Corpus Christi e o caminho de comunhão

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05 de junho de 2018

“O fato de estarmos hoje na praça e não dentro da igreja, não é só por sermos muitos e não cabermos dentro da igreja, mas também porque estamos manifestando publicamente nossa fé, no espaço público, na cidade. Levaremos a Eucaristia em procissão pela cidade. Ele caminha conosco e nós com Ele. Ele nos tira da nossa solidão, Ele nos dá esperança, Ele sim é garantia e certeza do que buscamos, de superação de nossos problemas.” 

O trecho é parte da homilia do Cardeal Odilo Scherer durante a Solenidade de Corpus Christi , celebrada na praça da Sé, em 31 de maio.Fiéis de toda a Arquidiocese reuniram-se para participar da celebração que foi concluída após a bênção, em frente à igreja-matriz da Paróquia Nossa Senhora da Conceição - Santa Ifigênia.

Bruna Mariana Costa, 28, é missionária da Aliança de Misericórdia e mora na Favela do Moinho. “Estou na Aliança há sete anos, sou irmã celibatária e já participei da confecção do tapete para Corpus Christi nos anos anteriores também”, disse à reportagem do O SÃO PAULO. 

Ela explicou que, pela proximidade da canonização do Beato Óscar Romero [que será no dia 14 de outubro deste ano, no Vaticano, em Roma, junta à canonização do Beato Paulo VI], eles desenharam uma imagem do bispo logo no começo do tapete. Dom Romero foi assassinado na capital salvadorenha, San Salvador, em 24 de março de 1980 por um franco-atirador do Exército salvadorenho, enquanto presidia a missa no Hospital da Divina Providência. 

“Outros símbolos como cruzes e um ostensório também foram feitos no tapete, para falar sobre a Paixão de Cristo, mas também sobre as cruzes que nosso povo carrega todos os dias”, disse Bruna. Enquanto os voluntários trabalhavam no tapete, pessoas em situação de rua os abordavam pedindo ajuda ou até oferecendo-se para ajudar.

 

CAMINHO DE COMUNHÃO

Em pleno caminho sinodal, a Arquidiocese de São Paulo celebrou o Corpus Christi com a participação de vários grupos e pastorais. Em um dos altares preparados para as paradas que foram feitas durante a procissão, estava Elisângela Salomon, Priora responsável pela Esplanada da Ordem Terceira do Carmo da Igreja do Carmo, na avenida Rangel Pestana. 

O altar construído em frente ao Pateo do Collegio ficou sob responsabilidade da Ordem Terceira. “Aqui, na Esplanada, somos cerca de 60 pessoas na comunidade. Todos leigos consagrados. Todos os dias, fornecemos cafés da manhã para os pobres que ficam na região da igreja. Servimos pão e café com leite e, uma vez por mês, temos um serviço de higiene e almoço”, explicou. Elisângela, casada e com filhos, ingressou na Ordem Terceira, aos 14 anos, com sua mãe. As duas tornaram-se carmelitas juntas. 

À frente da procissão, voluntários da Pastoral do Povo da Rua –  vestidos com a camiseta onde se podia ler: “Tocar o pobre é tocar o corpo de Cristo”, frase dita pelo Papa Francisco, no dia 22 de junho, durante uma audiência geral na Praça de São Pedro – distribuíam suco e pão para as pessoas em situação de rua. A atitude foi um dos gestos concretos realizados durante o Corpus Christi . Além disso, religiosos e fiéis pararam várias vezes para conversar e prestar solidariedade às pessoas sentadas ou deitadas nas ruas por onde passou a procissão. 

Outro gesto concreto foi a arrecadação de agasalhos, que está sendo feita em todas as comunidades da Arquidiocese. Durante a homilia, Dom Odilo falou sobre o significado destes momentos. “Também hoje queremos fazer um gesto de caridade, porque Eucaristia e caridade estão intimamente ligados. Eucaristia é dom de amor e de caridade. Quem celebra a Eucaristia e dela participa é chamado a ser caridoso. Por isso, hoje fazemos um gesto concreto em todas as comunidades de São Paulo e recolhemos agasalho, além dos alimentos que serão distribuídos. Que ninguém passe frio ou fome nesta cidade por nossa indiferença ou nossa desatenção com as pessoas que mais precisam.”

