Diretora-geral da UNESCO visita o Brasil nestas segunda (19) e terça (20)

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19 de março de 2018

A diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, estará em Brasília hoje, 19, e amnhã, 20 de março, para lançar o Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos, por ocasião da 8ª edição do Fórum Mundial da Água. Depois da África e do Oriente Médio, esta é a primeira viagem de Audrey Azoulay à América Latina.

A diretora-geral participará da cerimônia oficial de abertura do Fórum, na presença do presidente da República do Brasil, Michel Temer, de 14 chefes de Estado e do príncipe herdeiro do Japão. Ela será a voz das pessoas que têm acesso limitado à água e defenderá o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e das Metas relativas à água – em especial o ODS 6, que visa a garantir o acesso de todos à água e ao saneamento.

Após o almoço oferecido pelo presidente brasileiro aos chefes de Estado, a diretora-geral lançará oficialmente, com os parceiros do UN-Water (ONU-Água, em tradução livre), o Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos (WWDR), que este ano se intitula “Soluções baseadas na natureza para a gestão da água”.

Coordenado pelo Programa Mundial de Avaliação dos Recursos Hídricos (WWAP) da UNESCO, este relatório mundial é o resultado da colaboração das 31 entidades das Nações Unidas e dos 39 parceiros internacionais que compõem o ONU-Água. Seu conteúdo defende soluções baseadas na natureza (SbN) para melhorar o fornecimento e a qualidade da água e reduzir o impacto dos desastres naturais.

“Nós precisamos de novas soluções para a gestão dos recursos hídricos, para enfrentarmos os desafios emergentes relativos à segurança hídrica originados pelo crescimento demográfico e pela mudança climática. Até 2050, se não fizermos nada, cerca de 5 bilhões de pessoas viverão em áreas com baixo acesso à água. Este Relatório propõe soluções baseadas na natureza para o desenvolvimento dos recursos hídricos. É um desafio importante que devemos enfrentar todos juntos com uma abordagem virtuosa para prevenir conflitos relacionados à água”, disse Audrey Azoulay.

A viagem oficial da diretora-geral também será a ocasião para a realização de encontros bilaterais com autoridades brasileiras, em especial com o presidente do Brasil, Michel Temer, acompanhado do ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, e com o ministro da Educação, M. Mendonça Filho.

Organizado a cada três anos, o Fórum é o principal encontro mundial em que a comunidade de profissionais do setor hídrico e os formuladores de políticas trabalham para estabelecer os planos de ação de longo prazo sobre os desafios relacionados à água. Com mais de 150 países representados, o Fórum visa a aumentar a conscientização e reforçar o compromisso político com relação ao uso e à gestão da água.

Além do Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, este ano acontece a abertura da Década Internacional de Ação “Água para o Desenvolvimento Sustentável” (22 de março de 2018 a 22 de março de 2028). A Década visa a fortalecer a cooperação e a mobilização internacionais, a fim de contribuir para a realização dos ODS.

Programação preliminar:

Segunda-feira, 19 de março de 2018

09h00 – Cerimônia de abertura do 8º Fórum Mundial da Água, na presença do Presidente da República do Brasil, Michel Temer

Pronunciamento da diretora-geral da UNESCO

12h00 – Almoço oferecido pelo Presidente da República do Brasil no âmbito do 8º Fórum Mundial da Água, com a presença de nove Chefes de Estado, do Príncipe de Mônaco e do Príncipe Herdeiro do Japão

14h00 – Encontro bilateral com o Presidente da República, Michel Temer

14h30 – Lançamento do Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento de Recursos Hídricos 2018

Pronunciamento da diretora-geral da UNESCO

16h00 – Encontro bilateral com a presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia

18h30– Encontro bilateral com o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira

Terça-feira, 20 de março de 2018

11h00 – Encontro bilateral com o ministro da Educação, M. Mendonça Filho

Informações para a imprensa:

UNESCO no Brasil

  • Ana Lúcia Guimarães, a.guimaraes(at)unesco.org, (61)2106-3536 e (61)99966-3287
  • Fabiana Pullen, f.sousa(at)unesco.org, (61)2106-3596 e (61)99848-8971

Sede da UNESCO

  • Agnès Bardon, a.bardon@unesco.org, +33 (0) 1 45 68 17 64

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ONU recebe candidaturas de organizações para evento de alto nível sobre paz sustentável

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06 de março de 2018

O presidente da Assembleia Geral convocou uma reunião de alto nível de dois dias, nos dias 24 a 25 de abril, na sede das Nações Unidas em Nova York, com o objetivo de discutir maneiras de apoiar a paz na prática.

