Dia de apoio às vítimas de tortura. Papa: "Torturar é pecado mortal"

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26 de junho de 2018

A Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou 26 de junho Dia Internacional de Apoio às Vítimas de Tortura. A ONU sempre condenou a tortura como um dos atos mais vis cometidos por seres humanos contra seus semelhantes.

Segundo o Direito Internacional, trata-se de um crime que não pode ser justificado em nenhuma circunstância. Isso se aplica a todos os membros da comunidade internacional, independentemente do fato de que o Estado tenha ou não ratificado tratados internacionais em que a tortura é expressamente proibida.

Não obstante o Direito Internacional e a Declaração Universal dos Direitos Humanos, ainda hoje esta prática se verifica em muitas prisões ou como arma de guerra.

 

A condenação do Papa

No decorrer do seu pontificado, o Santo Padre foi contundente ao condenar esse crime. “Torturar as pessoas é um pecado mortal, é um pecado muito grave”, disse no Angelus de 22 de junho de 2014. “Convido os cristãos a se empenharem para colaborar à sua abolição e apoiar as vítimas e seus familiares”.

 

A visita do Pontífice a Auschwitz

Durante a sua viagem à Polônia, assim se expressou: "A crueldade não acabou em Auschwitz e Birkenau. Hoje, pessoas são torturadas. Muitos prisioneiros são torturados para que falem, terrível, hoje há homens e mulheres que vivem como animais em prisões superlotadas”.

 

Combate e prevenção à tortura

No Brasil, a Pastoral Carcerária tem um trabalho de combate e prevenção à tortura em todos seus aspectos: físico, psicológico, social e espiritual.
Um dos resultados deste trabalho de denúncia foi o relatório Tortura em Tempos de Encarceramento em Massa, lançado em 2016.

O relatório é resultado de dois anos de acompanhamento e análise de 105 casos de torturas que foram denunciados pela Pastoral Carcerária, além de uma experiência de monitoramento em 19 unidades prisionais no Estado de São Paulo que abrigam presos provisórios.

 

Tortura não é exceção, e sim a regra 

O estudo mostra que a tortura no Brasil continua extremamente viva e presente, e que a quase totalidade da população carcerária brasileira se encontra em condições desumanas e de absoluta ilegalidade; sendo assim, não seria equivocado afirmar que nunca antes tantos brasileiros privados de liberdade foram expostos à tortura.

Todas as denúncias dos 105 casos de tortura presentes no relatório foram arquivadas pelo Ministério Público.

Para o Padre Valdir Silveira, coordenador nacional da Pastoral Carcerária, isso mostra que a tortura não é exceção, e sim a regra do sistema carcerário.

“O sistema carcerário do Brasil é caracterizado por produzir massacres, torturas e mortes. É um sistema criado para deixar a pessoa doente. Quando uma pessoa se adapta ao sistema carcerário, quer dizer que ela é imprópria para viver na sociedade, porque ela se adaptou a um ambiente que tirou toda sua individualidade, criatividade e habilidade de agir como um ser humano racional”.

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Brasileira é eleita para comissão da ONU sobre direitos das pessoas com deficiência

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14 de junho de 2018

A deputada federal Mara Gabrilli (PSDB-SP) foi eleita na terça-feira (12) integrante da Comissão da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência na sede da Organização, em Nova Iorque.

A votação ocorreu no primeiro dia da 11ª Sessão da Conferência dos Estados-Partes da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. O tema deste ano é “Não deixar ninguém para trás através da implementação completa da convenção”.

O documento protege os direitos de quem vivem com deficiência em todo o mundo, e é um dos tratados internacionais de direitos humanos mais amplamente ratificados, com 177 Estados signatários desde a sua adoção, em 2006.

Mara Gabrilli concorreu ao lado de outros 23 candidatos de diferentes países. Havia no grupo representantes de Austrália, China, México e Ucrânia.

A deputada federal foi eleita no fim da tarde com 103 votos. Ela falou à ONU News sobre a vitória, logo após o anúncio na sede das Nações Unidas.