 

EM FAMÍLIA

Rogerlaine Meires estava com uma das filhas no colo e levava a outra pela mão durante a procissão. Ela foi da Paróquia Nossa Senhora de Achiropita, na Região Sé, com as filhas participar da Solenidade de Corpus Christi na Catedral da Sé. “Recebi o convite na minha comunidade e vim, pois gosto muito desses momentos bonitos da nossa Igreja”, disse à reportagem. 

“A Eucaristia é o ato central da vida da Igreja. Em torno do altar, a Igreja se torna presente e junto a Cristo, sacramento do amor infinito de Deus por nós. Não celebramos apenas a nós, celebramos Jesus Cristo. Fazemos memória dele. Do que Ele é e fez por nós, e a Ele unimos também nossa vida, nossas realizações e propósitos. É como se também nós nos colocássemos na mesa da ceia do Senhor”, afirmou o Cardeal.
 

 

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Cardeal Scherer: ‘Jesus foi submetido a uma violência inimaginável’

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30 de março de 2018

Pontualmente às 15h desta Sexta-feira Santa, 30, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, dirigiu-se silenciosamente ao altar da Catedral da Sé e diante dele prostrou-se por alguns instantes juntos com alguns padres, diáconos e ministros. Neste horário, conforme as Sagradas Escrituras, Jesus morreu na Cruz e é isso o que faz memória a Ação Litúrgica da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Após a proclamação do evangelho da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo o evangelista João, o Cardeal destacou ser este um dia de fazer memória da Paixão de Cristo, fato decisivo do mistério da Salvação, testemunho da entrega de Cristo em favor  de toda a humanidade.

O Arcebispo exortou que todos se coloquem ao lado de Jesus para que com o testemunho de fé permitam que a humanidade colha os frutos da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus.

A violência que mata

O Cardeal Scherer também enfatizou que a morte de Jesus foi um gesto de gravíssima violência contra o Justo. “Jesus foi submetido a uma violência inimaginável”, sendo considerado malfeitor, submetido a um julgamento iníquo e sofrendo tortura.

“A violência não vem de Deus, vem da maldade dos homens”, disse o Arcebispo Metropolitano ao lembrar que desde os primórdios do mundo, quando homem e mulher não aceitaram a Deus e se colocaram como senhores do bem do mal, a violência e o ódio se espalharam pelo mundo.

Ao recordar o tema da Campanha da Fraternidade deste ano – “Fraternidade e superação da violência”, Dom Odilo listou as muitas violências dos dias atuais, como a violência doméstica cometida contra mulheres, crianças e idosos; práticas como a eutanásia e o aborto; assaltos, discriminações e a violência moral - acusações, mentiras, fake news (notícias falsas) e desrespeitos alimentados pelos extremismos partidários.

Dom Odilo exortou que os cristãos sejam contra todos os comportamentos violentos. “Violência e ser cristão não combinam. Devemos ser promotores da superação da violência”, disse, destacando os cristãos não podem apoiar a violência e os violentos, mas sim promover da paz e estar do lado das vítimas de violência e não dos promotores da violência.  

Oração universal

Na sequência da ação litúrgica, houve a oração universal pela Santa Igreja, pelo Papa, por todas as ordens e categorias de fiéis, pelos catecúmenos, pela unidade dos cristãos, pelos judeus, pelos que não creem no Cristo, pelos que não creem em Deus, pelos poderes públicos, por todos os que sofrem provações.

‘Eis o lenho da cruz’

Durante a ação litúrgica também aconteceu o rito de adoração da Santa Cruz, que foi trazida pelo corredor central da Catedral da Sé, tendo seu pano vermelho descerrando lentamente, enquanto se entoou o refrão “Eis o lenho da cruz, do qual pendeu a salvação do mundo!”.