O formato da reunião consiste em um segmento de abertura, um debate em plenário de alto nível, quatro diálogos interativos e um segmento de encerramento.

A pedido do escritório do presidente da Assembleia Geral, o Serviço da ONU para as ONGs (UN-NGLS) e o Escritório de Apoio à Construção da Paz das Nações Unidas estão facilitando um processo para identificar partes interessadas para falar durante os diálogos interativos e as partes interessadas que desejam se inscrever para assistir ao evento como observadores.

Todos os interessados devem estar dentro dos critérios de participação: representar uma organização que teve um foco programático de longo prazo na construção da paz e na sustentação da paz; demonstrar capacidade de se envolver construtivamente com uma variedade de parceiros; está disponível para estar em Nova York de 24 a 25 de abril; ter um visto para viajar para Nova York, ou ser capaz de obter um para viajar para Nova York sem a assistência da ONU.

O prazo para envio de oradores é 18 de março; já o prazo para se candidatar para participar como observador é 31 de março. Detalhes: clique aqui.

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Desemprego no Brasil é maior da América Latina e Caribe, diz CEPAL

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08 de fevereiro de 2018

De 2015 para 2016, o desemprego no Brasil passou de 9,3% para 13%, segundo dados coletados em 20 regiões metropolitanas do país. O índice de desocupação é o maior da América Latina e do Caribe, revela a nova edição do Anuário Estatístico da Comissão Econômica da ONU para a região, a CEPAL.

Em 2016, ano em que foram obtidos dados desagregados por gênero sobre desemprego, as mulheres eram as mais afetadas pela falta de postos de trabalho — a desocupação entre elas chegou a 14,7%, ao passo que, entre os homens, o índice era de 11,6%.

Tanto em 2015 quanto em 2016, o Brasil teve taxas de desemprego acima das médias da América Latina e Caribe, apesar da tendência crescente identificada na região. Em 2015, a desocupação afetava 7,4% da população latino-americana e caribenha. Em 2016, o índice subiu para 8,9%. As desigualdades de gênero também foram observadas a nível regional. Quase 11% das mulheres não tinham trabalho em 2016. Entre os homens, a proporção era de 7,9%.

Em 2015, apesar de o desemprego ultrapassar 9%, o Brasil estava melhor que países como Bahamas, Barbados, Belize, Jamaica e Costa Rica. No ano seguinte, o país chegou à pior posição da lista organizada pela CEPAL, com o mais alto índice de desocupação.

Faixa etária e qualificação

Em 2016, a taxa média de desemprego nas cidades latino-americanas e caribenhas chegou a 6,7%, valor que representa um aumento de 0,3 ponto percentual na comparação com 2014. Mas o índice mascara variações consideráveis quando considerada a faixa etária da mão de obra. Entre os jovens de 15 a 24 anos, o desemprego chegou a 15,9% em 2016. Em 2014, o índice entre esse segmento populacional era de 15,1%.

O levantamento da CEPAL também mostra que 44% dos homens e 51% das mulheres atualmente empregados nas cidades latino-americanas e caribenhas trabalham em setores de baixa produtividade (setor informal). O organismo da ONU avaliou a qualificação dos trabalhadores da região. Segundo a comissão, metade das pessoas em idade produtiva — dos 25 aos 59 anos — estudou menos de dez anos e apenas 22% continuaram seus estudos após terminar o ensino médio.

