Comissão do Ano do Laicato tem reunião com Dom Odilo

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07 de dezembro de 2017

Em 29 de novembro, no Centro Pastoral São José, no Belém, o Cardeal Odilo Scherer realizou um encontro com o grupo referencial da comissão arquidiocesana do Ano Nacional do Laicato e os representantes de entidades laicais das seis regiões episcopais. 

Na ocasião, as duas linhas principais invocadas por Dom Odilo foram a de profundar a participação dos leigos na Igreja e na sociedade, notadamente na vida pública, de acordo com um grande esforço que tem partido da Pontifícia Comissão para a América Latina, da qual Dom Odilo é membro, para que ocorra essa transformação que urge ocorrer nos nossos países e ampliar, como um todo, a partir de um novo dinamismo e conversão missionários, o alcance das ações laicais.

Houve, ainda, momentos de reflexão e planejamento, de comum acordo, do programa básico a ser desenvolvido e dinamizado nas diversas comunidades da Igreja em São Paulo até o encerramento do Ano Nacional do Laicato. Conforme se pronunciou a Comissão arquidiocesana composta por oito integrantes, que são os animadores referenciais, o programa do Ano do Laicato para a Arquidiocese inclui seminários, vigílias, solenes celebrações litúrgicas, obras de misericórdia, com a participação das diversas expressões eclesiais e suas centenas comunidades, além do chamamento dos cristãos afastados. 

Dom Odilo ainda recordou que, segundo o tesouro da tradição, nunca pode ser esquecido na Igreja, tampouco nos objetivos deste Ano, o anúncio, a santificação e a caridade. A plena sintonia com o sínodo é, da mesma forma, condição sine qua non para o bom desenvolvimento do Ano. Ao final de duas horas, a Comissão referencial encarregou-se de encaminhar a Dom Odilo uma minuta das propostas para a programação básica do Ano, a ser definida e divulgada oportunamente.

 

(Com informações Marcelo Cypriano)

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11 padres e uma missão: testemunhar Cristo na cidade

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29 de novembro de 2017

Fez-se um grande silêncio na Catedral da Sé. O momento era de oração e gratidão a Deus pelos 11 diáconos ordenados presbíteros na Arquidiocese de São Paulo, no sábado, 25, às 15h. Primeiro o presidente da celebração, Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo e, em seguida, todos os padres concelebrantes, impuseram as mãos sobre aqueles que estavam sendo ordenados. Com a Prece de Ordenação, seguida da vestição, da unção das mãos e da entrega do pão e do vinho, os até então diáconos passaram a ser chamados, até o fim da celebração, de neossacerdotes.

Na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, a missa teve um rito próprio e foi concelebrada pelos bispos auxiliares e muitos outros sacerdotes, que puderam renovar suas promessas sacerdotais e acolher os novos irmãos no ministério. Enviados para as seis regiões episcopais da Arquidiocese, os neossacerdotes foram acolhidos com muita alegria por toda a comunidade de fiéis.

Chamados pelo nome, logo após a proclamação do Evangelho, os que estavam sendo ordenados responderam um forte e solene “presente” e aquele que, até então, era o responsável pela formação dos diáconos, o Reitor do Seminário de Teologia Bom Pastor, Padre Cícero Alves de França, pediu ao Pai: “Reverendíssimo Pai, a Santa Mãe Igreja pede que ordenes para a função de Presbíteros estes nossos irmãos.” O diálogo entre o Reitor e Dom Odilo continuou, até que todos responderam: “Graças a Deus!”

Durante a homilia, o Cardeal manifestou sua grande satisfação pela ordenação sacerdotal. “Quero manifestar minha alegria por esta celebração de novos sacerdotes para nossa Arquidiocese. Naturalmente, é fruto da graça de Deus. É Deus que chama à vocação e dá força para perseverar. Fruto, também, de uma resposta generosa de vocês que, tendo ouvido o chamado de Deus, se apresentaram diante da Igreja para receberem a formação e se encarregarem de servir o povo de Deus como presbíteros. É também fruto do trabalho de muitas pessoas. Desde os familiares e as comunidades que os apoiaram, os padres e professores que trabalham no Seminário. É fruto, igualmente, da generosidade do povo de Deus, que apoia de muitas formas, às vezes sem nem mesmo saber, quer com orações quer com a ajuda para manter o seminário. Por isso, hoje quero dizer a todos um muito obrigado por todo o apoio e ajuda na formação dos novos sacerdotes e pedir que continuem apoiando.”