Enquanto os fiéis que lotaram a Catedral da Sé dirigiam-se à cruz, em um momento que durou aproximadamente 35 minutos, o Cardeal Scherer lembrou aos fiéis ser esta a ocasião para o arrependimento dos pecados e de firmar um propósito de vida nova. Também comentou que as cruzes cotidianas, se carregadas com Cristo, são sempre sinal de salvação, e disse ser importante que se valorize a presença do crucifixo em diferentes ambientes e não só nas igrejas.

Coleta para os Lugares Santos

Durante a celebração também houve a coleta para os Lugares Santos, um gesto de solidariedade de todos os fiéis da Igreja com aqueles que vivem nos lugares bíblicos e das origens da fé cristã, muitas vezes enfrentando dificuldade para vivenciar a fé por conta das guerras e perseguições religiosas.

Sempre com Cristo

A ação litúrgica foi concluída com o rito de comunhão, a oração do Pai Nosso, a distribuição da Sagrada Comunhão e a oração sobre o povo.

Dom Odilo exortou aos fiéis que permaneçam em oração durante o Sábado Santo, preparando-se para participação tanto da celebração da Vigília Pascoa e da missa do Domingo de Páscoa.

Após a celebração, houve o sermão das Sete Palavras, uma pregação baseada nas últimas frases ditas por Jesus antes de sua morte: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem”; “Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso”; “Mulher, eis aí o teu filho. Filho eis aí a tua Mãe!”; “Tenho Sede!” “Meu Deus, meus Deus, por que me abandonastes?”; “Tudo está consumado!”; “Pai, em tuas mãos entrego o meu Espírito!”. 

Após o sermão, houve ainda uma procissão no interior da Catedral com a imagem do Senhor Morto e de Nossa das Dores. Pela manhã, pelas ruas do centro, houve a Via-Sacra do Povo da Rua, organizada pelo Vicariato Episcopal para a Pastoral do Povo da Rua.

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'Natal não é o aniversário de Jesus. É mais que isso'

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27 de dezembro de 2017

“Esta é uma noite especialmente solene. O nascimento de Jesus situa-se na história como um fato extremamente marcante, porque este nascimento tem um enorme significado para a humanidade. Não somente porque se conta a história antes e depois de Cristo, mas pela fé que proclamamos: este menino que nasceu é o filho de Deus”.

O trecho é da homilia da missa da Vigília do Natal, que foi presidida por Dom Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, no domingo, 24, à meia-noite. A missa, que foi precedida por um concerto musical, levou muitos fiéis à Catedral da Sé que, além de celebrarem a eucaristia num momento especial do Ano Litúrgico, também acompanharam a colocação da imagem do menino Jesus no presépio montado dentro da Catedral.

Na celebração, que foi transmitida pela rádio 9 de Julho e a Rede Vida de Televisão, e acompanhada por profissionais de diferentes meios de comunicação, Dom Odilo partilhou com todos uma das muitas mensagens de Natal que ele recebeu e que recordam o quanto Deus, com toda sua grandeza, assumiu a humanidade por inteiro.

“Enquanto nós desconfiamos tanto uns dos outros, Deus, no Natal, confiando no seu filho, demonstra uma desmedida e inexplicável confiança em nós. Como se entregou nas mãos de uma mulher e confiou nela, hoje continua a se entregar nas nossas mãos, para que cuidemos dele como uma mãe cuida do seu filho. O recém-nascido de Belém, para crescer, precisou ser alimentado com leite, com as carícias e sonhos de Maria. Jesus hoje precisa habitar em nossas casas, cidades, campos, em qualquer campo deste mundo se cuidarmos dele e o ajudarmos a se tornar carne novamente”, disse Dom Odilo.

Rafael Alberto‘E o Verbo se fez carne’

A Solenidade do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, na segunda-feira, 25, também foi celebrada com grande participação dos fiéis na Catedral da Sé, às 11h. Colocada à frente de todos, no presbitério, a imagem de Jesus, que foi menino recordava a todos que “é Natal” e que Deus se fez criança para salvar a humanidade.

