‘Por que o sínodo só vai acabar em 2020?’

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21 de novembro de 2017

A construção de uma casa não é um processo rápido, mas exige preparação e tempo. Podemos, assim, fazer uma comparação com o processo sinodal. Quando vamos construir, é preciso, antes de tudo, ter um terreno e elaborar um projeto. Depois, é necessário fazer as fundações, levantar as colunas, assentar os tijolos, cobrir com telhado, dar o acabamento e, enfim, inaugurar a casa nova. É um processo longo, e quanto maior a casa, mais preparação e mais tempo.

O sínodo é como uma grande casa em construção, que exige uma boa preparação e etapas bem definidas. Por isso, a exigência do trabalho em etapas. Neste ano, estamos na fase de preparação e elaboração do material de trabalho. A Comissão do sínodo e a Secretaria Geral estão em plena atividade, e já enviaram para as paróquias grande quantidade de material, que também já está disponível no portal da Arquidiocese, na página do sínodo. 

Nos próximos anos, o trabalho será o de construção propriamente dito. Em 2018, as paróquias vão receber o material para a formação e preparação das suas assembleias, e podemos comparar essa etapa como o lançamento das fundações e colunas. No ano seguinte, 2019, será a vez das regiões episcopais, que a partir das orientações da Secretaria Geral vão realizar suas assembleias, como que construindo as paredes e a cobertura. A conclusão de tudo isso, como um acabamento, vai acontecer em 2020 na grande assembleia sinodal, com a participação dos delegados. Dessa forma, ainda que aparentemente pareça ser um tempo grande, o processo sinodal é exigente e demanda empenho e disposição da parte de todos.

 

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Plano de Pastoral e sínodo andarão juntos

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21 de novembro de 2017

Para avaliar o primeiro ano de vigência do 12º Plano Arquidiocesano de Pastoral e pensar nas iniciativas para os anos subsequentes, já tendo em conta a realização do 1º sínodo arquidiocesano, os coordenadores das pastorais, movimentos, novas comunidades, padres, bispos auxiliares e o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, participaram no sábado, 11, da Assembleia Arquidiocesana de Pastoral, no auditório da Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação (Fapcom), na zona Sul da cidade. 

“A obra da Igreja não é de uns poucos heróis, é de uma comunidade toda, é de muitos colaboradores do Senhor, que têm em comum a fé em Cristo e o entusiasmo no Evangelho”, disse o Cardeal Scherer, durante a oração inicial e partilha sobre a Palavra de Deus. 

 

Urgências da evangelização

Dom Odilo, nas reflexões iniciais, estimulou que as paróquias, organizações pastorais, movimentos, associações de fiéis e congregações realizem uma autoavaliação sobre o quanto têm levado em conta as seis urgências da evangelização apresentadas no 12º Plano. 

O Arcebispo, ao recordar cada uma das urgências, destacou que a Igreja deve manter-se em estado permanente de missão, ser casa da iniciação à vida cristã, sempre animada pela Palavra de Deus, uma comunidade de comunidades (feita de discípulos de Jesus), uma família de famílias, e também misericordiosa para a vida plena de todos. 

Ao falar sobre a sexta urgência do 12º Plano – “Igreja – Família de famílias” -, Dom Odilo ressaltou que a Igreja deve ter um rosto de família, sendo uma comunidade fraterna, e precisa atuar não apenas para socorrer as famílias em necessidade, mas estimular a “Igreja doméstica”, célula básica da comunidade eclesial.

 

Caminho sinodal 

Dom Odilo também lembrou aos participantes da Assembleia sobre o caminho sinodal da Arquidiocese, cuja a etapa preparatória está sendo vivenciada e as demais ocorrerão em 2018, nas paróquias; em 2019, no âmbito das regiões episcopais e vicariatos; e em 2020, com diferentes momentos da assembleia arquidiocesana do sínodo.

O Cardeal reforçou que todos na Arquidiocese são chamados a participar do sínodo, que será, segundo ele, um caminho de comunhão, conversão pastoral e renovação missionária, para responder melhor às situações e urgências da Igreja em São Paulo.  

“O sínodo tem como objetivo uma grande tomada de consciência de como estamos, e a partir disso deverão aparecer as realidades, mostrando onde há lacunas, falhas e o que precisa ser melhor orientado. Talvez apareça que seja preciso rever as estruturas que já não estão mais funcionando ou dando frutos para a evangelização, e que, assim, devem ser substituídas por outras mais eficazes”, afirmou. 