Na Solenidade, já com a liturgia que encerrou o ano litúrgico e, na Igreja no Brasil, abriu oficialmente o Ano Nacional do Laicato, Dom Odilo disse ainda que tipo de reino é aquele que Jesus veio trazer à terra. “O Evangelho nos apresenta Cristo Rei Pastor, Cristo Rei Juiz, aquele chamado para levar ao mundo a misericórdia de Deus. Os ministros ordenados devem anunciar a grande esperança, da participação com Cristo no seu Reino. Somos anunciadores da Boa Nova, da Esperança. O Papa Francisco tem recordado que devemos ser ministros da Esperança, bem como todo o povo de Deus. Devemos anunciar ao mundo a esperança, que vem do Evangelho e da nossa fidelidade às promessas de Deus.”

Com a comunidade

A pequena Ana Ligia, de 9 meses, estava no colo do pai, Tiago Lima; enquanto a Maria Clara, 2, e a Gabriele, 5, estavam sentadas no chão da Catedral, perto do presbitério com a mãe Débora Lima. A família veio participar da celebração em que o amigo e padrinho de casamento, Christopher Velasco, foi ordenado sacerdote. “Os pais do Christopher eram os coordenadores do grupo de Jovens Anjos da Vida e, por isso, o conhecemos desde que ele tinha 7 anos. Nós nos aproximamos muito da família dele. Estávamos esperando este momento para batizar, no dia 20 de janeiro, a Ana Lígia”, contou à reportagem Tiago, que estava presente no momento em que Christopher anunciou que entraria no seminário e também na celebração de ordenação diaconal.

Padre Valeriano dos Santos, Diretor da Faculdade de Teologia da PUC-SP, salientou a importância do momento para toda a Igreja. “Eles são ordenados para enriquecer nossa Igreja, atender as necessidades pastorais e constituir mais uma força no clero, porque, como Dom Odilo frisou, a fraternidade sacerdotal é muito importante. Todos os padres impuseram as mãos e abraçaram os novos sacerdotes”, afirmou à reportagem.

Emília Delfina é Coordenadora dos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão na Catedral da Sé, grupo do qual participa há mais de 40 anos. “Durante o Ano da Misericórdia, fiquei bem próxima do José Edson e recordo-me, perfeitamente, do dia do velório de Dom Paulo Evaristo Arns [1921-2016], quando ficamos mais de 24 horas aqui. Ele é sempre muito disponível e alegre”, disse Emília, enquanto se vestia para participar de mais uma celebração de ordenação presbiteral, dentre tantas outras que já serviu como Ministra.

Vânia Lúcia da Silva, por sua vez, participou pela primeira vez de uma missa “tão emocionante”, como ela mesma disse. Junto ao esposo e aos filhos, Alice, de 3 anos, e João Miguel, de 1 ano e 8 meses, Vânia faz parte da Comunidade Católica Voz
dos Pobres e conhece há muitos anos Rodrigo Moraes, que também foi ordenado naquela tarde.

Uma grande família

Muitas famílias foram à Catedral no dia 25: crianças de todas as idades, idosos, pais, mães e amigos dos novos padres. Em muitos momentos, houve palmas e expressões de alegria, demonstrando que a missa é uma grande ação de graças, principalmente pelo grande dom dado por Deus de continuar chamando para o Seu serviço pessoas dispostas a doar a vida como presbíteros ordenados.

“Foram nove anos e não nove dias. E eu estou feliz, porque foi isso que ele escolheu e abracei a causa, desde o início. Desde os 7 anos de idade, ele participa da Paróquia Santa Cruz de Itaberaba. Sempre percebi que ele poderia seguir este caminho. O Rodrigo tem uma personalidade forte e, por isso, sempre acreditei que ele ia perseverar no caminho. Ter, hoje, um filho sacerdote é uma honra, uma graça de Deus”, disse Maria do Carmo de Moura, 57, mãe de Rodrigo Felipe da Silva. Ela veio de Pernambuco para São Paulo, em 1979. Casouse e teve dois filhos, Érica Felipe da Silva, 34, e Rodrigo, 29.

