitárias, mas o coração da Igreja se volta à “terra de gente que deixa a própria terra” como afirmou o Santo Padre na ocasião em Bari. A crise dos refugiados, as guerras que se multiplicam, recursos vitais e estratégicos ameaçados, são algumas das conjunturas enfrentadas na região. O contexto geopolítico revela, se o ser humano for melhor observado, a urgência de anunciar a Paz seguindo o apelo de Deus e da humanidade.

A peregrinação do Papa Francisco contou com dois momentos extremamente significativos representando essa condição; A vela de chama única foi acessa mostrando que o cristão é chamado a ser sal da terra e luz do mundo,

“ nos momentos escuros da história não se resignam com a escuridão que tudo envolve, e alimentam o pavio da esperança com o azeite da oração e do Amor [...] e quando se estende a mão para o irmão sem buscar o interesse, arde e resplandece o fogo do Espírito[...] Disse o Santo Padre. ”

A segunda ação soube fortalecer a centelha da esperança sob o clamor do mundo de tantos sofrimentos; jovens voluntários uniram-se para acender velas e entregar a cada um dos líderes religiosos presente durante a ocasião, confiando eles a missão de protagonistas no anúncio da Paz.

Em 2017 quando questionado pelo Sociólogo Dominique Wolton sobre qual seria o principal obstáculo à Paz na atualidade, o Papa Francisco foi taxativo em sua resposta : “o dinheiro”. Os interesses econômicos exacerbados alicerçados no interesse próprio formam um triste silêncio agravado pela desigualdade. A Igreja responde a um chamado de Deus, e da mesma maneira o Senhor responde ao chamado dos homens, cada vez mais necessitados no Oriente Médio, mas profundamente marcados pela fé viva e vivencial.

É evidente a centralidade da Paz nas principais buscas da humanidade, e se a Paz é o próprio Jesus Cristo, a visita do Papa Francisco a Bari mostra ainda mais responsabilidades cristãs nas relações internacionais. O Pontífice ainda atentou para o risco que os cristãos correm na região, seja por perseguições, ameaças ou discordâncias, no entanto superando as barreias o Papa afirma que “a indiferença mata, queremos ser voz que contrasta com o homicídio da indiferença, queremos dar voz a quem não tem voz [...] hoje o Oriente médio chora e emudece”, as palavras do Santo Padre estão voltadas ao Ocidente, que muitas vezes suprime o grito do Oriente enquanto o “espezinham à procura de poder e riquezas”.

 

A Comunidade Internacional

O Papa Francisco protagoniza o interesse da Igreja Católica frente aos territórios por onde está todo o povo de Deus. Enfrentar com coragem e perseverança, com atos concretos, os desafios da humanidade mostram uma exortação em seu testemunho, mas uma ação de Política Externa firmada no evangelho.

A ênfase criticando interesses econômicos, intransigências políticas, escândalos humanitários quer – com firmeza – mobilizar uma verdadeira mudança indiferente do país atingido pelas declarações. Não houve uma responsabilização sobre as condições do Oriente Médio, mas o coração da Igreja se volta em oração, em atenção, caridade e misericórdia para atender os principais anseios daqueles que mais sofrem e colaborar com a Paz verdadeiramente.

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Papa: jovens e indígenas protagonistas da conversão ecológica

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06 de julho de 2018

O Papa Francisco iniciou suas atividades esta sexta-feira, 06/07, recebendo os participantes da Conferência internacional convocada no terceiro aniversário da publicação da Encíclica Laudato Si, sobre o cuidado da casa comum.

O Papa agradece aos participantes que se reuniram para “ouvir com o coração o clamor sempre mais angustiante da Terra e de seus pobres em busca de ajuda e responsabilidade”.

 

Compromisso inadiável

Francisco recorda que a conversão ecológica é um compromisso inadiável, como demonstram os estudos da comunidade científica. “Há o perigo real de deixar às gerações futuras ruínas, desertos e lixo.”

O Pontífice faz votos de que esta preocupação ecológica se traduza numa ação orgânica e comum, citando eventos importantes como a COP24 sobre o clima, programado para dezembro próximo em Katowice (Polônia). No centro, novamente, estará o Acordo de Paris de 2015.

“Todos os governos deveriam se esforçar para honrar os compromissos assumidos em Paris para evitar as piores consequências da crise climática”, afirmou o Papa, recordando que não se pode perder tempo neste processo.

 

Mudança de paradigma financeiro

Mas para a conversão ecológica, a política não basta. Francisco pede o envolvimento também da sociedade civil e de instituições econômicas e religiosas, fazendo votos de que o Encontro sobre a Ação Global de San Francisco (EUA), em setembro próximo, possa oferecer respostas adequadas, com o apoio de grupos de pressão de cidadãos de todas as partes do mundo.