Dom Odilo ressaltou, ainda, que o sínodo de modo algum anulará o que está delineado no 12º Plano: “O sínodo e o Plano de Pastoral andarão juntos: o sínodo vai ajudar para que aquilo que se diz no Plano seja, de fato, trabalhado mais e que possa marcar mais profundamente a vida da Igreja em São Paulo. No sínodo, as urgências pastorais não estarão de lado, elas estarão no centro das preocupações. Esperamos que o sínodo nos ajude a um novo sentir da nossa Igreja em São Paulo, para que todos se sintam parte dessa obra, se sintam discípulos-missionários e, por isso mesmo, envolvidos no grande trabalho de evangelização, da missão da Igreja em São Paulo”. 

 

Um sínodo Pastoral 

Após a fala do Cardeal, os representantes das regiões episcopais e vicariatos relataram os enfoques das ações realizadas em 2017 e as perspectivas para 2018 (leia um resumo no box ao lado), com destaque para maior atenção às famílias e a vivência do Ano Nacional do Laicato.

Na sequência, divididos em 15 grupos, os participantes pensaram em sugestões para a vivência do sínodo nas paróquias, tendo em conta as urgências do 12º Plano de Pastoral.

“Nós vamos trabalhar nos níveis das coordenações pastorais as conclusões da Assembleia e também trabalhar todas essas questões das discussões dos grupos em vista de organizarmos a etapa do sínodo no ano que vem nas paróquias”, disse, ao O SÃO PAULO , o Padre Tarcísio Marques Mesquita, Coordenador-Geral do Secretariado Arquidiocesano de Pastoral, destacando, ainda, que o caminho sinodal enriquecerá o 12º Plano.

Na conclusão da Assembleia, Dom Odilo agradeceu pelas sugestões apresentadas nos grupos e disse que ao final da caminhada sinodal as indicações de ação deverão ser colocadas em prática. “O sínodo não está pronto, está no começo. O sínodo é uma grande busca, um caminhar juntos. Só não tenhamos ilusões: o sínodo não vai mudar os Dez Mandamentos, não vai mudar o Evangelho, não vai mudar o Catecismo. O nosso sínodo é pastoral. Olharemos e refletiremos sobre a realidade pastoral, sobre como está nossa Igreja em São Paulo diante das realidades que temos pela frente. Vamos ouvir a voz do Espírito Santo sobre o que temos e sobre nossa missão para nos dispormos a uma nova ação. Portanto, o sínodo deve ajudar a dar indicações, a partir de tantas reflexões, para um caminho novo de evangelização eficaz em nossa Arquidiocese”, concluiu. 

(Colaboraram: Jenniffer Silva e Flavio Rogério Lopes)
 

 


Atuações e preocupações dos vicariatos e regiões episcopais 

Regiões

Belém: Tem se constatado a vivência da Igreja em saída na maioria das paróquias, o aumento das comissões de vida cristã, atividades de formação bíblica em 56% das paróquias e fortalecimento dos conselhos pastorais. Percebeu-se a necessidade de ampliar a ação da Pastoral Familiar, para que vá além do Encontro de Casais com Cristo e da formação dos noivos. Em 2018, acontecerão ações por conta do Ano Nacional do Laicato. 

Brasilândia: Em 2017 a Região assumiu como prioridade os eixos “Família”, “Juventude” e “Formação”. Nesse sentido, constatou-se a ampliação da Pastoral Familiar, a realização de momentos de estudo sobre a Exortação Amoris Laetitia e de um evento pelo Dia do Nascituro. Houve o fortalecimento do Setor Juventude regional e aconteceram formações sobre Catequese, Bíblia e Liturgia. 

Ipiranga: Neste ano, a família foi a prioridade pastoral e se constatou o aumento da atuação da Pastoral Familiar. As paróquias já estão mobilizadas para o sínodo arquidiocesano. Na assembleia regional, que será realizada este mês, serão pensadas ações para a vivência do Ano Nacional do Laicato e para a evangelização das famílias. 

Lapa: A ampliação da Pastoral Familiar foi o foco da atuação em 2017. A fim de montar projetos para a vivência do Ano do Laicato, houve o estudo do documento 105 da CNBB. Em 2018, se buscará ampliar o envolvimento dos leigos na Região, também tendo em vista as ações do sínodo arquidiocesano. 