Padre José Edson Santana Barreto agradeceu, em nome dos neossacerdotes, a presença de todos e falou sobre a graça da vocação sacerdotal. “Queremos louvar o dom de termos sidos agraciados com a certeza de que Deus nos chama para esta
vocação sublime. Configurados com Cristo Sacerdote, queremos viver a doação de nossas vidas às ovelhas a nós confiadas”, disse, lembrando, ainda, todos os que colaboraram para que eles pudessem chegar à ordenação.

O rito

O segundo grau da Ordem é o presbiteral, denominado também por sacerdotal. A ordenação presbiteral ou sacerdotal é constituída por seis partes: eleição do candidato; homilia; propósito do eleito; ladainha; imposição das mãos e prece de ordenação; unção das mãos e entrega da patena e do cálice. O rito de ordenação presbiteral é realizado dentro da missa, logo após a Liturgia da Palavra.

• Eleição do Candidato
O Diácono chama o ordenando, com as seguintes palavras: “Queira aproximar-se o que vai ser ordenado presbítero”. Em pé, o candidato coloca-se diante do Bispo, como sinal de prontidão, dizendo: “Presente”. O Bispo, então, interroga se o candidato é digno deste ministério. O Presbítero declara com convicção, após ter averiguado junto ao povo de Deus e ouvido os responsáveis, ser testemunha de que este candidato foi considerado digno. Tendo esta resposta, o ordenante diz: “Com o auxílio de Deus e de Jesus Cristo, nosso Salvador, escolhemos este nosso irmão para a Ordem do Presbiterado”. E todos dizem: “Graças a Deus”.

• Homilia
• Propósito do Eleito
Após a homilia, o eleito, em pé, responde às interrogações feitas pelo Bispo com um decidido “Quero!”. O Bispo conclui, dizendo: “Deus, que te inspirou este bom propósito, te conduza sempre mais à perfeição”.

• Ladainha

• Imposição das mãos e Prece de Ordenação

Esta parte decorrente é tida como aquela que, no silêncio do coração, o Bispo e todos os Presbíteros presentes pedem a Deus pelo ordenando. Este, estando de joelhos, em silêncio, recebe a imposição das mãos do Bispo sobre sua cabeça e, posteriormente, as dos Presbíteros.

• Unção das mãos e entrega do pão e do vinho
O eleito é revestido com a estola sacerdotal e a casula. Em seguida, de joelhos, a palma das mãos do ordenado é ungida pelo Bispo com o óleo do Crisma. Os fiéis trazem o pão na patena e o vinho e a água no cálice, para a celebração da missa.
Por fim, o Bispo e o colégio dos presbíteros presentes o abraçam.
A missa prossegue.

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Arquidiocese festeja o tricentenário de Nossa Senhora Aparecida

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12 de outubro de 2017

A devoção a Nossa Senhora Aparecida levou centenas de fiéis ao Largo Santa Ifigênia na manhã desta quinta-feira, 12, para festejar o tricentenário do encontro da imagem da Padroeira do Brasil, em missa campal presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano.

A imagem de Nossa Senhora Aparecida chegou ao largo às 9h15, trazida em carreata, após ter percorrido 11 cidades paulistas, por meio do projeto Tietê Esperança Aparecida, que, desde 2004, tem o propósito de alertar para a responsabilidade comum pelo zelo do rio Tietê. Na chegada à Capital Paulista, na manhã de hoje, a imagem peregrina foi acolhida pelo Cardeal no Mosteiro da Luz e depois por devotos na Ponte do Piqueri, na zona Noroeste da cidade.

Dom Odilo, na homilia, enfatizou que Nossa Senhora Aparecida intercede pelo povo brasileiro e pela Igreja, e que sempre a súplica a Ela dirigida chega a Deus. “Não podemos imaginar a Igreja sem a Mãe de Jesus. Quem recorre à Mãe de Jesus está com Ele”, disse, comentando, ainda, que Maria, como catequista e evangelizadora, intercede por todos e ajuda a seguir no caminho que leva a Cristo.