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FAO: preços dos alimentos caem em dezembro, mas sobem em 2017

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12 de janeiro de 2018

Os preços mundiais dos alimentos caíram em dezembro, como consequência das fortes baixas dos óleos vegetais e dos produtos lácteos, segundo o último índice de preços dos alimentos publicado nesta quinta-feira (11) pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

O índice, uma medida da variação mensal dos preços internacionais de uma cesta de alimentos básicos, ficou em dezembro de 2017 em uma média de 169,8 pontos, o que representa uma queda de 3,3% em relação a novembro.

Apesar do retrocesso no fim do ano, o índice de preços dos alimentos da FAO ficou na média de 174,6 pontos em 2017, alta de 8,2% frente 2016, e alcançou sua média anual mais elevada desde 2014.

O índice de preços dos produtos lácteos da FAO caiu 9,7% em dezembro, já que as abundantes exportações e a baixa demanda pesaram nos preços internacionais de leite desnatado e leite integral em pó, assim como nos preços do queijo e da manteiga. Ainda assim, o subíndice ficou 31,5% acima de 2016.

O índice de preços dos óleos vegetais da FAO caiu 5,6% em relação a novembro, já que os preços do óleo de palma caíram em um contexto de estoques crescentes na Malásia e na Indonésia. Isso, por sua vez, empurrou os preços do óleo de soja. Em 2017, este subíndice foi 3% superior ao do ano anterior.

O índice de preços do açúcar da FAO também caiu, marcando uma baixa de 4,1% desde novembro devido a fatores sazonais e às expectativas de um importante superávit este ano. Os preços do açúcar ficaram 11,2% mais baixos em 2017, devido principalmente a uma abundante colheita no Brasil, o principal produtor mundial.

O índice de preços dos cereais da FAO manteve-se em geral estável pelo terceiro mês consecutivo, com os preços internacionais do trigo fragilizando-se, enquanto os do milho e do arroz se reforçaram. O índice foi em 2017 3,2% mais alto que no ano anterior, apesar de em 2017 estar 37% abaixo a seu pico em 2011.

O índice de preços da carne da FAO caiu levemente em dezembro, diante da abundante oferta que impulsionou os preços internacionais da carne bovina. Em 2017, o subíndice registrou um aumento de 9% em relação a seu nível de 2016.

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‘Vidas Negras’ - pelo fim da violência contra jovens negros

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08 de novembro de 2017

A Organização das Nações Unidas no Brasil lançou na terça-feira, 7, em Brasília (DF), a campanha “Vidas Negras”, pelo fim da violência contra jovens negros.

A iniciativa, ligada à Década Internacional de Afrodescendentes, envolve os 26 organismos da equipe de país da ONU. O objetivo é sensibilizar a sociedade, gestores públicos, sistema de Justiça, setor privado e movimentos sociais a respeito da importância de políticas de prevenção e enfrentamento da discriminação racial.

Para a ONU, o racismo é uma das principais causas históricas da situação de violência e letalidade a que a população negra está submetida. Atualmente, um homem negro tem até 12 vezes mais chance de ser vítima de homicídio no Brasil que um não negro, segundo o Mapa da Violência.

CONFIRA OS CONTEUDOS DA CAMPANHA

A campanha, principal ação do Sistema ONU Brasil no mês da Consciência Negra, não para por aí. Ela seguirá estimulando o debate sobre a necessidade urgente de medidas voltadas para superação do racismo nos diferentes segmentos da sociedade.

(Com informações da rádio Vaticano)

NA RÁDIO 9 DE JULHO

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Igreja enfatiza combate ao tráfico humano

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01 de outubro de 2017

Dom Paul Gallagher, Arcebispo e Secretário para as relações com os Estados, falou em um evento a líderes de alto nível na Organização das Nações Unidas. O objeto de seu discurso foi o tráfico humano e, mais especificamente, como combatê-lo e o qual é o papel da Igreja nesse processo.
O Arcebispo começou lembrando que a Igreja ensina há muito tempo que a escravidão, a prostituição, o tráfico de mulheres e de crianças e as condições degradantes de trabalho são um veneno para a sociedade humana e uma ofensa ao Criador. Para combater o tráfico humano, é preciso ter “instrumentos júridicos e colaboração concreta em múltiplos níveis de todos os responsáveis, usando estratégias precisas para impedir esses crimes terríveis, punir os criminosos e ajudar as vítimas”, disse Dom Gallagher.
O Arcebispo afirmou que o combate ao tráfico humano é uma prioridade do atual pontificado e explicou como a Igreja tem colaborado para pôr fim a essa prática, principalmente por meio de religiosas que, corajosamente, formam redes de proteção às mulheres exploradas, ajudando-as a fugir, obter a proteção das autoridades e se reinserir na sociedade.