Santana: Constatou-se a necessidade de uma maior conversão missionária, para se viver efetivamente a “Igreja em saída”. Tem se buscado a ampliação de uma Catequese centrada na Palavra de Deus, bem como caminhos para que a família esteja no centro da prática cristã. A Região está estruturando um projeto de pastoral em atenção à urgência “Igreja - casa da iniciação à vida cristã”, com destaque para a acolhida aos jovens e às famílias; e já foi criada uma comissão regional de iniciação à vida cristã. 

Sé: Notou-se a maior integração dos jovens nos setores. Também se percebeu a necessidade de intensificar ações voltadas para as famílias nas comunidades. A prática da “Igreja em saída” tem ocorrido com visitas aos mais pobres e idosos, missas em lugares públicos e atuação nas redes sociais, além de peregrinações marianas às casas. 

 

Vicariatos

Educação e Universidade: Em 2017, foram intensificadas as visitas às escolas católicas de ensino básico, e houve aproximação com as escolas públicas estaduais e municipais, além de estímulo à formação de grupos de estudo e de oração nas universidades, realização de missas quinzenais na USP, vigílias universitárias e eventos nas universidades. O Vicariato está atento para a formação de professores a fim de que atuem nas aulas de ensino religioso confessional em escolas públicas, caso haja essa demanda. 

Povo da Rua: O Vicariato tem acompanhado o aumento na quantidade de pessoas em situação de rua, em muitos casos famílias inteiras. Há um esforço para que essas pessoas sejam integradas na Igreja como irmãos na fé e não apenas como objeto da ação caritativa.

Comunicação: Em 2017, houve a integração das equipes de trabalho do jornal O SÃO PAULO e da rádio 9 de Julho , e a uniformização da identidade visual dos veículos de comunicação da Arquidiocese. Foram realizados eventos para maior diálogo da Igreja com a cidade e para a ampliação dos momentos formativos aos agentes da Pastoral da Comunicação.
 

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‘Como enviar uma sugestão para o sínodo?’

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14 de novembro de 2017

O que melhor define o sínodo é proposta de comunhão, ou seja, caminhar juntos. Mas, para que o caminho seja realmente uma expressão de comunhão eclesial é preciso que todas as partes envolvidas participem no processo sinodal. Além dos clérigos, isto é, dos bispos, padres e diáconos, das lideranças das comunidades e paróquias, todos poderão participar do sínodo, seja enviando sugestões pessoais ou respondendo os questionários que serão disponibilizados no portal da Arquidiocese.

Sendo assim, a participação vai acontecer de duas formas. A primeira é pela presença e engajamento nas comunidades paroquiais. No ano de 2018, os trabalhos sinodais estarão voltados para a paróquia, e esse será um tempo importante para a reflexão sobre a realidade das nossas comunidades, daí surgindo a importância da contribuição de cada um. Nessa etapa do sínodo é fundamental que, além das lideranças, cada membro da paróquia participe nos encontros preparatórios e depois nas assembleias, apresentando as suas sugestões. 

Outra forma de participação e sugestão pode ser por meio dos canais de comunicação com a Secretaria do sínodo e dos questionários que serão disponibilizados. A Secretaria tem um e-mail próprio, sinodo.secretaria@arquisp.org.br, e poderá receber contribuições. Sobre os questionários, além daqueles que vão ser enviados para as paróquias, também será disponibilizado um que poderá ser respondido por pessoas não engajadas nas comunidades paroquiais. Assim, temos várias possibilidades para contribuir com sugestões, e quanto maior for a participação, maior será o sinal de comunhão e melhor serão os resultados do primeiro sínodo da Arquidiocese de São Paulo. 

 
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‘Os jovens terão representação no sínodo?’

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07 de novembro de 2017

“A Igreja precisa de vocês, do entusiasmo, da criatividade e da alegria que lhes caracterizam! Um grande apóstolo do Brasil, o bem-aventurado José de Anchieta, partiu em missão quando tinha apenas 19 anos. Sabem qual é o melhor instrumento para evangelizar os jovens? Outro jovem! Este é o caminho a ser percorrido!” (Missa na 28ª Jornada Mundial da Juventude, em Copacabana, no dia 28/07/2013)

No encerramento da Jornada Mundial da Juventude, o Papa Francisco dirigiu uma palavra de incentivo aos jovens, falando da alegria da juventude e apresentando o então Beato José de Anchieta como modelo de vida apostólica. Refletindo sobre a beleza da juventude, o Papa também apontou para uma grande responsabilidade: a evangelização de outros jovens.