“As pessoas com deficiência precisam de tecnologias acessíveis. E, em qualquer lugar do mundo, esses equipamentos são muito caros. A gente precisa fazer acordos entre os países, os Estados-partes, para desonerar esse tipo de equipamento. Porque uma cidade pode ter a acessibilidade que for, se as pessoas não tiverem equipamentos, a gente não consegue se mover”, declarou

A deputada ficou tetraplégica aos 26 anos, após um acidente de carro. Publicitária e psicóloga, fundou um instituto com o seu nome três anos depois. Em 2011, foi eleita deputada federal e autora do texto final da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, aprovada em 2015.

Imperativo moral de defender direitos das pessoas com deficiência

Cimentar e proteger os direitos de cerca de 1,5 bilhão de pessoas em todo o mundo, de acordo com a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, é um “imperativo moral”, afirmou o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, na terça-feira (12).

As declarações foram feitas durante uma conferência de signatários da Convenção, realizada na sede da ONU em Nova Iorque. Ele descreveu o documento como um dos tratados internacionais de direitos humanos mais amplamente ratificados, o que reafirma que as pessoas com deficiência têm direito ao mesmo tratamento que todos os demais.

“Mas assinar e ratificar a Convenção não é suficiente. A implementação é essencial”, disse Guterres. “As sociedades devem ser organizadas de modo que todas as pessoas, incluindo as pessoas com deficiência, possam exercer seus direitos livremente”.

O secretário-geral da ONU ressaltou que os países aplicam a Convenção às suas políticas de desenvolvimento, investimentos e sistemas jurídicos, o que é um passo importante “se quisermos cumprir o compromisso central da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável: não deixar ninguém para trás”.

“Não podemos ignorar ou marginalizar as contribuições de 1,5 bilhão de pessoas”, afirmou, destacando que é preciso fazer mais para que as pessoas com deficiência participem plenamente da sociedade.

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São Paulo inaugura novas instalações de centro de atendimento para refugiados e migrantes

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24 de mai de 2018

Em São Paulo, o Centro de Referência e Atendimento para Imigrantes (CRAI) agora conta novas instalações. Inaugurados na terça-feira (22), os espaços reformados oferecerão orientações sobre regularização migratória. Instituição também funciona como porta de entrada para os serviços da rede pública que estão disponíveis para refugiados e migrantes.

“Aqui, os imigrantes recebem auxilio jurídico, qualificação para o mercado de trabalho, atendimento psicológico, social e encaminhamento para cursos de português. Ou seja, a pessoa sai daqui com algum tipo de encaminhamento para refazer a sua vida”, explicou a secretária de Direitos Humanos e Cidadania, Eloísa Arruda, durante a cerimônia de inauguração. A pasta sob sua direção é responsável pela administração do centro.

“Nossa missão é fazer com que os que chegam – sejam eles imigrantes ou refugiados – possam realizar um processo de adaptação segura e tranquila, com todas as garantias legais”, completou.

Qualquer pessoa pode ser atendida pelo CRAI, independentemente de sua situação migratória e documental. Segundo a Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), o organismo é uma iniciativa pioneira no Brasil, reconhecida internacionalmente. Desde sua criação, em 2014, já foram realizados mais de 15 mil atendimentos no local.

“O CRAI é um exemplo de política pública que efetivamente funciona e dialoga com as grandes necessidades existentes na vida das pessoas refugiadas e migrantes, facilitando o acesso à informação, o processo de integração local e o tratamento digno a essa população”, elogiou a chefe do escritório do ACNUR em São Paulo, Maria Beatriz Nogueira.

Além de indicar serviços especializados nas áreas de emprego, assistência social, saúde, moradia e educação, a equipe da instituição atende imigrantes vítimas de violações de direitos humanos, em especial de trabalho análogo à escravidão.

Para o ACNUR, o trabalho do centro garante o atendimento digno e especializado de pessoas em situação de refúgio. Uma das estratégias do equipamento público é a contratação de refugiados para melhor acolher quem busca informações.