Fonte: Radio Vaticano

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Marrocos e Nigéria disputam final inédita na 4ª Copa dos Refugiados em São Paulo

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26 de setembro de 2017

Depois de envolver mais de 200 jogadores refugiados nas disputas eliminatórias no último fim de semana, o estádio do Pacaembu, em São Paulo, será palco da grande final entre Nigéria e Marrocos, duas equipes invictas do maior evento esportivo para refugiados no Brasil. O evento é apoiado pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

As duas seleções chegaram ao topo da competição após uma exaustiva disputa que envolveu 16 times. Em jogos eliminatórios e disputas acirradas, algumas favoritas, como Camarões e Mali, foram eliminadas e abriram espaço para a final inédita, a ser disputada às 15h de domingo (24).

De um lado, a experiência. Do outro, a superação. O que aproxima os jogadores refugiados de Nigéria e Marrocos em São Paulo é a vontade de se sagrar campeões da Copa dos Refugiados, o maior evento esportivo voltado às pessoas em situação de refúgio do país.

A competição deste ano, em sua quarta edição, teve o maior número de jogadores inscritos e terá uma final inédita: a estreante seleção do Marrocos enfrentará a Nigéria, vencedora da primeira edição da Copa dos Refugiados (2014).

As duas seleções chegaram ao topo da competição após uma exaustiva disputa que envolveu 16 times. Em jogos eliminatórios e disputas acirradas, algumas favoritas, como Camarões e Mali, foram eliminadas e abriram espaço para a final inédita, a ser disputada no estádio do Pacaembu, em São Paulo, às 15h de domingo (24).

“É como um sonho a ser realizado representar nosso país em um grande estádio, para o público de torcedores brasileiros. Espero que (os torcedores) possam torcer por nós. Jogamos com o coração e, se vencermos, dedicaremos o título a nosso país e aos brasileiros”, disse Hassan Eusen, jogador do Marrocos que está no Brasil há cinco anos e trabalha no comércio da Rua 25 de março, centro de São Paulo.

“Nosso time se conheceu lá mesmo, fazendo comércio na Rua 25 de Março. Estamos sempre juntos, e como todos gostamos de futebol, formamos um time e começamos a treinar. Recentemente, passamos a nos reunir toda terça-feira para jogar, e agora vamos com tudo para essa final”.

Hassan diz ter uma ótima vida em São Paulo, principalmente por estar empregado. Quando questionado sobre o que é mais difícil no Brasil, não tem dúvidas: “a saudade que sinto da minha família”. Sobre a maior dificuldade para chegar à final, garante que o sol foi o pior adversário.

Enquanto a final certamente será disputada com muita garra e dedicação dentro de campo, a partida pelo terceiro lugar já foi realizada entre as equipes de Togo e Guiné Bissau. A vencedora deste duelo, Guiné Bissau, contava com um goleiro brasileiro, Ronaldo Pereira, de 37 anos.

“Eu encontrei a rapaziada da Guiné Bissau jogando bola com meu filho e fui convidado a disputar esse campeonato, passando a representar as cores verde e amarelo do outro lado do oceano. É uma iniciativa muito gratificante poder jogar com eles e conhecer mais sobre a realidade de cada um, ajudando no que for preciso”, disse o goleiro da equipe que se sagrou terceira colocada da competição após vencer o Togo pelo placar de um a zero.

Além de alguns poucos jogadores brasileiros, as seleções que fazem parte da Copa dos Refugiados têm como representantes de seus times mulheres brasileiras, que organizam todas as questões logísticas e também contribuem para o processo de integração e trocas culturais.