Dom Odilo, que presidiu a celebração, recordou a todos que o Natal não é só um dia, mas a Igreja celebra uma semana para que a festa do nascimento de Jesus seja bem vivida por todos. “Neste dia, a Igreja nos convida a entrar no mistério do Natal. Não é o aniversário de Jesus, é algo maior. Quem é este menino que nasceu? Por que tanta gente veio vê-lo? Ele é o filho de Deus que veio a este mundo por meio de Maria”, afirmou o Arcebispo na homilia.

“Deus assumiu nossa condição humana para que de sua plenitude todos nós fossemos enriquecidos. Por isso, devemos acolher hoje o salvador”, disse Dom Odilo, que às 17h, presidiu a missa do Natal junto aos amigos do Arsernal da Esperança.

(Colaborou: Rafael Alberto)

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Pastoral da Saúde terá missa em ação de graças por atividades de 2017

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03 de dezembro de 2017

Os agentes da Pastoral da Saúde e todos os fiéis da Arquidiocese de São Paulo estão convidados para a missa em ação de graças pelas atividades desenvolvidas pela Pastoral em 2017.

A celebração eucarística acontecerá na Catedral da Sé, no sábado, dia 9, às  9h,  presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, e terá entre os concelebrantes o Padre João Inácio Mildner, Assistente Eclesiástico Arquidiocesano da Pastoral.

Na ocasião, será celebrada também a conclusão dos cursos de Pastoral da Saúde realizados ao longo do ano nas seis regiões episcopais da Arquidiocese. Os agentes receberam sólida formação nas três dimensões da Pastoral da Saúde: solidária, comunitária e político- institucional.

“Temos muito para agradecer a Deus:  As milhares de visitas aos doentes nas casas, hospitais, clínicas e asilos; a Romaria a Aparecida; os cinco cursos de pastoral da saúde na regiões episcopais; o curso da pastoral hospitalar; a escola de formação dos direitos sociais e políticas públicas de saúde; a campanha pela doação de sangue com o abril solidário; os congressos da pastoral da saúde Estadual e Nacional; a tenda da saúde nas concentrações da arquidiocesanas; o segundo encontro dos militantes da saúde; a manhã de espiritualidade para os profissionais da saúde; entre tantas atividades que a Pastoral da Saúde realizou em 2017”, afirma José Gimenes, Coordenador Arquidiocesano da Pastoral.

A Pastoral da Saúde realizou celebração similar em 2016. Na ocasião, Dom Odilo ressaltou a importância da visita aos enfermos como forma de levar a eles alegria e esperança.

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Comitiva da Fundação Niwano visita túmulo de Dom Paulo Evaristo

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11 de outubro de 2017

Em passagem por São Paulo, uma comitiva da Fundação Niwano pela Paz do Japão visitou a cripta da Catedral da Sé, na terça-feira, 10, onde rezou em frente ao túmulo de Dom Paulo Evaristo Arns, Arcebispo de São Paulo entre 1970 e 1998, morte em dezembro do ano passado.

A Comitiva foi recebida pelo Cura da Catedral, Padre Luiz Eduardo Baronto, que apresentou a cripta e contou-lhes a história da Catedral Metropolitana de São Paulo.

Entre os presentes na visita estavam o senhor Munehiro Niwano, Diretor-Presidente da Fundação Niwano pela Paz do Japão; o Padre Kazuyoshi Nakahara, responsável pela Fundação Niwano no Brasil; e a senhora Maria Hiromi Sassaki. 

Em 1994, Dom Paulo Evaristo Arns recebeu a 11ª edição do Prêmio Niwano da Paz. Com o valor em dinheiro da premiação, Dom Paulo construiu a Casa de Oração do Povo da Rua, no bairro da Luz, que ainda hoje acolhe as pessoas em situação de rua.

 

(Com informações de Wagner Ponciano/Catedral da Sé)

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Missa solene marca os 63 anos de dedicação da Catedral da sé

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06 de setembro de 2017

Por ocasião da solenidade litúrgica dos 63 anos da dedicação da Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Assunção, a Catedral da Sé, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, presidiu missa na Igreja-Mãe da Arquidiocese, na terça-feira, 5, às 12h, tendo entre os concelebrantes o Padre Luiz Eduardo Baronto, Cura da Catedral da Sé.