O Cardeal lamentou, de modo enfático, os recentes episódios em que imagens de Nossa Senhora e de santos tenham sido profanadas, especialmente nas situações consideradas como arte. “A profanação ofende a Deus e às pessoas que creem, não podemos aceitar”, comentou, criticando, também, situações em que o desrespeito envolve o uso de crianças por pessoas adultas. Nesse sentindo, exortou aos pais: “Não terceirizem seus filhos! Vocês são os primeiros educadores deles”.

Após a comunhão, o Arcebispo rezou para que pela intercessão da Padroeira do Brasil sejam superadas toda a corrupção e as demais chagas morais que afetam o País.

Ao final da missa, Dom Odilo anunciou a criação do Santuário Arquidiocesano de Nossa Senhora Aparecida, na Igreja Nossa Senhora Aparecida no bairro do Ipiranga, ato que será oficializado com missa ainda na tarde desta quinta-feira, neste templo localizado na rua Labatut, 781, na zona Sul da cidade.

Procissão

A festa dos 300 anos de Nossa Senhora Aparecida seguiu após a missa com uma procissão com a imagem, que partiu do Largo Santa Ifigênia até o Vale do Anhangabaú. Durante o trajeto, marcado por cânticos e orações marianas, houve uma parada no Mosteiro de São Bento para uma prece pelos religiosos.

Quase duas horas e meia após o início da missa e, ainda sob o sol forte, as atividades foram concluídas no Vale do Anhangabaú, com a reza do Ato de Consagração a Nossa Senhora Aparecida, consagrando a Arquidiocese à Padroeira do Brasil. O Arcebispo também pediu à Virgem Maria que interceda pelo bom êxito do sínodo arquidiocesano. 

LEIA A REPORTAGEM COMPLETA NA PRÓXIMA EDIÇÃO DO O SÃO PAULO

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Há 100 anos sob a intercessão de Nossa Senhora da Saúde

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28 de setembro de 2017

A Paróquia Nossa Senhora da Saúde, da Arquidiocese de São Paulo, comemora em 2017 seu centenário. Localizada no bairro da Saúde, ao lado do Metrô Santa Cruz, na zona sul de São Paulo, a Paróquia foi erigida canonicamente no dia 19 de abril de 1917 e dedicada à Nossa Senhora da Saúde, devoção portuguesa iniciada no século XVI.

Em entrevista ao jornal O SÃO PAULO, Frei Adilson Miranda, que está na Paróquia desde 2016, contou a história da construção da atual igreja e falou sobre as diferentes pastorais e grupos que a compõem hoje. Natural de Belém (PA), o Frei pertence à Ordem dos Agostinianos Recoletos e é o 17º pároco da Nossa Senhora da Saúde.

Os Agostinianos Recoletos chegaram no Brasil em 1899 e desembarcaram em Santos (SP). “Muitos frades vieram para o Brasil quando foram expulsos das Ilhas Filipinas. Anteriormente, no século XVI, houve agostinianos na Bahia, mas depois eles acabaram saindo do País para voltar somente no século XIX”, comentou Frei Adilson.

“No bairro da Saúde, eles instalaram-se no dia 1º de abril de 1916 e assumiram uma pequena capela que se chamava ‘Capela de Santa Cruz’. Com o aumento da população e do número de fiéis na Paróquia, perceberam que era preciso começar a construção de uma nova igreja, cujas paredes foram sendo levantadas em torno da pequena capela.

A pedra fundamental da nova igreja, que comporta cerca de 500 pessoas, foi colocada no dia 4 de maio de 1928, e as obras só terminaram em 1959, com a colocação do altar-mor e do restante do presbitério”, contou o Religioso.

Quando foi construída, as únicas igrejas que existiam na região eram a Catedral da Sé e a Paróquia Santa Generosa. Outras igrejas que hoje são também paróquias pertenceram à Nossa Senhora da Saúde, como a Santo Inácio de Loyola, a Santa Margarida Maria e a Santa Rita de Cássia, todas na região da Vila Mariana.

A devoção

A devoção a Nossa Senhora da Saúde teve início em Portugal, na época da peste negra, no século XVI, quando morreram muitas pessoas no país. O dia 20 de abril foi escolhido como data para celebrar Nossa Senhora da Saúde, após o episódio em que um coveiro, enquanto abria covas para os muitos mortos pela peste, encontrou, na terra, uma pequena imagem de Nossa Senhora. No ano seguinte, em 1570, o número de mortes foi diminuindo gradativamente, até acabar.