A Copa dos Refugiados é uma competição que envolve pessoas em situação de refúgio e migrantes residentes na cidade de São Paulo, assim como brasileiros, com o intuito de as integrar e promover trocas culturais, criando uma rede de apoio. Há quatro anos, a Copa é realizada pela “África do Coração”, uma organização composta por refugiados de 20 diferentes nacionalidades e que desenvolve projetos em prol dos refugiados no país.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) apoia a Copa desde seu início, e neste ano trouxe a iniciativa privada para a promover e gerar mais visibilidade sobre o tema. Neste sentido, a multinacional Sodexo aderiu à proposta como fornecedora dos kits de alimentação para os jogadores e a empresa Netshoes propiciou o uniforme personalizados aos jogadores, além de mochilas e uma premiação aos vencedores da Copa.

O evento contou ainda com o apoio das Secretarias Municipais de Esportes e Lazer, dos Direitos Humanos e das Relações Internacionais da Prefeitura de São Paulo, da Caritas Arquidiocesana de São Paulo, do SESC e da Cruz Vermelha.

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Somente diálogo pode levar paz ao Oriente Médio

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27 de julho de 2017

O processo de paz palestino-israelense não pode ser excluído das prioridades da comunidade internacional. Foi um dos pontos indicados por Mons. Simon Kassas, encarregado junto à Missão do Observador permanente da Santa Sé na Onu.

Em pronunciamento esta terça-feira, 25, em Nova Iorque no debate promovido pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a situação no Oriente Médio e sobre a questão palestina, o representante vaticano recordou que a Santa Sé reitera seu firme apoio pela solução de dois Estados.

Foram expressos votos de uma nova ordem geopolítica que contemple o Estado de Israel tendo ao lado o Estado palestino numa moldura de paz e dentro de confins internacionalmente reconhecidos.

 

 

Solução seja negociada

Para garantir segurança e prosperidade na perspectiva de uma coexistência pacífica não existe alternativa a um acordo negociado que leve a uma solução reciprocamente concordada.

O caminho a seguir é o de negociações diretas entre israelenses e palestinos, com o apoio da comunidade internacional, acrescentou. Para que este processo possa ser completado com bom êxito, israelenses e palestinos devem dar passos relevantes a fim de reduzir tensões e violências.

Ambas as partes devem abster-se de ações, inclusive a de assentamentos, que podem contradizer o compromisso em favor de uma solução negociada.

 

Não facções, mas uma frente unida palestina

Em seguida, o prelado libanês recordou a visita ao Vaticano, em 2014, do presidente israelense Shimon Peres e de seu homólogo palestino Mahmoud Abbas.

No âmbito de tais encontros o Papa Francisco exortou a rezar e a promover a cultura do diálogo, de modo que se possa deixar em herança às novas gerações “uma cultura que saiba delinear estratégias não de morte, mas de vida, não de exclusão, mas de integração”.

A solução de dois Estados requer também que todas as facções palestinas mostrem uma vontade política unitária trabalhando juntas. Uma frente unida palestina seria fundamental para a prosperidade econômica, a coesão social e a estabilidade política de um Estado da Palestina, observou o representante vaticano.

 

A questão Jerusalém

Também não se deve esquecer Jerusalém, cidade sagrada para os judeus, os cristãos e os muçulmanos. O status quo dos sítios sagrados é uma questão de profunda sensibilidade. A Santa Sé confirma sua posição em linha com a comunidade internacional e renova seu apoio por uma solução completa, justa e duradoura concernente à questão da cidade de Jerusalém, disse Mons. Kassas.

Ademais, o prelado reiterou a importância de um estatuto especial para Jerusalém, que seja internacionalmente garantido a fim de assegurar liberdade de religião e de consciência. Deve-se também garantir aos fiéis de todas as religiões e nacionalidades o acesso seguro e livre aos lugares sagrados.

Domingo passado, 23, ao término do Angelus, o Papa Francisco dirigiu um apelo em favor do Oriente Médio, recordando “as graves tensões e as violências destes dias em Jerusalém”. “Sinto a necessidade de expressar um veemente apelo à moderação e ao diálogo”, afirmou o Santo Padre.