Dom Odilo, na homilia, afirmou ser aquele dia muito importante para a Arquidiocese de São Paulo, em especial para a Catedral da Sé. “Após ter sido construída, foi dedicada, consagrada, ao ponto de ser lugar de Deus no meio de nós, ser também lugar da família de Deus na comunidade da Igreja. A Catedral é a Igreja-Mãe, a partir da qual se irradia para toda a Arquidiocese a ação da Igreja, a evangelização, mas também a ação sacramental, a ação da caridade”, afirmou.

O Arcebispo ressaltou, ainda, que Cristo é a rocha inabalável que sustenta a Igreja e todos os fiéis são as pedras vivas que fazem parte da edificação do templo de Deus. “Nossas igrejas são imagens, sinal verdadeiro do Templo, daquele que habita o Templo, que é Deus, que é Jesus Cristo Salvador. É a quem nós procuramos quando entramos na igreja e entramos no templo”, comentou o Arcebispo. 

Dom Odilo afirmou, também, que as igrejas devem ajudar a todos a perceberem que Deus habita a cidade de São Paulo. “Por isso, o aniversário de dedicação da Catedral, como também das outras igrejas, sempre nos recorda essa verdade: nós devemos ser sinal de Deus no meio da cidade. Devemos ser de maneira eloquente. Deus é bonito, Deus é bom, Deus é amor, Deus traz o que é bom para a humanidade, para a cidade. Nós devemos ter Deus como referência para os nossos momentos de dor, de busca, e Deus também deve ser reconhecido como referência para os momentos da misericórdia, do perdão, da reconciliação e da caridade”, disse.

 

História

A Catedral da Sé foi inaugurada em 25 de janeiro de 1954, no dia da comemoração do IV centenário de fundação da cidade de São Paulo, e solenemente dedicada em 5 de setembro daquele ano, durante o I Congresso Nacional da Padroeira do Brasil, realizado na Capital Paulista e em Aparecida (SP). A dedicação foi feita pelo Cardeal Adeodato Givanni Piazza, enviado pontifício para o Congresso da Padroeira.

A construção do templo, porém, começou bem antes. Em 1912, a pedra fundamental da Catedral da Sé foi colocada por Dom Duarte Leopoldo e Silva, então Arcebispo Metropolitano. A inauguração deveria acontecer em 1922, mas a falta de verbas e a as duas guerras mundiais dificultaram as importações dos materiais de construção.

A Catedral da Sé tem 111 metros de comprimento, 46 metros de largura e 65 metros de altura (com exceção das torres). O estilo neogótico do templo é considerado peculiar, devido ao ecletismo de seus estilos arquitetônicos. Nas colunas alçadas a 70 metros de altura, encontram-se elementos típicos da fauna e da flora de brasileiras, como ramos de café, o tamanduá-bandeira, o tatu- bola e a coruja, que contrastam com grandes personagens do século XX, da história da Catedral e da história universal.

(Colaborou: Júlia Cabral)
 

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‘Os catequistas são aqueles que estão mais próximos de Jesus’

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01 de setembro de 2017

Maria do Rosário Dias Portela, 74, é catequista há mais de 24 anos na cidade de São Paulo e participou da celebração no sábado, 26, às 16h, na Catedral da Sé. Junto a ela, muitos catequistas da Arquidiocese de São Paulo reuniram-se para a missa presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano.

Na homilia, Dom Odilo falou sobre as novas realidades e o desafio da formação contínua dos catequistas. “Que todas as crianças e adolescentes tenham a oportunidade de participar da Catequese. Assim, a Catequese deve ser a atividade principal das paróquias, com o maior número possível de pessoas envolvidas. A Catequese bem organizada é garantia de grande parte do processo de evangelização da Igreja”.