A equipe está preparada para atender indivíduos em diversos idiomas, como português, espanhol, francês, inglês, árabe, creole, suaíli e lingala. O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

Também presente na abertura do novo CRAI, o prefeito da capital paulista, Bruno Covas, ressaltou que “São Paulo é uma cidade de imigrantes, que sempre acolheu bem, e o mínimo que podemos fazer é dar orientações e auxiliar essas pessoas, até porque muitas delas passaram por grandes traumas saindo do país onde estavam para vir para cá”.

Serviço:
CRAI – Centro de Referência e Atendimento para Imigrantes
Rua Major Diogo, 834, Bela Vista
(11) 2361 3780 / (11) 2361 5069
Atendimento das 8h às 18h.

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Chefe da ONU elogia diálogo político promovido na Nicarágua pela Igreja Católica

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22 de mai de 2018

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, elogiou no sábado (19) o começo de um diálogo nacional na Nicarágua, liderado pela Igreja Católica. Desde abril, o país é palco de protestos contra o presidente Daniel Ortega, há 11 anos no poder. Manifestações foram reprimidas com uso de força letal. Grupos de direitos humanos relataram que pelo menos 65 pessoas, muitas delas estudantes, já foram mortas até o momento.

Segundo o vice-porta-voz do chefe da ONU, Farhan Haq, embora veja com otimismo as negociações capitaneadas pela Igreja, o secretário-geral “permanece preocupado com a violência recente”. O dirigente máximo do organismo internacional “chama todos os nicaraguenses a agir em acordo com o Estado de Direito, respeitar os direitos humanos e a resolução pacífica das diferenças”.

Guterres também celebrou a chegada à nação centro-americana de uma equipe da Comissão Inter-americana de Direitos Humanos (CIDH). O organismo é responsável por monitorar violações e abusos, promovendo e protegendo os direitos humanos em todos os países das Américas.

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Fundo de População da ONU promove reunião em PE para discutir vigilância do zika

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21 de mai de 2018

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) participa na terça-feira (22) de um encontro entre organizações da sociedade civil, apoiadores nacionais e internacionais e representantes governamentais para discutir a vigilância epidemiológica e as políticas públicas no contexto do vírus zika em Pernambuco.

Denominada “Sala de Situação da Sociedade Civil sobre Direitos e Saúde Sexual e Reprodutiva no Contexto das Epidemias de Arboviroses no estado de Pernambuco”, a reunião conta com organizações como o Fundo Posithivo, a International Planned Parenthood/ Western Hemisphere Region, o Grupo Curumim, a Gestos – Soropositividade, Comunicação e Gênero, a Casa da Mulher do Nordeste, o GTP+ e o Instituto Papai.

Desde 2015, as organizações estão engajadas em ações de promoção dos direitos e da saúde sexual e reprodutiva no contexto da epidemia de zika. As ações vão desde capacitação de profissionais da área de saúde e educação até a sensibilização de comunidades locais.

O representante do UNFPA no Brasil, Jaime Nadal, salienta que a epidemia de zika mostra a necessidade de melhorar o acesso à educação para a sexualidade, assim como o acesso universal a serviços de planejamento da vida reprodutiva. As ações com a sociedade civil são fundamentais, pois estão na linha de frente com a população em situação de maior vulnerabilidade.

“Considerando as áreas de maior incidência de infecção pelo vírus zika, Pernambuco e Bahia, e as caraterísticas da população mais afetada — mulheres, jovens e população negra — é possível concluir que a epidemia de zika não é apenas um problema de saúde pública, mas também o resultado das desigualdades que mantêm distante da realidade da população questões fundamentais como o planejamento familiar, formas de prevenção e tudo o que abarca a saúde sexual e reprodutiva”, afirma Nadal.

Para a Casa da Mulher do Nordeste, o Sistema ONU forneceu às organizações da sociedade civil envolvidas no trabalho em prol da saúde e dos direitos sexuais e reprodutivos dados atualizados, acesso ao diálogo com especialistas governamentais e a espaços multilaterais e centros de pesquisa e academia.