 

Empenho e soluções políticas para o Oriente Médio

Mons. Kassas deteve-se em seguida sobre a situação em várias regiões do Oriente Médio. A Santa Sé expressa sua dor pelos dramas provocados por guerras e por conflitos em vários países, em particular na Síria, no Iêmen e no norte do Iraque.

Nestas áreas, a dramática situação humanitária requer um renovado empenho por parte de todos para se chegar a uma solução política. O Papa Francisco aprecia profundamente os esforços incansáveis daqueles que buscam encontrar uma solução política para o conflito na Síria, acrescentou.

O Pontífice encoraja todos os atores a trabalhar por um processo político sírio que leve a uma transição pacífica e inclusiva, baseada nos princípios do comunicado de Genebra de 30 de junho de 2012.

Um acordo pacífico concordado pelos partidos sírios devolverá estabilidade ao país, permitirá o retorno seguro dos refugiados e dos deslocados, promoverá uma paz duradoura e a reconciliação.

Desse modo, se favorecerá um contexto necessário para esforços eficazes contra o terrorismo preservando a soberania, a independência, a unidade e a integridade do Estado sírio.

 

Comunidades cristãs não sejam esquecidas

Referindo-se ainda ao Oriente Médio, o representante vaticano recordou, por fim, que as comunidades cristãs habitam naquela região há mais de dois mil anos convivendo pacificamente com as outras comunidades.

A Santa Sé convida a comunidade internacional a não esquecê-las e considera que o estado de direito, incluindo o respeito pela liberdade religiosa, é fundamental para o alcance e manutenção da convivência pacífica, concluiu.

(RL/AL)

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Professora da PUC-SP detalha atribuições na CIDH

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23 de junho de 2017

Eleita na quarta-feira, 21, como integrante da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), durante a 47ª Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), realizada em Cancún, no México, a brasileira Flávia Piovesan, atual secretária especial de Direitos Humanos do Ministério da Justiça e Cidadania, disse, em entrevista ao O SÃO PAULO, que em seu mandato na Comissão (2018-2021), terá a missão de “contribuir para a defesa e promoção de direitos humanos na região, com especial destaque ao enfrentamento das graves violações”.

Mestre e doutora em Direito Constitucional pela PUC-SP, Flávia leciona na Faculdade de Direito da mesma universidade as disciplinas de Direito Constitucional e de Direitos Humanos; e é também professora na pós-graduação da PUC-SP e da PUC-PR. Ela também é procuradora do Estado de São Paulo e vem atuando em questões de direitos humanos em organismos internacionais, como a ONU e a OEA.

A partir de 2018, Flávia será uma das sete pessoas que fazem parte da CIDH. Seis países - Brasil, Argentina, Chile, Estados Unidos, México e Uruguai - apresentaram candidatos para as três vagas que estavam em disputa. Além de Flávia, foram eleitos Joel Hernandez, do México, e Antonia Urrejola, do Chile.

“É uma grande honra para o Brasil esta eleição, por reafirmar o compromisso com o sistema interamericano de direitos humanos, que salvou e continua a salvar vidas. O sistema tem extraordinária contribuição no fortalecimento dos direitos humanos, da democracia e do Estado de Direito na região”, disse Flávia à reportagem.

A carta da OEA define que os membros da CIDH devem ser “pessoas de alta autoridade moral e de reconhecido saber em matéria de direitos humanos”.

Perguntada sobre quais aspectos imagina que serão mais desafiadores na função que assumirá a partir de janeiro de 2018, Flávia mencionou a necessidade do fortalecimento da proteção a grupos mais vulneráveis, como crianças, povos indígenas, afrodescendentes, mulheres e migrantes, “bem como enfrentar a violência epidêmica que assola a região. Somos a região mais desigual e violenta do mundo. Nela há que se lutar também pelo fortalecimento da institucionalidade democrática. Importa, ainda, fortalecer a cultura de promoção e afirmação de direitos humanos”.

(Com informações complementares da Secretaria Especial de Direitos Humanos)

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