“Em São Paulo, havia muitos portugueses e, além disso, estávamos no contexto da Primeira Guerra Mundial e da Gripe Espanhola, quando morreram muitas pessoas, inclusive padres. Esses fatores contribuíram para que a devoção crescesse na cidade”, explicou o Frei.

A imagem que está no altar na Paróquia Nossa Senhora da Saúde foi trazida de Portugal, e a festa da Padroeira é celebrada no dia 15 de agosto. Ao lado da Imagem da Padroeira, estão outros santos agostinianos, como Santo Agostinho e Santa Mônica, além de Santo Tomás de Vila Nova e Santa Isabel de Portugal.

Pertença

No boletim paroquial publicado no mês de maio de 2012, por ocasião do aniversário de 95 anos, paroquianos e pessoas que participam da Paróquia há muitos anos deram seu testemunho. Emídio Borges Gomes, por exemplo, participa da Paróquia desde a década de 1950, quando passando em frente à igreja, ele, por curiosidade entrou e, desde lá, nunca mais deixou de frequentá-la. Depois de casado, começou a ir às missas aos domingos com a esposa e os filhos e a participar ainda mais da vida paroquial, através da Conferência Vicentina.

“Vi o sofrimento de alguns pobres morando em péssimas condições, em cortiços. Sob a orientação dos freis, mensalmente distribuíamos leite e sacolas com alimentos”, contou Emídio, que hoje é membro da Pastoral da Liturgia e do canto, além da Fraternidade Secular Agostiniana.

A Paróquia hoje

A Paróquia Nossa Senhora da Saúde mantém um grande número de pastorais, associações e movimentos. Um deles, relacionado à Padroeira, é o serviço Pastoral da Saúde, que conta com atendimento de profissionais voluntários que oferecem atendimento às pessoas carentes, que precisam de algum cuidado médico.

Nesse sentido, há nas dependências da igreja, atendimento odontológico, que ocorre quinzenalmente, aos sábados, das 8h30 às 11h30; atendimento psicológico, que é de responsabilidade de psicólogas que atendem todas as quartas-feiras, no período da manhã e a tarde, a partir das 16h, e aos sábados, às 9h; e uma farmácia, que distribui medicamentos para pessoas de baixa renda, mediante apresentação de receita médica. A distribuição acontece nas terças-feiras, das 14h às 16h, e os remédios são doados por laboratórios, médicos e particulares.

Outro serviço prestado à comunidade é a celebração da missa, diariamente, às 20h. “Em geral, essa missa tem muita participação, pois as pessoas que trabalham até mais tarde ou aquelas que tem algum compromisso aos domingos, podem participar”, disse Frei Adilson.

Pastorais como a Catequese ou Grupos como a Legião de Maria e o Apostolado da Oração fazem parte da vida da Paróquia, bem como aquelas que pretendem prestar serviços às pessoas mais necessitadas, como é o caso das ‘Artesãs de Santa Rita’, que realizam pinturas, bordados e costuras e montam enxovais para bebês cujas mães passam por dificuldades financeiras. Alfabetização de adultos, serviço de escuta, a Pastoral da Comunicação (Pascom) e uma livraria paroquial fazem parte do grande número de serviços comunitários da Paróquia.

Centenário

Como parte das comemorações do centenário, celebrou-se, no dia 7 de maio, um missa solene de abertura, presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano e, segundo o Pároco, “todas as festas estão sendo celebradas motivadas pelo centenário”. Um novo projeto de iluminação da igreja foi iniciado e, para outubro, está prevista uma mostra de fotografias.

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Sínodo será destaque no mês missionário das paróquias

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28 de setembro de 2017

Em outubro, Mês das Missões, as paróquias e comunidades da Arquidiocese de São Paulo são convidadas a realizar encontros de motivação dos fiéis para o primeiro sínodo arquidiocesano. Para isso, a Comissão de Coordenação Geral do sínodo está preparando um roteiro de três encontros paroquiais.
O primeiro encontro proposto é uma celebração reunindo toda a comunidade paroquial, na qual o pároco fará o envio dos fiéis para realizarem mais dois encontros em pequenos grupos sobre o significado do sínodo, a partir do tema, lema, hino e logotipo do caminho sinodal.
Para o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, a atividade do mês missionário visa apresentar o sínodo às pessoas e multiplicar os animadores paroquiais para a realização dos trabalhos do sínodo na base, que começam em fevereiro de 2018. Ainda de acordo com o Arcebispo, essa etapa deve envolver o máximo de membros de cada paróquia, agentes de pastorais, movimentos, novas comunidades e mesmo aqueles que não participam ativamente da vida eclesial.