O sínodo da Arquidiocese de São Paulo será uma grande oportunidade para que os jovens participem e ajudem a descobrir e consolidar novos caminhos para a evangelização na grande cidade. Os jovens que já estão comprometidos em nossas comunidades, ou que estão nas escolas e nas universidades, que trabalham e que ajudam a cuidar de suas famílias, terão sua representação e participação tanto nas paróquias, como no Setor Juventude. 

Ao longo do processo sinodal, a juventude será ouvida e poderá ajudar a descobrir quais são os anseios e esperanças dos jovens de hoje. Seguindo os passos de São José de Anchieta, os jovens vão ajudar a fazer outros discípulos-missionários, dispostos a testemunhar a fé na metrópole.  

 
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‘Qual será o olhar do sínodo para os excluídos da cidade?’

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31 de outubro de 2017

O roteiro para os encontros celebrativos nas paróquias com os animadores e grupos de fiéis neste mês missionário destaca que o sínodo arquidiocesano é a convocação para que todos se coloquem a caminho nos diversos âmbitos da vida da Igreja na cidade. 

“Coloquemo-nos a caminho com todas as pessoas excluídas da nossa sociedade. Caminhemos indo ao encontro das periferias humanas, ouvindo os mais pobres, dialogando com as múltiplas realidades que compõem o rosto da nossa Arquidiocese. Que a indiferença não crie força em nosso caminho. Uma globalização sem solidariedade afeta negativamente os setores mais pobres. Já não se trata simplesmente do fenômeno da exploração e opressão, mas de algo novo: a exclusão social. Com ela, a pertença à sociedade na qual se vive fica afetada na raiz, pois já não está abaixo, na periferia ou sem poder, mas está fora. Os excluídos não são somente ‘explorados’, mas ‘supérfluos’ e ‘descartáveis’” (DAp, 65).

Acesse a íntegra do roteiro.

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‘Qual será o papel dos religiosos no sínodo?’

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24 de outubro de 2017

Os religiosos são aqueles homens e mulheres que fizeram uma escolha pela consagração de suas vidas a Deus, por meio da profissão dos conselhos evangélicos da pobreza, obediência e castidade. Essa escolha leva a uma vida de testemunho e de busca de santidade. Na Igreja existem muitos institutos e congregações que expressam a variedade dos carismas, fruto do Espírito do Santo. No tempo do sínodo, os religiosos são chamados a participar de todo o processo, cada um contribuindo com aquilo que é peculiar ao seu carisma, para que todo o corpo se renove. Também será um tempo importante para que os institutos e congregações sejam mais conhecidos e se integrem ainda mais no trabalho de evangelização na grande cidade. 

“Daqui nasce o dever de trabalhar na implantação e consolidação do Reino de Cristo nas almas e de o levar a todas as regiões com a oração ou também com a ação, segundo as próprias forças e a índole da própria vocação. Por isso, a Igreja defende e favorece a índole própria dos vários institutos religiosos. A profissão dos conselhos evangélicos aparece, assim, como um sinal, que pode e deve atrair eficazmente todos os membros da Igreja a corresponderem animosamente às exigências da vocação cristã.... Portanto, o estado constituído pela profissão dos conselhos evangélicos, embora não pertença à estrutura hierárquica da Igreja, está contudo inabalavelmente ligado à sua vida e santidade.” (Lumem Gentium, 44)

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‘Todos são chamados a refletir sobre a vida e a missão da igreja’

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19 de outubro de 2017

As regiões episcopais já receberam os materiais que serão utilizados pelas paróquias na animação do sínodo arquidiocesano de São Paulo para marcar este mês missionário. Os dois folhetos contêm o roteiro de um encontro celebrativo em âmbito paroquial e dois encontros a serem realizados em grupos. “É preciso percorrer, com fé, esperança e empenho generoso, o caminho da conversão pastoral e missionária”, destaca o texto introdutório do subsídio. 

O subsídio da Novena de Natal, elaborado pela Arquidiocese de São Paulo, que em breve estará disponível para as paróquias e comunidades, também propõe reflexões relacionadas ao caminho sinodal arquidiocesano. 

Leia também: ‘Qual será o papel dos diáconos permanentes no sínodo?’