Francisco chama em causa também organizações internacionais como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, que podem contribuir para uma mudança do paradigma financeiro através de reformas eficazes para um desenvolvimento mais inclusivo e sustentável.

 

Mudança dos corações

Todas essas ações, reiterou o Papa, pressupõem uma transformação num nível mais profundo, isto é, uma mudança dos corações e das consciências. Nisto, as confissões cristãs têm um papel-chave a desempenhar e citou as iniciativas organizadas em parceria com a Igreja Ortodoxa.

No âmbito católico, Francisco citou os dois Sínodos que terão como protagonistas grupos diretamente interessados na conversão ecológica: os jovens e os povos indígenas, de modo especial os da Amazônia. 

“São os jovens que deverão enfrentar as consequências da atual crise ambiental e climática. Portanto, a solidariedade intergeracional não é uma atitude opcional, mas uma questão essencial de justiça”, afirmou o Papa citando a Laudato Si.

Quanto aos indígenas, o Pontífice manifestou sua tristeza ao ver as terras expropriadas e cultura dos povos nativos espezinhada por uma atitude predatória, por novas formas de colonialismo, alimentadas pela cultura do descarte e do consumismo.

 

A injustiça não é invencível

Francisco encerrou seu discurso agradecendo aos participantes por seu engajamento e os encorajando a perseverarem mesmo diante desta tarefa árdua, onde o interesse econômico chega a prevalecer com facilidade sobre o bem comum.

E citando novamente a Laudato Si, recordou que os seres humanos são capazes de se degradar até o extremo, mas são capazes também de se superar, voltar a escolher o bem e se regenerar.

“ Por favor, continuem trabalhando pela mudança radical que as presentes circunstâncias impõem. A injustiça não é invencível. ”

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Papa nomeia o jornalista Paolo Ruffini como novo prefeito do Dicastério para a Comunicação

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05 de julho de 2018

O Papa Francisco nomeou prefeito do Dicastério para a Comunicação o jornalista Paolo Ruffini, até agora diretor da TV2000, a rede de televisão da Conferência Episcopal Italiana.

Nascido em Palermo em 4 de outubro de 1956, Ruffini formou-se em Direito na Universidade La Sapienza de Roma. É jornalista profissional desde 1979. Em 1986 casou-se com Maria Argenti. Trabalhou em vários jornais: Il Mattino de Náples (1979-1986); Il Messaggero de Roma (1986-1996); no setor rádio: Rádio-jornal Rai (1996-2002); e na televisão Rai3 (1998-2002); Rádio 1 (1999-2002); Rádio Inblu (2014-2018); e na televisão: Rai3 (2002-2011); La 7 (2011-2014); Tv2000 (2014-2018).

Recebeu vários prêmios de jornalismo e participou de várias conferências de estudo sobre o papel dos cristãos na informação, a ética da comunicação e as novas mídias.

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Papa: todos são admitidos no caminho do Senhor, ninguém deve sentir-se um intruso

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02 de julho de 2018

Dois milagres, em duas histórias interligadas que tem um único centro, a fé, mostram Jesus como fonte de vida, “como aquele que devolve a vida àqueles que confiam n'Ele plenamente”.

Inspirando-se nas curas da filha de Jairo e da hemorroísa, narradas no Evangelho de Marcos proposto pela liturgia do dia nesse domingo, 01, o Papa Francisco falou aos 20 mil fiéis e turistas reunidos na Praça São Pedro sobre a fé e a vida nova trazidas por Jesus, ressaltando que a única morte que devemos temer é a do coração endurecido pelo mal, mumificado.

“O Evangelho deste domingo apresenta dois prodígios realizados por Jesus, descrevendo-os quase como uma espécie de marcha triunfal para a vida”, disse Francisco ao começar sua alocução, para então descrever o que aconteceu na casa de Jairo naquele dia.

Ao saber da notícia de que a filha dele havia morrido, Jesus lhe disse apenas: "Não tenha medo, apenas tenha fé!" E ao chegar na casa, mandou sair a multidão que lamentava e dirigiu-se ao quarto da menina, dizendo: “Levanta-te”. “E imediatamente a menina levantou-se, como se despertasse de um sono profundo”.