Nova formação para animadores


Para que o sínodo, de fato, alcance a totalidade das paróquias, comunidades e áreas pastorais da Arquidiocese, será realizada no dia 7 de outubro, das 8h30 às 13h, no Centro Pastoral São José (avenida Álvaro Ramos, 366, Belém) uma nova edição do encontro de formação de animadores paroquiais, para os representantes das paróquias que não participaram do encontro realizado no dia 16. A atividade também será aberta aos agentes de pastoral e outros membros de paróquias
que já estivram na formação e estejam interessados em participar.
A Comissão de Coordenação geral do sínodo também está trabalhando na elaboração do material que servirá de base para os trabalhos do sínodo nas paróquias. De acordo com Dom Odilo, é importante que os paroquianos compreendam que na paróquia deve acontecer a vida e a missão da Igreja, resumida em três grandes dimensões: “anúncio do Evangelho, oração, adoração de Deus; celebração dos mistérios da salvação; e testemunho da vida nova que brota da fé no Evangelho
de Cristo e da ação do Espírito Santo”.

Conforme o artigo de Dom Odilo publicado nesta edição do O SÃO PAULO, na fase paroquial do sínodo arquidiocesano deverá acontecer a reflexão sobre a realidade eclesial e social, à luz da Palavra de Deus. No segundo momento dessa etapa da base, haverá um levantamento da realidade social e religiosa.

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Detran adota nova medida para combater fraudes

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19 de setembro de 2017

Desde a segunda-feira, 18, o Detran de São Paulo adota uma nova medida para combater fraudes nas autoescolas. Elas terão que utilizar um equipamento de leitura biométrica com reconhecimento do “dedo vivo”, ou seja, o dedo humano para atestar a presença dos alunos nas aulas teóricas e práticas para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação.

 

O objetivo é evitar que os candidatos a motorista burlem a fiscalização de frequência de aulas nas autoescolas. Evitando um tipo de fraude em que as autoescolas registram a presença por meio de moldes dos dedos, feitos em silicone, de “alunos fantasmas”, que não frequentam as aulas e só pagam propina para garantir a Carteira.  

 

O novo aparelho tem a mesma função do antigo que é a identificação pelas digitais. A diferença é que ele também reconhece a temperatura do corpo, o batimento cardíaco e a textura da pele. E recusa digitais impressas em papel, silicone ou borracha como as usadas pelos fraudadores.

 

Mais do que coibir as fraudes, o esforço das autoridades é conscientizar que o candidato a motorista, na verdade, vai aprender nas aulas a dirigir e a preservar vidas.

(Com informações de G1)

 

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Missa solene marca os 63 anos de dedicação da Catedral da sé

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06 de setembro de 2017

Por ocasião da solenidade litúrgica dos 63 anos da dedicação da Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Assunção, a Catedral da Sé, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, presidiu missa na Igreja-Mãe da Arquidiocese, na terça-feira, 5, às 12h, tendo entre os concelebrantes o Padre Luiz Eduardo Baronto, Cura da Catedral da Sé.

Dom Odilo, na homilia, afirmou ser aquele dia muito importante para a Arquidiocese de São Paulo, em especial para a Catedral da Sé. “Após ter sido construída, foi dedicada, consagrada, ao ponto de ser lugar de Deus no meio de nós, ser também lugar da família de Deus na comunidade da Igreja. A Catedral é a Igreja-Mãe, a partir da qual se irradia para toda a Arquidiocese a ação da Igreja, a evangelização, mas também a ação sacramental, a ação da caridade”, afirmou.

O Arcebispo ressaltou, ainda, que Cristo é a rocha inabalável que sustenta a Igreja e todos os fiéis são as pedras vivas que fazem parte da edificação do templo de Deus. “Nossas igrejas são imagens, sinal verdadeiro do Templo, daquele que habita o Templo, que é Deus, que é Jesus Cristo Salvador. É a quem nós procuramos quando entramos na igreja e entramos no templo”, comentou o Arcebispo. 