“Isso, além de possibilitar a qualificação técnica das organizações, articulações, redes e movimentos da sociedade civil no tema da tríplice epidemia das arboviroses e suas repercussões, criou um espaço crucial para que esses conhecimentos pudessem ser aplicados em uma atuação política”, diz a instituição por meio de assessoria de imprensa.

O evento acontece das 14h às 18h, no Hotel Nobile Suites Executive, localizado na Avenida Boa Viagem, em Recife.

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OMS: controle de doenças crônicas não transmissíveis gera retornos financeiros e de saúde

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18 de mai de 2018

Um novo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) lançado na quarta-feira (16) mostrou que os países mais pobres do mundo podem ganhar 350 bilhões de dólares até 2030 aumentando os investimentos na prevenção e tratamento de doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), como as doenças cardíacas e o câncer, que, juntos, custam 1,27 dólar por pessoa a cada ano. Tais ações salvariam mais de 8 milhões de vidas no mesmo período.

O novo relatório, “Salvando vidas, gastando menos: uma resposta estratégica às DCNTs”, mostrou, pela primeira vez, as necessidades financeiras e os retornos sobre o investimento das políticas “best buy” – rentáveis e viáveis – da OMS para proteger as pessoas contra doenças crônicas não transmissíveis, que são as principais causas de enfermidades e mortes em todo o mundo.

O documento apontou que, para cada 1 dólar investido na ampliação de ações para tratar as DCNTs em países de baixa e baixa-média renda, haverá um retorno à sociedade de pelo menos 7 dólares em aumento de empregos, produtividade e longevidade. “A mensagem abrangente deste novo e poderoso relatório da OMS é otimista”, declarou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. “Combater as DCNTs é uma oportunidade para melhorar a saúde e as economias”.

Se todos os países usarem essas intervenções, o mundo se aproximaria significativamente do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 3.4, que prevê reduzir mortes prematuras por DCNTs em um terço até 2030.

Entre as ações de melhor custo-benefício, estão o aumento dos impostos sobre o tabaco e o álcool; a redução da ingestão de sal por meio da reformulação de produtos alimentares; a administração de terapia medicamentosa e aconselhamento para pessoas que tiveram ataques cardíacos ou acidentes vasculares cerebrais; vacinação de meninas com idades entre 9 e 13 anos contra o papilomavírus humano (HPV); e rastreio de mulheres com idade entre 30 e 49 anos para câncer do colo do útero.

“As DCNTs impõem enormes custos econômicos que recaem sobre os países de baixa e média renda baixa, ou seja, os que menos podem pagar. Esse relatório defende a ousadia de ação contra essas doenças de uma perspectiva empresarial e descreve algumas das formas mais eficazes de reduzir seu ‘pedágio’, que pode ajudar a direcionar mais recursos para onde eles realmente são mais necessários”, afirmou o embaixador global da OMS para doenças crônicas não transmissíveis, Michael Bloomberg.

Países de baixa e baixa-média renda sofrem, atualmente, com as mortes prematuras por DCNTs: quase metade (7,2 milhões) das 15 milhões de pessoas que morrem em todo o mundo a cada ano, entre 30 e 70 anos, são dos países mais pobres do mundo. No entanto, o financiamento global para as DCNTs é severamente limitado, recebendo menos de 2% de todo o financiamento em saúde.

O relatório indica que a adoção de medidas eficazes para prevenir e controlar as DCNTs custa apenas 1,27 dólar por pessoa a cada ano nesses países. Os ganhos em saúde desse investimento, por sua vez, gerarão 350 bilhões de dólares, evitando os custos com a saúde e aumentando a produtividade até 2030, além de salvar 8,2 milhões de vidas durante o mesmo período.