Francisco passa então ao segundo milagre narrado por Marcos, a cura da hemorroísa, destacando o fato de que “a fé dessa mulher atrai, e me vem o desejo de dizer “rouba”, precisou Francisco - o poder salvador divino que existe em Cristo, que, sentindo que uma força que "saiu dele", tenta entender quem tenha sido. E quando a mulher, com tanta vergonha, se aproxima e confessa tudo, Ele diz a ela: "Filha, a tua fé te salvou":

“ Trata-se de duas histórias interligadas, com um único centro: a fé, e mostram Jesus como fonte de vida, como aquele que devolve a vida àqueles que confiam nele plenamente ”

O pai da menina e a mulher doente – explicou o Papa - não são discípulos de Jesus e ainda assim ficam tocados pela sua fé. Têm fé naquele homem:

A partir disso entendemos que todos são admitidos no caminho do Senhor: ninguém deve se sentir como um intruso, uma pessoa abusiva ou alguém que não tem direito. Para ter acesso ao seu coração, ao coração de Jesus, há apenas um requisito: sentir necessidade de cura e confiar n’Ele”.

E o Santo Padre questiona os presentes:

Eu pergunto a vocês: cada um de nós se sente necessitado de alguma cura? De qualquer coisa, de qualquer pecado, de qualquer problema? E se sente isto, tem fé em Jesus? São dois os requisitos para ser curado, para ter acesso ao seu coração: sentir-se necessitado de cura e confiar n’Ele”.

O Papa sabiamente observa que Jesus descobre essas pessoas em meio à multidão, “e as tira do anonimato, libertando-as do medo de viver e ousar”, e explica como Ele faz isto:

Ele faz isso com um olhar e com uma palavra que as coloca em caminho depois de tantos sofrimentos e humilhações".

“ Nós também somos chamados a aprender e a imitar essas palavras que libertam e esses olhares que restituem àqueles que são privados disto, o desejo de viver ”

Nesta página do Evangelho – explicou - os temas da fé e da nova vida que Jesus veio oferecer a todos se entrelaçam. “Jesus é o Senhor e, diante dele, a morte física é como um sono: não há motivo para desesperar-se. Outra é a morte da qual devemos ter medo: a do coração endurecido pelo mal!”:

“Ah, dela sim devemos ter medo! Quando nós sentimos ter o coração endurecido, o coração que se endurece e me permito a palavra: o coração mumificado. Devemos ter medo disto. Esta é a morte do coração. Mas mesmo o pecado, mesmo o coração mumificado, para Jesus nunca é a última palavra, porque Ele nos trouxe a infinita misericórdia do Pai. E mesmo que caíssemos, a sua voz suave e forte nos alcança: "Eu te digo: levanta-te!"”

É belo ouvir aquela palavra de Jesus dirigida a cada um de nós: “Eu te digo: levanta-te. Vai. Levanta-te, coragem. Levanta-te”. E Jesus restitui a vida à menina e restitui a vida à mulher curada: vida e fé às duas”.

Ao concluir o Papa pede para invocarmos a intercessão materna da Virgem Maria, “por nossos irmãos que sofrem no corpo e espírito”.

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Papa Francisco: glória e cruz sejam inseparáveis

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29 de junho de 2018

O Santo Padre presidiu na manhã desta sexta-feira, 29, na Praça de São Pedro, à solene celebração Eucarística por ocasião da Solenidade dos Apóstolos São Pedro e São Paulo.

Durante a cerimônia, o Papa entregou os Pálios sagrados aos 30 Arcebispos Metropolitanos nomeados durante o último ano, entre os quais um brasileiro: Dom Airton José dos Santos, arcebispo de Mariana (MG).

 

Tu és o Messias

Em sua homilia, Francisco retomou a Tradição Apostólica, perene e sempre nova, que acende e revigora a alegria do Evangelho. E precisamente sobre o Evangelho de hoje, pôs em realce a pergunta que Jesus fez aos seus discípulos: “E vós, quem dizeis que Eu sou?”. Tomando a palavra, Pedro respondeu: “Tu és o Messias”, o Ungido, o Consagrado de Deus. E o Papa disse:

“Muito me apraz saber que foi o Pai a inspirar esta resposta a Pedro, que via como Jesus “ungia” seu povo. Jesus, o Ungido que caminha, de aldeia em aldeia, com o único desejo de salvar e aliviar quem estava perdido: ungia os mortos, os enfermos, as feridas, o penitente. Unge a esperança! Assim, todo pecador, derrotado, doente, pagão se sentiam membros amados da família de Deus”.