Dom Odilo afirmou, também, que as igrejas devem ajudar a todos a perceberem que Deus habita a cidade de São Paulo. “Por isso, o aniversário de dedicação da Catedral, como também das outras igrejas, sempre nos recorda essa verdade: nós devemos ser sinal de Deus no meio da cidade. Devemos ser de maneira eloquente. Deus é bonito, Deus é bom, Deus é amor, Deus traz o que é bom para a humanidade, para a cidade. Nós devemos ter Deus como referência para os nossos momentos de dor, de busca, e Deus também deve ser reconhecido como referência para os momentos da misericórdia, do perdão, da reconciliação e da caridade”, disse.

 

História

A Catedral da Sé foi inaugurada em 25 de janeiro de 1954, no dia da comemoração do IV centenário de fundação da cidade de São Paulo, e solenemente dedicada em 5 de setembro daquele ano, durante o I Congresso Nacional da Padroeira do Brasil, realizado na Capital Paulista e em Aparecida (SP). A dedicação foi feita pelo Cardeal Adeodato Givanni Piazza, enviado pontifício para o Congresso da Padroeira.

A construção do templo, porém, começou bem antes. Em 1912, a pedra fundamental da Catedral da Sé foi colocada por Dom Duarte Leopoldo e Silva, então Arcebispo Metropolitano. A inauguração deveria acontecer em 1922, mas a falta de verbas e a as duas guerras mundiais dificultaram as importações dos materiais de construção.

A Catedral da Sé tem 111 metros de comprimento, 46 metros de largura e 65 metros de altura (com exceção das torres). O estilo neogótico do templo é considerado peculiar, devido ao ecletismo de seus estilos arquitetônicos. Nas colunas alçadas a 70 metros de altura, encontram-se elementos típicos da fauna e da flora de brasileiras, como ramos de café, o tamanduá-bandeira, o tatu- bola e a coruja, que contrastam com grandes personagens do século XX, da história da Catedral e da história universal.

(Colaborou: Júlia Cabral)
 

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‘Quando vai começar o sínodo?’

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02 de setembro de 2017

Essa tem sido uma pergunta recorrente em toda a Arquidiocese de São Paulo. E a resposta é: o sínodo já começou. Desde que o sínodo foi convocado pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, na Solenidade de Corpus Christi deste ano, começaram os muitos trabalhos de preparação, que envolvem, por exemplo, as elaborações de questionários às paróquias e de roteiros, além da estruturação de equipes que trabalharão diretamente com o sínodo.

Também já está sendo finalizado o hino do sínodo. A oração já foi elaborada e todos na Arquidiocese de São Paulo são convidados a rezá-la para o bom êxito do sínodo. Em breve, quem ainda não está participando ativamente do sínodo, encontrará muitas ocasiões para isso até 2020.
 
Você tem dúvidas sobre o sínodo arquidiocesano?Envie sua pergunta para osaopaulo@uol.com.br
Acompanhe também os boletins semanais sobre o sínodo na rádio 9 de Julho: às quintas-feiras, nos programas “Igreja em Notícias”, das 7h30 às 8h, e “Ciranda da Comunidade”, das 18h30 às 19h

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‘Qual a real necessidade de um sínodo para a Igreja em São Paulo?’

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30 de agosto de 2017

O sínodo é uma forma de reunião na Igreja, muito presente a partir do Concílio Vaticano II. A Igreja deseja reunir o povo de Deus para discutir, aprofundar temas e caminhos para a nova evangelização. Ao longo dessa caminhada do sínodo arquidiocesano, têm surgido algumas perguntas, e uma delas é sobre a real necessidade desse tipo de reunião para a Igreja em São Paulo.

Muitas outras dioceses do mundo têm realizado sínodos com a finalidade de aprofundar a própria identidade e também de traçar novos rumos para a evangelização. Essa é a primeira vez que a Arquidiocese de São Paulo realiza um sínodo, e a sua necessidade reside na própria realidade desta grande cidade e desta grande Arquidiocese, com um povo de Deus sempre a caminho, engajado, trabalhando e evangelizando, que deve compreender melhor a própria realidade.