Para 1 dólar investido em cada área de política, foram documentados os seguintes retornos: 12,82 dólares de promoção de dietas saudáveis; 9,13 dólares de redução do uso nocivo do álcool; 7,43 dólares de redução de consumo do tabaco; 3,29 dólares por fornecer terapia medicamentosa para doença cardiovascular; 2,80 dólares do aumento de atividade física; e 2,74 dólares de gerenciamento do câncer.

As doenças crônicas não transmissíveis matam 41 milhões de pessoas a cada ano, abrangendo 72% de todas as mortes no mundo. O número de mortes por DCNTs está aumentando globalmente, inclusive nos de baixa e baixa-média.

Como condições tipicamente de longo prazo, essas enfermidades são especialmente prejudiciais para as famílias em ambientes de poucos recursos, uma vez que o tratamento demorado e dispendioso drena os recursos domésticos, força as famílias à pobreza e sufoca o desenvolvimento.

A nova publicação lançou um apelo claro para que os doadores apoiem os governos, oferecendo financiamento como um catalisador para ampliar, de forma ambiciosa, as políticas de “melhor compra” que salvariam milhões de vidas.

Nota aos editores

As doenças crônicas não transmissíveis – entre elas, doenças cardiovasculares, câncer, diabetes, doenças respiratórias crônicas e transtornos mentais – tendem a ser de longa duração e são resultado de uma combinação de fatores genéticos, fisiológicos, ambientais e comportamentais.

O uso do tabaco, a inatividade física, o uso nocivo do álcool e dietas pouco saudáveis aumentam o risco de morte por uma DCNT. A detecção, rastreio e tratamento de DCNTs, bem como cuidados paliativos, são componentes-chave para sua resposta. A OMS também reconhece que a poluição do ar é um fator de risco crítico para essas enfermidades.

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Diretora-geral da UNESCO visita o Brasil nestas segunda (19) e terça (20)

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19 de março de 2018

A diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, estará em Brasília hoje, 19, e amnhã, 20 de março, para lançar o Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos, por ocasião da 8ª edição do Fórum Mundial da Água. Depois da África e do Oriente Médio, esta é a primeira viagem de Audrey Azoulay à América Latina.

A diretora-geral participará da cerimônia oficial de abertura do Fórum, na presença do presidente da República do Brasil, Michel Temer, de 14 chefes de Estado e do príncipe herdeiro do Japão. Ela será a voz das pessoas que têm acesso limitado à água e defenderá o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e das Metas relativas à água – em especial o ODS 6, que visa a garantir o acesso de todos à água e ao saneamento.

Após o almoço oferecido pelo presidente brasileiro aos chefes de Estado, a diretora-geral lançará oficialmente, com os parceiros do UN-Water (ONU-Água, em tradução livre), o Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos (WWDR), que este ano se intitula “Soluções baseadas na natureza para a gestão da água”.

Coordenado pelo Programa Mundial de Avaliação dos Recursos Hídricos (WWAP) da UNESCO, este relatório mundial é o resultado da colaboração das 31 entidades das Nações Unidas e dos 39 parceiros internacionais que compõem o ONU-Água. Seu conteúdo defende soluções baseadas na natureza (SbN) para melhorar o fornecimento e a qualidade da água e reduzir o impacto dos desastres naturais.

“Nós precisamos de novas soluções para a gestão dos recursos hídricos, para enfrentarmos os desafios emergentes relativos à segurança hídrica originados pelo crescimento demográfico e pela mudança climática. Até 2050, se não fizermos nada, cerca de 5 bilhões de pessoas viverão em áreas com baixo acesso à água. Este Relatório propõe soluções baseadas na natureza para o desenvolvimento dos recursos hídricos. É um desafio importante que devemos enfrentar todos juntos com uma abordagem virtuosa para prevenir conflitos relacionados à água”, disse Audrey Azoulay.

A viagem oficial da diretora-geral também será a ocasião para a realização de encontros bilaterais com autoridades brasileiras, em especial com o presidente do Brasil, Michel Temer, acompanhado do ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, e com o ministro da Educação, M. Mendonça Filho.