Ele falou também que, se a Catequese não vai bem, a evangelização não vai bem, e isso é preocupante. “É nosso primeiro dever promover a Catequese. E ela envolve conhecer e praticar a fé e a liturgia. Uma boa iniciação à vida cristã envolve também a oração”, continuou Dom Odilo. O Arcebispo insistiu, ainda, na importância de a Catequese falar sobre as práticas das virtudes cristãs, tanto as teologais - a fé, a esperança e a caridade - quanto as demais virtudes que são descritas no Evangelho, como a honestidade, tão importante na sociedade hoje.

A partir da sua experiência, a catequista Maria do Rosário afirmou que para ser catequista é preciso estar apaixonada por Jesus. “As crianças percebem quando estamos sendo verdadeiros, porque, diante de um mundo contraditório, só o amor é capaz de sustentar a vocação do catequista. Em segundo lugar, é preciso ler e estudar muito e também gostar das crianças e das suas famílias”, disse.

Maria do Carmo Guimarães, da Paróquia Imaculada Conceição, da Região Episcopal Sé, é catequista há 40 anos e contou à reportagem que, sempre após os encontros de Catequese, catequistas, crianças e seus familiares participam juntos da celebração eucarística.
 

Pesquisa

Dom José Roberto Fortes Palau, Bispo Auxiliar da Arquidiocese e Referencial da Pastoral da Animação BíblicoCatequética, concelebrou a missa e pediu a todos que colaborem com a pesquisa que será realizada ainda neste segundo semestre. “A Comissão pretende realizar uma pesquisa interna, para saber quantos catequistas e catequizandos participam da Catequese na Arquidiocese de São Paulo, bem como o material que é utilizado em cada uma das paróquias e comunidades”, explicou.

Padre Marcelo Delcin, Assessor Eclesiástico Pastoral da Animação BíblicoCatequética, afirmou, por sua vez, que “a Arquidiocese de São Paulo procura se adequar àquilo que é a proposta da Igreja. Precisamos incentivar o surgimento de novos catequistas e, assim, ajudar a preparar cristãos para viveram na Igreja e 
no mundo, em seus diferentes trabalhos”.

Ele falou, também, sobre as escolas catequéticas nas regiões episcopais e o processo de renovação na formação de catequistas, que começou na Região Episcopal Sé e irá se estender a toda a Arquidiocese.

Dom Odilo agradeceu aos catequistas e encorajou-os a continuarem firmes em sua missão. “Os catequistas são aqueles que estão mais próximos de Jesus, como seus apóstolos”, salientou o Cardeal.

(Colaborou: Jenniffer Silva)

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Missa na Catedral marca o Dia da Vocação Catequética

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28 de agosto de 2017

No sábado, 26, catequistas de diversas paróquias da Arquidiocese de São Paulo reuniram-se na Catedral da Sé para celebrar o Dia da Vocação Catequética. A missa foi presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, e concelebrada por Dom José Roberto Fortes Palau, Bispo Auxiliar da Arquidiocese na Região Ipiranga.

No início da celebração, o Cardeal Scherer destacou que o catequista é a pedra firme no Reino. Durante a procissão de entrada, a Paróquia Imaculada Conceição, da Região Episcopal Sé, levou ao altar símbolos da vida cristã: cruz, incenso, lecionário, o Catecismo da Igreja Católica e imagem de Nossa Senhora Aparecida, em alusão ao Ano Mariano Nacional.

O Cardeal, na homilia, falou sobre o valor da Catequese para a Igreja e do atual momento propício para refletir sobre a iniciação à vida cristã. Destacou, ainda, a necessidade da formação contínua dos catequistas e de que estejam receptivos para novos desafios. “Eu imagino que estão todos empenhados em suas paróquias, suas comunidades e procurando desempenhar bem este serviço, esse mistério tão importante na Igreja”, afirmou.

Antes do término da missa, Dom José Roberto Fortes Palau anunciou as novas propostas para a Catequese pensadas para o sínodo arquidiocesano, começando por um mapeamento nas paróquias para saber a quantidade de catequistas e catequizandos em São Paulo.