Todos são convidados a se informar sobre o sínodo arquidiocesano para participar bem e para que haja ampla compreensão da realidade para traçar caminhos futuros.

 

Você tem dúvidas sobre o sínodo arquidiocesano?Envie sua pergunta para osaopaulo@uol.com.br 

Acompanhe também os boletins semanais sobre o sínodo na rádio 9 de Julho: às quintas-feiras, nos programas “Igreja em Notícias”, das 7h30 às 8h, e “Ciranda da Comunidade”, das 18h30 às 19h

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‘Os padres não caem do céu, surgem da comunidade’

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11 de agosto de 2017

Na missa da Festa da Transfiguração do Senhor, na Catedral da Sé, no domingo, 6, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, conferiu os ministérios de Leitor e Acólito a um grupo de seminaristas da Arquidiocese. A celebração marcou o início do mês das vocações no Brasil, cujo primeiro domingo recorda a vocação para os ministérios ordenados.

A missa foi concelebrada por padres formadores do Seminário Arquidiocesano Imaculada Conceição e pelo Coordenador da Pastoral Vocacional, Padre Messias de Moraes Ferreira.

O Leitorato foi conferido aos seminaristas Àlvaro Moreira Gonçalves, Eldino José Pereira, Francisco Ferreira da Silva, Jonathan Aparecido Lopes Gasques e Sulliver Rodrigues do Prado. Já aos seminaristas Benedito Aparecido Maria de Borba, Fabio Nunes dos Santos, Hernane Santos Modena e Luiz Carlos Ferreira Tose Filho foi conferido o Acolitato.

 

Chamado ao serviço

Na homilia, Dom Odilo explicou que os ministérios recebidos pelos seminaristas são um primeiro chamado ao serviço no processo formativo que antecede a ordenação. “Os ministros leitores são encarregados de ajudar a Igreja a realizar a parte mais importante da sua missão: o anúncio da Palavra de Deus... Na celebração, na pregação, mas de muitas outras formas: na Catequese, nos cursos de formação cristã, na leitura bíblica, nos retiros, nas missões. Tudo isso é evangelizar”, afirmou. 

Quanto ao ministério dos acólitos, o Cardeal ressaltou que não se resume ao serviço do altar, mas ao serviço daquilo que se celebra no altar, o mistério central da redenção: Jesus que continua a se doar pela humanidade. “Os acólitos, ajudando os sacerdotes a bem celebrar, ajudam o povo de Deus a se oferecer a Cristo no altar. Os acólitos estão em função da Eucaristia, a serviço do culto eucarístico”. 

Dom Odilo pediu, ainda, a toda a comunidade que sempre reze pelas vocações, pelos seminaristas, pelos padres e diáconos, para que, “com a graça de Deus, com a ajuda de todos e com o próprio esforço e a resposta de cada um ao chamado de Deus, possam realizar bem a sua vocação, seu serviço a Deus e aos irmãos na Igreja”. O Arcebispo também reforçou o pedido para sempre rezarem pelo ministério dos bispos e do Papa. “Nós também somos sacerdotes, precisamos da oração de todos”, acrescentou. 

O Cardeal Scherer recordou, ainda, os 13 diáconos seminaristas da Arquidiocese que estão realizando uma experiência missionária na Amazônia e no Nordeste nos meses de julho e agosto e que, no final de novembro, serão ordenados sacerdotes.

 

Oração nas paróquias

Dom Odilo agradeceu as paróquias que realizam um trabalho de promoção vocacional. “Os padres não caem do céu, surgem da comunidade. O Papa São Joao Paulo II dizia que a vocação é uma resposta de Deus providente a uma comunidade orante, que pede. ‘Pedi ao Senhor da messe que envie operários’. Deus ouve e chama”, disse. 

“Que bom seria se em cada comunidade e paróquia houvesse vocacionados. Precisamos trabalhar muito para isso. Será que Deus parou de chamar? Deus continua a chamar. Talvez nós estejamos um pouco distraídos e não ouvimos o chamado ou não o acolhemos devidamente”, completou o Arcebispo.

No final da celebração, agentes da Pastoral Vocacional depositaram flores na imagem de Nossa Senhora, Mãe das Divinas Vocações, e um dos jovens vocacionados fez uma saudação a Dom Odilo. 
 

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