Organizado a cada três anos, o Fórum é o principal encontro mundial em que a comunidade de profissionais do setor hídrico e os formuladores de políticas trabalham para estabelecer os planos de ação de longo prazo sobre os desafios relacionados à água. Com mais de 150 países representados, o Fórum visa a aumentar a conscientização e reforçar o compromisso político com relação ao uso e à gestão da água.

Além do Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, este ano acontece a abertura da Década Internacional de Ação “Água para o Desenvolvimento Sustentável” (22 de março de 2018 a 22 de março de 2028). A Década visa a fortalecer a cooperação e a mobilização internacionais, a fim de contribuir para a realização dos ODS.

Programação preliminar:

Segunda-feira, 19 de março de 2018

09h00 – Cerimônia de abertura do 8º Fórum Mundial da Água, na presença do Presidente da República do Brasil, Michel Temer

Pronunciamento da diretora-geral da UNESCO

12h00 – Almoço oferecido pelo Presidente da República do Brasil no âmbito do 8º Fórum Mundial da Água, com a presença de nove Chefes de Estado, do Príncipe de Mônaco e do Príncipe Herdeiro do Japão

14h00 – Encontro bilateral com o Presidente da República, Michel Temer

14h30 – Lançamento do Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento de Recursos Hídricos 2018

Pronunciamento da diretora-geral da UNESCO

16h00 – Encontro bilateral com a presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia

18h30– Encontro bilateral com o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira

Terça-feira, 20 de março de 2018

11h00 – Encontro bilateral com o ministro da Educação, M. Mendonça Filho

Informações para a imprensa:

UNESCO no Brasil

  • Ana Lúcia Guimarães, a.guimaraes(at)unesco.org, (61)2106-3536 e (61)99966-3287
  • Fabiana Pullen, f.sousa(at)unesco.org, (61)2106-3596 e (61)99848-8971

Sede da UNESCO

  • Agnès Bardon, a.bardon@unesco.org, +33 (0) 1 45 68 17 64

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ONU recebe candidaturas de organizações para evento de alto nível sobre paz sustentável

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06 de março de 2018

O presidente da Assembleia Geral convocou uma reunião de alto nível de dois dias, nos dias 24 a 25 de abril, na sede das Nações Unidas em Nova York, com o objetivo de discutir maneiras de apoiar a paz na prática.

O formato da reunião consiste em um segmento de abertura, um debate em plenário de alto nível, quatro diálogos interativos e um segmento de encerramento.

A pedido do escritório do presidente da Assembleia Geral, o Serviço da ONU para as ONGs (UN-NGLS) e o Escritório de Apoio à Construção da Paz das Nações Unidas estão facilitando um processo para identificar partes interessadas para falar durante os diálogos interativos e as partes interessadas que desejam se inscrever para assistir ao evento como observadores.

Todos os interessados devem estar dentro dos critérios de participação: representar uma organização que teve um foco programático de longo prazo na construção da paz e na sustentação da paz; demonstrar capacidade de se envolver construtivamente com uma variedade de parceiros; está disponível para estar em Nova York de 24 a 25 de abril; ter um visto para viajar para Nova York, ou ser capaz de obter um para viajar para Nova York sem a assistência da ONU.

O prazo para envio de oradores é 18 de março; já o prazo para se candidatar para participar como observador é 31 de março. Detalhes: clique aqui.

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Desemprego no Brasil é maior da América Latina e Caribe, diz CEPAL

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08 de fevereiro de 2018

De 2015 para 2016, o desemprego no Brasil passou de 9,3% para 13%, segundo dados coletados em 20 regiões metropolitanas do país. O índice de desocupação é o maior da América Latina e do Caribe, revela a nova edição do Anuário Estatístico da Comissão Econômica da ONU para a região, a CEPAL.

Em 2016, ano em que foram obtidos dados desagregados por gênero sobre desemprego, as mulheres eram as mais afetadas pela falta de postos de trabalho — a desocupação entre elas chegou a 14,7%, ao passo que, entre os homens, o índice era de 11,6%.