No dia 24 de fevereiro de 2018, haverá uma celebração arquidiocesana para marcar o início dos trabalhos do sínodo em âmbito paroquial. O evento está sendo organizado pela Comissão de Coordenação Geral do sínodo, que se reuniu na segunda-feira, 16, na Cúria Metropolitana, no bairro de Higienópolis, na zona Oeste de São Paulo. Também foram tratados os temas que serão debatidos e a metodologia das atividades sinodais durante o ano que vem. 

O Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, ressaltou que essa etapa é fundamental, pois será a ocasião do grande “ver” do caminho sinodal, marcado por três momentos: reflexão, levantamento da realidade eclesial e a realização da assembleia paroquial.

 

Ampla reflexão

Dom Odilo destacou, ainda, a importância de que essas reflexões não se restrinjam aos membros do conselho paroquial, mas se estendam a todos os segmentos possíveis da paróquia. “Desde o povo anônimo que frequenta a missa dominical aos que estão ligados a pastorais, grupos e movimentos. Temos muitos grupos organizados que podem ser chamados em causa. Todos são chamados a refletir sobre a vida e a missão da Igreja que acontece na paróquia”, disse. 

Para essa reflexão, serão usados como base textos como o Documento de Aparecida (2007), a Carta Pastoral à Arquidiocese de São Paulo “Paróquia, torna-te o que tu és”, de Dom Odilo (2011), e o Documento 100 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), “Comunidade de Comunidades: Uma nova Paróquia” (2014). 

O passo seguinte à reflexão é a elaboração das questões e da metodologia para o levantamento da realidade paroquial, a ser feita em todas as paróquias. O resultado dessa sondagem ajudará na realização das assembleias paroquiais do sínodo, previstas para outubro de 2018.
 

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‘Qual será o papel dos diáconos permanentes no sínodo?’

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16 de outubro de 2017

Os diáconos permanentes participam de modo especial na missão e na graça de Cristo e são colaboradores dos bispos, recebendo o sacramento da Ordem no grau próprio e permanente para o serviço. Na vida da Igreja, desde os tempos apostólicos, eles são chamados do meio do povo para servir como animadores das comunidades e na liturgia. No contexto atual, considerando os desafios de evangelização na grande cidade, o diaconato encontra amplo espaço para crescimento em nossas comunidades. Por isso, o sínodo arquidiocesano será uma grande oportunidade pare descobrir novos espaços de ação e para fortalecer os trabalhos que já estão em andamento. Entendido dessa maneira, o diaconato permanente oferece à Igreja a possibilidade de contar com pessoas de grande ajuda para as tarefas pastorais e ministeriais. 

“São-lhes as mãos não para o sacerdócio, mas para o ministério. Portanto, fortalecidos com a graça sacramental, servem ao povo de Deus na diaconia da liturgia, da palavra e da caridade, em comunhão com o bispo e seu presbitério. Conforme lhe for marcado pela autoridade competente, o diácono deve administrar solenemente o Batismo, conservar e distribuir a Eucaristia, assistir e abençoar o Matrimônio em nome da Igreja, levar o viático aos moribundos, ler a Escritura aos fiéis, instruir e exortar o povo, presidir o culto e as orações dos fiéis, administrar os sacramentais, oficiar as exéquias e enterros.” ( Lumem Gentium , 29)
 
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‘O sínodo arquidiocesano vai dar trabalho, mas valerá a pena!’

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11 de outubro de 2017

A Arquidiocese de São Paulo promoveu no sábado, 7, no Centro de Pastoral São José, no Belém, zona Leste, mais um encontro de formação para os animadores paroquiais do sínodo arquidiocesano. O evento foi destinado àqueles que não puderam participar do encontro realizado no dia 16 de setembro. 

Os representantes de paróquias e agentes de pastorais tiveram acesso a informações preliminares do caminho sinodal e à metodologia da etapa do sínodo nas paróquias ao longo de 2018. Os temas foram apresentados pelo Padre José Arnaldo Juliano, Teólogo Perito do sínodo, e o Padre Jordélio Siles Ledo, membro da Comissão de Coordenação Geral do sínodo.

Leia mais sobre o Sínodo Arquidiocesano

O Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, também participou do evento e explicou aos animadores paroquiais que o sínodo será uma oportunidade de a Igreja em São Paulo fazer uma profunda reflexão sobre sua vida e missão. Para ele, a vida da Igreja se expressa por meio do testemunho, vivência pessoal e comunitária, mas também pelas suas ações litúrgicas, da caridade, e da ação dos católicos no mundo. 