 

Ir a todos os cantos

Como Pedro, disse o Papa, também nós podemos confessar, com os nossos lábios e o coração, não só o que ouvimos, mas também a nossa experiência concreta de termos sido ressuscitados, socorridos, renovados, cumulados de esperança pela unção do Santo. E acrescentou:

“O Ungido de Deus leva o amor e a misericórdia do Pai até às extremas consequências. Este amor misericordioso exige ir a todos os cantos da vida e chegar a todos, ainda que pudesse colocar em perigo o próprio “nome”, as comodidades, a posição, o martírio”.

 

Tentação à espreita

Perante este anúncio tão inesperado, Pedro reage a ponto de se tornar pedra de tropeço no caminho do Messias e até ser chamado “Satanás”. Contemplar a vida de Pedro e a sua confissão, afirmou o Papa, significa reconhecer as tentações que acompanham a vida do discípulo. Como Pedro, como Igreja, seremos sempre tentados pelos “sussurros” do maligno, que poderão ser pedra de tropeço para a nossa missão:

“Quantas vezes sentimos a tentação de ser cristãos, mantendo uma prudente distância das chagas do Senhor! Jesus toca a miséria humana; convida-nos a estar com Ele e a tocar os sofrimentos dos outros. Confessar a fé, com a boca e o coração, exige identificar os “sussurros” do maligno; discernir e descobrir as “coberturas” pessoais e comunitárias, que nos mantêm à distância do drama humano real, impedindo-nos de entrar em contato com a sua existência concreta”.

 

Não separar a glória da cruz

Jesus, frisou Francisco, sem separar a cruz da glória, quer resgatar seus discípulos e a sua Igreja dos triunfalismos vazios de amor, de serviço, de compaixão e de povo. Contemplar e seguir a Cristo exige deixar o nosso coração abrir-se ao Pai e a todos com quem Ele se identificou: Ele jamais abandona o seu povo! O Papa concluiu sua homilia, com a exortação:

“Confessemos com os nossos lábios e com o nosso coração que Jesus Cristo é o Senhor! Este é o nosso canto, que somos convidados a entoar todos os dias. Com a simplicidade, a certeza e a alegria de saber que a Igreja não brilha com luz própria, mas com a de Cristo: 'Já não sou eu que vivo, mas Cristo vive em mim'.”

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Hoje, Consistório para a criação de novos cardeais

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28 de junho de 2018

Nesta quinta-feira, 28 de junho, às 16h locais, (11 da manhã – horário de Brasília) na Basílica de São Pedro, o Papa Francisco preside o Consistório Ordinário Público para a criação de novos cardeais, imposição do barrete, entrega do anel e atribuição do título ou diaconato.

Já amanhã, sexta-feira, 29, às 9h30 locais (4h30, hora de Brasília), na Praça de São Pedro, o Papa abençoará os pálios sagrados, destinados aos novos arcebispos metropolitanos, e celebrará a Eucaristia da Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo. O Vatican News transmite os dois eventos, com comentários em português.

A Redação de Vatican News recebeu nesta quarta-feira a visita do arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta que conversou com Silvonei José sobre vários assuntos. Eis a íntegra da conversa transmitida também ao vivo pelas redes sociais.

O Papa Francisco anunciara este novo Consistório para a criação de 14 novos cardeais em 20 de maio de 2018, Domingo de Pentecostes. 11 deles são eleitores, com menos de 80 anos. Somam-se a estes outros três com mais de 80 anos.

 

Os novos cardeais são:

- Louis Raphael I Sako, patriarca de Babilônia dos Caldeus, Iraque; 

- Luis Ladaria Ferrer, jesuíta espanhol, desde 1º de julho de 2017  Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé;

- Angelo De Donatis, Vigário do Santo Padre para a Diocese de Roma, italiano;

- Giovanni Angelo Becciu, Substituto da Secretaria de Estado, italiano;

- Konrad Krajewsky, polonês, esmoleiro  pontifício;

- Joseph Coutts, arcebispo de Karachi, Paquistão;

- António dos Santos Marto, português, bispo de Leiria-Fátima;

- Pedro Ricardo Barreto Jimeno, jesuíta, arcebispo de Huancayo, Peru;

- Désiré Tsarahazana, arcebispo de Toamasina, Madagascar;

- Giuseppe Petrocchi, arcebispo de L’Aquila, Itália;

- Thomas Aquino Manyo Maeda, arcebispo de Osaka, Japão. 

Os três cardeais com mais de 80 anos, portanto não eleitores, que “se distinguiram por seu serviço à Igreja”, são:

- Sérgio Obeso Rivera, arcebispo emérito de Xalapa, México;

- Toribio Ticona Porco, prelado emérito de Corocoro, Bolívia;

- Padre Aquilino Bocos Merino, dos missionários claretianos, o único que não é bispo dentre as nomeações.

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