Tanto em 2015 quanto em 2016, o Brasil teve taxas de desemprego acima das médias da América Latina e Caribe, apesar da tendência crescente identificada na região. Em 2015, a desocupação afetava 7,4% da população latino-americana e caribenha. Em 2016, o índice subiu para 8,9%. As desigualdades de gênero também foram observadas a nível regional. Quase 11% das mulheres não tinham trabalho em 2016. Entre os homens, a proporção era de 7,9%.

Em 2015, apesar de o desemprego ultrapassar 9%, o Brasil estava melhor que países como Bahamas, Barbados, Belize, Jamaica e Costa Rica. No ano seguinte, o país chegou à pior posição da lista organizada pela CEPAL, com o mais alto índice de desocupação.

Faixa etária e qualificação

Em 2016, a taxa média de desemprego nas cidades latino-americanas e caribenhas chegou a 6,7%, valor que representa um aumento de 0,3 ponto percentual na comparação com 2014. Mas o índice mascara variações consideráveis quando considerada a faixa etária da mão de obra. Entre os jovens de 15 a 24 anos, o desemprego chegou a 15,9% em 2016. Em 2014, o índice entre esse segmento populacional era de 15,1%.

O levantamento da CEPAL também mostra que 44% dos homens e 51% das mulheres atualmente empregados nas cidades latino-americanas e caribenhas trabalham em setores de baixa produtividade (setor informal). O organismo da ONU avaliou a qualificação dos trabalhadores da região. Segundo a comissão, metade das pessoas em idade produtiva — dos 25 aos 59 anos — estudou menos de dez anos e apenas 22% continuaram seus estudos após terminar o ensino médio.

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FAO: preços dos alimentos caem em dezembro, mas sobem em 2017

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12 de janeiro de 2018

Os preços mundiais dos alimentos caíram em dezembro, como consequência das fortes baixas dos óleos vegetais e dos produtos lácteos, segundo o último índice de preços dos alimentos publicado nesta quinta-feira (11) pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

O índice, uma medida da variação mensal dos preços internacionais de uma cesta de alimentos básicos, ficou em dezembro de 2017 em uma média de 169,8 pontos, o que representa uma queda de 3,3% em relação a novembro.

Apesar do retrocesso no fim do ano, o índice de preços dos alimentos da FAO ficou na média de 174,6 pontos em 2017, alta de 8,2% frente 2016, e alcançou sua média anual mais elevada desde 2014.

O índice de preços dos produtos lácteos da FAO caiu 9,7% em dezembro, já que as abundantes exportações e a baixa demanda pesaram nos preços internacionais de leite desnatado e leite integral em pó, assim como nos preços do queijo e da manteiga. Ainda assim, o subíndice ficou 31,5% acima de 2016.

O índice de preços dos óleos vegetais da FAO caiu 5,6% em relação a novembro, já que os preços do óleo de palma caíram em um contexto de estoques crescentes na Malásia e na Indonésia. Isso, por sua vez, empurrou os preços do óleo de soja. Em 2017, este subíndice foi 3% superior ao do ano anterior.

O índice de preços do açúcar da FAO também caiu, marcando uma baixa de 4,1% desde novembro devido a fatores sazonais e às expectativas de um importante superávit este ano. Os preços do açúcar ficaram 11,2% mais baixos em 2017, devido principalmente a uma abundante colheita no Brasil, o principal produtor mundial.

O índice de preços dos cereais da FAO manteve-se em geral estável pelo terceiro mês consecutivo, com os preços internacionais do trigo fragilizando-se, enquanto os do milho e do arroz se reforçaram. O índice foi em 2017 3,2% mais alto que no ano anterior, apesar de em 2017 estar 37% abaixo a seu pico em 2011.

O índice de preços da carne da FAO caiu levemente em dezembro, diante da abundante oferta que impulsionou os preços internacionais da carne bovina. Em 2017, o subíndice registrou um aumento de 9% em relação a seu nível de 2016.

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