Dom Odilo reafirmou o estado permanente de missão que os recentes documentos da Igreja reforçam. “Precisamos ser uma Igreja ‘em saída’, não esquecer que os horizontes da missão são muito amplos. Não podemos pensar que não seja mais tempo de missão. É sempre tempo de missão. Se a Igreja não é missionária não é a Igreja de Cristo”.  

Para motivar a reflexão sobre esse aspecto missionário, a Arquidiocese elaborou um folheto com o roteiro de celebrações e encontros a serem realizados nas paróquias na segunda quinzena de outubro, mês dedicado às missões. Esses encontros serão uma oportunidade de os animadores paroquiais multiplicarem a proposta do sínodo para mais pessoas. 

 

Grande ‘ver’ 

No dia 24 de fevereiro de 2018, haverá um grande momento celebrativo que marcará o início dos trabalhos do sínodo na base. Segundo o Arcebispo, cada a paróquia é convidada a realizar o grande “ver”, dar-se conta de sua vida e missão enquanto Igreja presente na base. Para isso, está sendo preparado um roteiro de reflexão e levantamento de dados e informações objetivas sobre a realidade paroquial. “Cada paróquia, naturalmente, vai ter muito trabalho. E para ajudar os padres a fazer esses trabalhos é que vocês estão aqui. Vocês irão ajudar a preparar mais animadores e a promoverem as ações do sínodo na base”. 

“O sínodo arquidiocesano vai dar trabalho, mas valerá a pena! Sem trabalho, ficaríamos onde estamos. O sínodo vai suscitar coisa nova, vai trazer novo ânimo, vai ajudar a Arquidiocese de São Paulo a dar um passo avante para que realizemos a vida e a missão da Igreja aqui nessa metrópole da melhor forma que pudermos. E o Espírito Santo é quem nos ajuda”, completou Dom Odilo.
 

 

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Sínodo será destaque no mês missionário das paróquias

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28 de setembro de 2017

Em outubro, Mês das Missões, as paróquias e comunidades da Arquidiocese de São Paulo são convidadas a realizar encontros de motivação dos fiéis para o primeiro sínodo arquidiocesano. Para isso, a Comissão de Coordenação Geral do sínodo está preparando um roteiro de três encontros paroquiais.
O primeiro encontro proposto é uma celebração reunindo toda a comunidade paroquial, na qual o pároco fará o envio dos fiéis para realizarem mais dois encontros em pequenos grupos sobre o significado do sínodo, a partir do tema, lema, hino e logotipo do caminho sinodal.
Para o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, a atividade do mês missionário visa apresentar o sínodo às pessoas e multiplicar os animadores paroquiais para a realização dos trabalhos do sínodo na base, que começam em fevereiro de 2018. Ainda de acordo com o Arcebispo, essa etapa deve envolver o máximo de membros de cada paróquia, agentes de pastorais, movimentos, novas comunidades e mesmo aqueles que não participam ativamente da vida eclesial.

Nova formação para animadores


Para que o sínodo, de fato, alcance a totalidade das paróquias, comunidades e áreas pastorais da Arquidiocese, será realizada no dia 7 de outubro, das 8h30 às 13h, no Centro Pastoral São José (avenida Álvaro Ramos, 366, Belém) uma nova edição do encontro de formação de animadores paroquiais, para os representantes das paróquias que não participaram do encontro realizado no dia 16. A atividade também será aberta aos agentes de pastoral e outros membros de paróquias
que já estivram na formação e estejam interessados em participar.
A Comissão de Coordenação geral do sínodo também está trabalhando na elaboração do material que servirá de base para os trabalhos do sínodo nas paróquias. De acordo com Dom Odilo, é importante que os paroquianos compreendam que na paróquia deve acontecer a vida e a missão da Igreja, resumida em três grandes dimensões: “anúncio do Evangelho, oração, adoração de Deus; celebração dos mistérios da salvação; e testemunho da vida nova que brota da fé no Evangelho
de Cristo e da ação do Espírito Santo”.

Conforme o artigo de Dom Odilo publicado nesta edição do O SÃO PAULO, na fase paroquial do sínodo arquidiocesano deverá acontecer a reflexão sobre a realidade eclesial e social, à luz da Palavra de Deus. No segundo momento dessa etapa da base, haverá um levantamento da realidade social e religiosa.

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