(Colaborou: Jenniffer Silva)

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Missa na Catedral da Sé destaca a Vida Religiosa Consagrada

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20 de agosto de 2017

No sábado, 19, às 15h, os membros dos diferentes institutos de vida religiosa consagrada da Arquidiocese de São Paulo reuniram-se na Catedral da Sé para celebrar a Eucaristia e o Dia da Vida Religiosa Consagrada.

O Dia da Vida Religiosa Consagrada, comemorado anualmente no terceiro domingo do mês de agosto pela Igreja no Brasil, é uma oportunidade de agradecer a Deus pelos carismas despertados por Ele na Igreja e também para rezar pedindo que o Dono da Messe suscite novas vocações para o serviço ao povo de Deus. 

Na Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, a missa foi presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, e concelebrada por Dom Sergio de Deus Borges, Bispo Auxiliar da Arquidiocese na Região Santana e Referencial para a Vida Religiosa Consagrada, e por outros religiosos de diferentes institutos.

No início da Celebração, Dom Sergio saudou a todos e frisou a missão dos bispos de acompanhar os religiosos e religiosas e incentivá-los em suas missões específicas. 

Também no início da missa, Dom Odilo recordou, de maneira especial, os religiosos que estão doentes e aqueles que vivem situações difíceis e passam por diferentes tipos de perseguições pelo mundo.

Na homilia, o Cardeal rezou para “que o Espírito de Deus suscite novas vocações e que ele ilumine, oriente e guie as novas formas de vida religiosa que surgem na Igreja, como surgiram no passado”. O Arcebispo falou ainda sobre o Ano Mariano Nacional e como Maria é exemplo para os cristãos, em especial para os religiosos. Ela foi aquela alguém que “ouviu a Palavra de Deus e a pôs em prática”, assim como sugeriu a liturgia do dia.

“A felicidade de Maria pode ser felicidade para todos, pois todos os que ouvem a Palavra de Deus e a põe em prática, cumprem a vontade de Deus, como Maria o fez. A missão da Vida Consagrada é a missão da própria Igreja de comunicar à comunidade dos consagrados a esperança”, continuou Dom Odilo.

No fim da missa, Padre Rubens Pedro Cabral, coordenador da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) - Regional São Paulo - anunciou que a Assembleia da CRB será realizada no dia 3 de setembro, em Aparecida (SP). Ele lembrou ainda que a imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida será levada a todas as comunidades religiosas de São Paulo e lembrou aos religiosos a importância de participarem ativamente das atividades do sínodo arquidiocesano, que terá início ainda este ano.

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Catedral da Sé receberá a ‘Sinfonia dos Dois Mundos’

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22 de junho de 2017

Tradicional espaço da religiosidade católica em São Paulo, a Catedral da Sé, igreja mãe da Arquidiocese de São Paulo, será palco no domingo, 25, às 15h30, da apresentação da “Sinfonia dos Dois Mundos”, pelo Coro Luther King e a Camerata Paulistana.

A “Sinfonia dos Dois Mundos” tem texto de Dom Helder Câmara (1909-1999) e foi musicada pelo padre suíço Pierre Kaelin, nos anos 1960. Dom Helder foi arcebispo de Olinda e Recife, entre 1964 e 1985, e um dos fundadores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

A sinfonia para orquestra, solistas e coro foi concebida durante o Concílio Ecumênico Vaticano II, em 1962, e teve a primeira apresentação na década de 1970, no exterior. Apenas em 1985 seria apresentada no Brasil, em concertos nas cidades de João Pessoa (PB) e Recife (PB).

A apresentação gratuita na Catedral da Sé com o Coro Luther King e a Camerata Paulistana contará com os solistas Fabiana Cozza (contralto) e Jean William (tenor); com o ator Celso Frateschi. A regência e direção artística será do Maestro Martinho Lutero Galati.

A apresentação tem o apoio da Sabesp.

 

SERVIÇO

“Sinfonia dos Dois Mundos”

Catedral da Sé

Domingo, 25 de junho, 15h30

Gratuito

Informações: (11) 3107-6832

Saiba mais em: https://www.facebook.com/corolutherking

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